Artigo
LINHAS TORTAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Será um embusteiro, um intrujão sem escrúpulos? Será um frívolo papagaio loquaz, um inócuo soprador de bolinhas de sabão? ” (Graciliano Ramos)
Apropriei-me do título deste artigo do notável escritor alagoano Graciliano Ramos, e perdoem-me os professores de Filosofia, um pensador universalista digno de respeito, que aproveito na epígrafe de texto.
A expressão “linhas tortas” é do velho Graça, usada para intitular o livro que reuniu crônicas diversas e críticas literárias publicadas nos jornais da sua época, e que o seu editor apresentou como uma “obra menor” da bibliografia dele…
Procurei em vários dicionários de gíria, dos exuberantes pesquisadores setentrionais aos cuidadosos pesquisadores meridionais e não encontrei a expressão. Achei “linhas” de todo tipo; na linguagem geométrica, como sucessão de pontos ou traço em movimento, e no desenho artístico ou técnico como curva, ondulada, quebrada, reta, sinuosa, etc.
No uso cotidiano, temos linha de costura, de pesca, de pipa, telegráfica, de transporte, trilho de bonde e de trem; a linha tem presença até no esoterismo com a leitura da sorte nas linhas da palma da mão.
A palavra “Linha” é um substantivo feminino com vasta sinonímia, como risca, listra, lista, traço, traçado, risco, fiada, corrente …Aparece na participação política como vimos nessa linha torta do Comitê dos Direitos Humanos da ONU se metendo no Brasil em defesa do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Lula da Silva, preso em Curitiba.
Por ser um antro de pelegos narcopopulistas, esse Comitê da ONU não é levado a sério por Israel e EUA, e deveria ser extinto por uma questão de bom senso. Isto me entristece igualmente ao expor a realidade brasileira pelas linhas tortas de uma República desalinhada com a Democracia…
Também assistimos entristecidos as garatujas que aqui no Brasil condenam o Congresso, os rabiscos que nos fazem desacreditar da Justiça, e os riscos mal traçados que nos afligem expressando a corrupção que macula nosso País.
Dá pena traçar o perfil de um embusteiro, o intrujão sem escrúpulos Lula da Silva, que mesmo condenado e preso por corrupção continua a enganar pessoas com a frivolidade de papagaio falador, apoiado por jornalistas e artistas de quem se esperava uma visão realista do país e não o brilho ilusório de bolinhas de sabão.
Infelizmente, está desenhado com linhas tortas igualmente vermos no STF uma fração de togados com poder de libertar figurões do crime organizado da política, como o ex-todo-poderoso ministro de Lula, José Dirceu, condenado a 30 anos e nove meses de prisão por corrupção e organização criminosa.
Vale a pena registrar nas entrelinhas o que observou um repórter na ocasião da evacuação do condenado José Dirceu por seu antigo subordinado, hoje ministro: “Fachin, que votou contra a decisão, disse a Toffoli: ‘Nós dois estamos entendendo o que estamos falando’”…
NÃO FUI EU
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Se alguém me perguntar/ Irei dizer que não fui eu/Não fui eu” (Paula Fernandes)
A frase “Não fui eu” tem pichação pelo Brasil afora e a não ser o seu autor, ou autores, muitos ignoram tratar-se de uma composição da cantora e compositora mineira, de Sete Lagoas, Paula Fernandes.
Divulgar a música sertaneja de raiz é enfrentar a corrupção dos costumes vexatórios atuais, em que se vê uma mulher defecar em manifestação política (e se orgulhar disso), ou ouvir aplausos na exibição de uma ciranda de pessoas nuas, de quatro, cheirando o ânus umas das outras.
A boa música é uma luz nesses tempos sombrios, em que a arte foge do padrão da beleza e da harmonia, e a cultura é um produto de anomalias cerebrais, de distorções que exprimem o definhamento dos costumes sociais.
Foi o que se deu na decadência de todos os impérios. A História da Civilização capitula a ascensão e o apogeu de estados poderosos, cuja queda se deve à perversão da ordem pública e a degenerescência dos costumes, da ética e da moral.
Conhecemos os antigos exemplos da China, Índia, Suméria, Assíria, Pérsia, Egito, Grécia e Roma, todos desmoronando econômica e politicamente, com as insubordinações sociais, a falência da religião, a discórdia familiar e a falta de perspectiva das novas gerações.
Antigamente este fenômeno de decadência imperial se restringia aos limites do país que passava por esse processo histórico; hoje, a consumação que ocorre nos Estados Unidos da América, por exemplo, é planetária.
A expansão e amplitude dos meios de comunicação e a velocidade das redes sociais, levam ao conhecimento do mundo todos os sintomas do apodrecimento da sociedade americana. O que ocorre na (ainda) poderosa Nação do Norte se espalha pelo mundo e é imitado como caricatura nos países subdesenvolvidos.
Os fascistas de lá, como os daqui, viraram antifascistas, como previu Winston Churchill, o racismo é ambivalente, os sentimentos religiosos são opostos, a exaltação das drogas e a sexualidade é uma constante na mídia.
Com o povo norte-americano visivelmente dividido pelos “antifas”, os seus imitadores do 3º mundo, embora uma minoria ruidosa, se esforçam para substituir a pátria por uma patranha – com a imitação malévola da finada União Soviética –, a URSAL – União das Repúblicas Socialistas da América Latina.
A URSAL apareceu na televisão pela primeira vez no debate dos presidenciáveis da TV-Bandeirantes. Foi uma denúncia do Cabo Daciolo, a quem Dora Kramer chamou de “doido” na Rádio Bandeirantes por pura cretinice ideológica. Este é o exemplo dos narcopopulistas infiltrados na imprensa brasileira, a negação do jornalismo…
O debate da Band espelhou a triste realidade política que atravessamos numa campanha eleitoral que queima como fogo de monturo; mostrou a indigência dos homens públicos, com raras e honrosas exceções.
“Não fui eu” somente que viu desse jeito. Encontro nas redes sociais numerosas pessoas que veem assim também. Salvaram-se neste modo de ver no encontro dos presidenciáveis, alguns flashes dignos de registro, como a resposta dada pelo presidenciável Bolsonaro à raivosa agressão do invasor de prédios Guilherme Boulos: – “Não vim aqui bater boca com um desqualificado”.
E tivemos Alckmin, com a calma lexotan que o caracteriza, respondendo a Marina Silva que o acusava pela companhia dos apoiadores do Blocão: – “Eu nunca fui do PT, sou de outra linhagem”.
Este “não fui eu”, leva-me às insinuações de Álvaro Dias de que convidaria o juiz Sérgio Moro para ministro da justiça, juntando-se à declaração de Bolsonaro de que indicaria o magistrado da Lava Jato para o STF. Moro comentou:
“Reputo inviável no momento manifestar-me, de qualquer forma e em um sentido ou no outro, sobre essa questão, uma vez que a recusa ou a aceitação poderiam ser interpretadas como indicação de preferências políticas partidárias, o que é vedado para juízes“.
IDEOLOGIA DO CINISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Nas fases mais avançadas do cretinismo, a falta de ideias é compensada pelo excesso de ideologias”. (Carlos Ruiz Zafón)
Nunca se abusou tanto da palavra “Ideologia” como nos tempos atuais; esta excessiva inconveniência vai dos professores papagaios de slogans partidários à demagogia política dos andares de cima, passando, é claro, pela imprensa a serviço do globalismo.
O verbete “Ideologia”, dicionarizado, é um substantivo feminino que expressa vários significados, tido como algo ideal na formação das ideias, doutrinas ou utopias adotadas por um indivíduo ou uma coletividade.
“Ideologia” foi um neologismo criado pelo filósofo francês Destutt de Tracy (1754-1836) propondo tornar-se uma ciência para pesquisar a origem das ideias humanas às percepções sensoriais do mundo externo. O termo teve um sentido pejorativo de Napoleão, que chamou De Tracy e os seus seguidores de “ideólogos”, como deformadores da realidade.
Apesar das críticas recebidas, o estudo da ideologia se acentuou e o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel aproveitou-o para explicar a abrangente história da filosofia, da ciência, da arte, da política e da religião, nascendo daí o método dialético de análise.
O princípio ideológico original trazia duas concepções: a neutra e a crítica; Karl Marx, filósofo idolatrado pelos comunistas e fascistas (excluindo-se os nazistas antissemitas, por que era judeu), aboliu a crítica e abandonou a neutralidade, resumindo o conceito de ideologia como reflexo da luta de classes, e não como o conjunto de pensamentos de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos.
Olhando do ponto de vista de que a ideologia se manifesta pela relação social, a encontraremos na família, na escola, na igreja, nos partidos, nos órgãos civis e militares do Estado e até nas torcidas de futebol…
Ligando a ideologia aos sistemas políticos a visão filosófica atual aponta várias definições, como ideologia anarquista: libertária pela abolição do Estado e de todas as formas de controle de poder; ideologia conservadora defendendo valores morais e sociais; ideologia democrática, participativa e liberal; e ideologia totalitária englobando comunismo e fascismo pretendendo impor um Estado poderoso e onipresente.
Daí temos ideologia da demagogia, da desonestidade, da estética e da paixão… Vulgarizada pela mídia e instrumentalizada por uma minoria ruidosa, surgiu uma tal de “ideologia de gênero”. Seria melhor intitulada “ideologia de gênero zero”, pois defende que a sexualidade humana não é um fator biológico, mas construção social e cultural.
Este lixo se tornou uma bandeira comum ao globalismo e ao narcopopulismo, ambos desejosos de destruir a sociedade tradicional. No Brasil, seus aderentes lulopetistas adotam o princípio de que “os fins justificam os meios”, princípio de outra ideologia, “ideologia do cinismo”.
Presente no cenário eleitoral, não há exemplo mais do que perfeito da ideologia do cinismo vermos pessoas e organizações que acusaram de golpe o impeachment de Dilma. Foram às ruas, puseram bandeirinhas nas janelas, usaram camisetas e botons, e agora se abraçam com os golpistas em vários estados, inclusive nas Minas Gerais, onde a impichada é candidata…
Na mídia sobrepassa esta aberração, com jornalistas cinicamente ideológicos fazendo das entrevistas inquisições, como se assistiu na defunta “Roda” da TV-Cultura com o presidenciável Jair Bolsonaro e a vergonhosa sessão mediúnica do Sistema Globo baixando o espírito de Roberto Marinho para se desmentir de posição assumida em vida…
CONTA “PRÁ GENTE”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana…” (Barão de Itararé)
O “conta prá gente” é um bordão pouco inteligente adotado pelos apresentadores de jornais televisivos do Sistema Globo; é tão idiota, que a paternidade é desconhecida, mas adotada coletivamente. Com este cacoete, os telespectadores pagam o preço de serem terceirizados como receptadores de informação… Primeiro contam “prá” eles, depois “prá” nós.
Por usarem e abusarem da subordinação da audiência, redatores e papagaios globais assumem a realidade de possuir o monopólio das invisíveis ondas eletromagnéticas que transmitem o som e a imagem nos ares…
Sendo monopolista, a relação do transmissor e o receptor é ativa e passiva, um impondo ao outro as mensagens idiotizantes pela magia das cores, pelo som harmônico, e a imagem de pessoas atraentes. Enfim, pela ilusão.
Contam prá gente o que querem e o que a gente está obrigado a escutar. Vem de longe essa prática maléfica. Ainda está gravado na minha memória o escândalo da tentativa fraudulenta da Proconsult em parceria com a Globo para derrotar Brizola na primeira eleição após a redemocratização.
Sabem quem seria beneficiado? O Moreira Franco. Sugiro uma pesquisa sobre o assunto, para reforçar a crença de que o abuso de confiança se mantém presente, agora com a urna eletrônica e/ou através de um ministro capaz de fazer o que Dias Toffoli fez, uma apuração secreta.
No caso de Brizola a fraude foi descoberta e denunciada internacionalmente, mas, tanto a facilidade de hackear as urnas eletrônicas como o logro do ministro Toffoli, caíram no esquecimento da massa por que ninguém conta prá ela…
O “conta prá gente” esconde a revoltante situação da Venezuela sob a ditadura Maduro. Fala dos refugiados venezuelanos e de uma “crise”… Que crise? É proibido no Sistema Globo citar a criminosa ditadura de Maduro.
O “conta prá gente” não detalhou o repulsivo vandalismo dos lulopetistas com bombas de tinta vermelha na entrada do STF em Brasília, repetindo, certos da impunidade, o que anteriormente fizeram no prédio onde Cármen Lúcia tem um apartamento em Belo Horizonte.
O “conta prá gente” surfando nas ondas eletromagnéticas do Sistema Globo gasta mais tempo enfocando matérias tipo “doutor Bumbum” do que o assassinato brutal de uma estudante brasileira em Manágua pelas milícias do governo Ortega.
De um lado, pura diversão, pois as cirurgias estéticas de bundas são o cúmulo da imbecilidade massificada; do outro lado, os cuidados para não ofender o governo nicaraguense apoiado por PT, PCdoB e Psol, partidos influentes nos meios da imprensa…
O “conta prá gente” com outro bordão e formatação mais modesta generaliza-se por todos canais de televisão. Tivemos esta prática infeliz a pouco com a degenerescência do programa Roda Viva que já foi exemplo de bom jornalismo.
Em entrevista feita com o presidenciável Bolsonaro foi tão baixo o nível dos seus entrevistadores, repetindo slogans desgastados do Psol, que até ferrenhos adversários do Capitão acharam que ele se agigantou diante deles.
Frente à realidade, o “conta prá gente” olha para trás como as “estátuas de sal” da Bíblia; vê, pela ótica de uma ideologia superada e distorcida, a dívida dos sobas africanos com a escravatura como se fosse nossa; um revanchista conceito da ditadura militar e o sexualismo “politicamente correto”.
Não contam prá gente que a falência do Brasil se deve à incompetência e à corrupção, nos 14 anos de PT-governo. Omitem que a herança maldita do lulopetismo se multiplica e se emaranha na economia e na administração pública.
PÁ-DE-CAL
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Antônio Palocci jogou definitivamente a pá de cal que faltava no cadáver insepulto de Lula” (Joice Hasselmann)
Aliada a pesquisas arqueológicas, a antropologia registra que o salto civilizatório do homo sapiens se deveu ao seu trabalho manual e o uso de ferramentas, diferenciando-o dos demais homini, seus contemporâneos.
Junto à faca e seus derivados, a foice e a enxada, encontra-se a pá, empregada para amaciar a terra e cavar buracos, trincheiras e valas. De lá para cá surgiram vários tipos e até “pá de bolo” cortando fatias nas festas…
Dicionarizado, o verbete “Pá” é um substantivo feminino que consiste numa lâmina larga com cabo, para escavar ou remover terra, carvão, neve, lixo, etc. Figurativamente tem diversos significados, de exclamação (saudação em Portugal), complemento, quantidade, vocativo e até entre usuários de drogas, “dar um pá”.
Como nos interessa a “Pá-de-Cal”, encontramos no Dicionário de Termos e Expressões Populares de Tomé Cabral (Edição UFC), como “última medida”; e, recolhido pelo prolífero pesquisador potiguar Gumercindo Saraiva, é “assunto encerrado”.
Como “última medida” vamos chegando às provas de que Lula da Silva & Cia Ilimitada formaram uma quadrilha para assaltar o País e que esta atividade criminosa está perto do fim, após denúncias e prisões de diversos hierarcas petistas, e também Lula condenado e preso.
Assistimos a primeira condenação do Chefe do PT que, segundo os jornalistas Thiago Bronzatto e Felipe Frazão, sofre acusações por “ter praticado 236 vezes os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e obstrução da Justiça.
Após esta avaliação, surgiu outra bomba: a colaboração premiada do ex-todo-poderoso ministro dos governos petistas, Antônio Palocci, firmada com a Polícia Federal. Agora não sabemos o que sairá da cabeça dos togados 2ª Turma do STF simpáticos aos esquemas de corrupção.
Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, condenado a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e só agora conseguiu fazer a delação. O seu testemunho é fundamental, pois participou das decisões mais importantes do PT e do Governo Federal nas últimas duas décadas.
Conforme vazamentos, o ex-ministro revela a atuação de Lula e Dilma nos escândalos da Petrobras, e abre condições para atestar isto por meio de ligações telefônicas com Lula e a posição dos aparelhos celulares no mapa das antenas. Listou datas e horários das entregas de dinheiro a Lula como parte do conteúdo probatório.
Para evitar a rebordosa desta delação do fim-do-mundo, Zé Dirceu mobilizou o que resta de militância no PT e articulou um golpe com os seus infiltrados na Justiça. A trama foi minuciosamente preparada, com prognósticos de resultados da Copa do Mundo e aguardando o plantão do desembargador petista Rogério Favreto no TRF4.
Se esqueceram apenas de combinar como os membros da Justiça Federal e do Ministério Público, que não tiram férias e dormem de olhos abertos; por eles, felizmente, a conspiração foi abortada e mantiveram Lula na cadeia, evitando o caos sócio-político que a soltura dele criaria.
Abortado o conluio criminoso pela decisão do presidente do TRF4, Thompson Flores, os advogados envolvidos apelaram para o STJ e de lá receberam a negação do pedido; a presidente da Corte, ministra Laurita Vaz, afirmou a invalidade e a incompetência nas decisões do desembargador Rogério Favreto.
E tem mais. A ex-corregedora nacional de Justiça e ex-ministra do STJ, Eliana Calmon, disse que Favreto “enxovalhou o Judiciário” e que usou a magistratura para criar um fato político.
Vê-se assim, com otimismo, que ainda há juízes no Brasil, e vale a pena homenagear estes amantes do Direito; e louvar a ação patriótica do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal, que jogaram a última pá-de-cal na cova do narcopopulismo e do defunto insepulto Lula da Silva.
RECURSO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Só não digo que o brasil é um cabaré, por que um cabaré é mais organizado” (Anônimo)
O processo jurídico no Brasil é um hímen complacente, elástico, permissível para uma penetração que mantem a virgindade da Justiça…. No processo, isto se chama recurso; ação de criminoso condenado e preso, que se repete indefinidamente conforme a natureza da demanda e do dinheiro disponível do réu para manter advogados caros.
O “Recurso” como verbete dicionarizado é um substantivo masculino definido como ação de recorrer, pedir ajuda; auxílio; e no sentido figurado, como o que abriga, refugia; consolo.
No campo da Justiça, significa o meio usado para contestar uma sentença judicial; e são usados diversos tipos de recursos, embargos (com várias manifestações), agravo, apelação, recurso especial, recurso extraordinário, dentre outros…
Para o tuiteiro Samuel Peixoto, estudioso dessas sentenças, “a palavra é postergação”. Isto é, adiar ou deixar para trás os julgamentos. Concordamos com ele ao apreciar o que vem ocorrendo com relação ao corrupto Lula da Silva na sua defesa masturbatória para escapar da condenação.
Esta ação protelatória que se aproveita de uma legislação leniente com os delitos e os delituosos nos leva a pensar a outros usos da palavra “recurso”, traduzida no português castiço como “casa de furnicação” e em linguagem popular como bordel, casa de prostituição, casa da luz vermelha, casa das primas, prostíbulo.
Antigamente havia mais requinte nesta referência com uma expressão francesa, rendez-vous, local para encontros, referindo-se à zona do meretrício e, quando oferecia entretenimentos, salão de dança com música ao vivo, era cabaré…
O escritor Jorge Amado tornou famoso um lupanar baiano da época dos coronéis do cacau, o “Bataclan”, e digno de registro pela divulgação internacional, o “Cabaré de Maria Boa”, em Natal, tornado célebre na 2ª Guerra Mundial.
No começo da década de 1940, foi instalada em Parnamirim, Rio Grande do Norte, uma base militar norte-americana e a capital do estado fervilhava de militares americanos e brasileiros e aviões, hidroaviões e jipes faziam parte do cotidiano, conforme descreve o historiador José Correia Torres Neto.
Então, os natalenses e seus visitantes conviviam com o Cabaré de Maria Boa onde além das prostitutas, os clientes podiam saborear cerveja gelada em mesas ao ar livre e ouvir e dançar ao som das “big-bands” norte-americanas.
Um fato curioso da época, que não é capitulado nos livros de História do Brasil, foi a homenagem que a cafetina paraibana Maria Boa recebeu dos aviadores brasileiros e americanos, com o batismo do seu nome numa “Fortaleza Voadora”, o B-25, com a versão de “Mary Good”.
Informada disto, Maria Boa não acreditou, sendo por isto levada por jovens militares à Base, onde lhe mostraram a aeronave em que foi nomeada ao lado do registro numeral do avião, 5079. Segundo comentários da época suas lágrimas rolaram de alegria.
Lula da Silva, o cafetão que montou um lupanar para as empreiteiras nas empresas estatais, encena um show de recursos – que chegam às dezenas, curiosa e apressadamente, ao STF –, com esta insistência ele ambiciona ter seu nome dado à sala de um tribunal, para agradar os exploradores das obras públicas, controladores dos fundos de pensão e marqueteiros ilusionistas. com Chico Buarque cantando “Cabaré”, na inauguração…
CONTRADIÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Duplipensar significa o poder de manter duas crenças contraditórias na mente simultaneamente e aceitar ambas” (George Orwell)
Não causa surpresa para ninguém que estiver armado do conhecimento filosófico da contradição e do método dialético de análise, a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal.
O verbete contradição, dicionarizado é um substantivo feminino de origem latina, contradictio,onis: antinomia, discordância, contraposição. Na linguagem coloquial toma o sentido de absurdo, contrassenso, discrepância, incoerência…
Quando aparece refutando a opinião de outrem, a palavra “contradição” é usada como contestação, desacordo, desmentido, negação, objeção, refutação e réplica. Não há exemplo melhor do que a lição de Rui Barbosa que conhecia os meandros da magistratura e da política.
Rui escreveu que “Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença, quando lhe mudou a convicção. Aí temos a contradição, o procedimento ou atitude oposta ao que se dissera ou adotara anteriormente; colada nela, a dialética apresentando a solução dos desacordos.
Se estiverem armados da dialética hegeliana, professores ensinarão que a contradição é o confronto entre a afirmação e a negação; isto é, estas posições opostas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Platão já mostrara esta relação dos opostos em suas obras escritas.
Pelo método dialético de análise, a Lógica estabelece o princípio de que algo não pode ser ou não ser ao mesmo tempo; e, sob este princípio, a regra para se alcançar a verdade é a exclusão de toda contradição.
A coexistência de conceitos contrários vigora apenas em regimes totalitários ou na ideologia canhota do narcopopulismo, com os autointitulados “marxistas” usam na propaganda dos seus desígnios, ensinando ao mesmo tempo que a “religião é o ópio do povo” e que Jesus Cristo foi socialista…
Um estudo aprofundado da Filosofia mostra que é através da Lógica se resolvem as contraposições das sentenças jurídicas. “Tudo o que é natural, é lógico, e tudo que é lógico é realizado ou deve se realizar no mundo real, e foi o que ocorreu no julgamento do habeas corpus do condenado de Justiça, Lula da Silva, a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.
Ficou transparente a tentativa do condenado em politizar a sentença judicial que lhe foi aplicada por sua prática corrupta, recebeu, como sempre, o apoio apoiado da bancada partidária da Corte, levantando a “presunção de inocência” já desnuda nas sentenças de dois tribunais e tendo, aliás, mais três ou quatro processos por atividades criminosas idênticas.
Por ser chefe de uma facção político-ideológica, e ter ocupado a presidência da República, Lula levar para o seu campo a resolução do STF na provocação feita pela sua defesa. Seria triste contatar que vigoraria a advertência de François Guizot “Quando a Política adentra no recinto dos tribunais, a Justiça sai por outra porta”
Tivemos grandes manifestações de rua exigindo o fim da impunidade, por que a tal “presunção de inocência” não é uma carapuça que cai no cabeção de Lula… As demonstrações populares tiveram uma ampla repercussão e alcançaram sem dúvida o STF a quem coube decidir sobre a prisão de Lula já condenado em 2ª instância.
Os ministros procederam adotando o método dialético na busca de aplicar uma justiça boa e perfeita. Excluindo as nítidas intervenções políticas, prevaleceu a interpretação correta para a aplicação da justiça.
Tranquilizando a Nação Brasileira em manter confiança na Justiça, a dialética do STF me levou a uma surpreendente frase do escritor e pensador Roberto Campos, pela sua personalidade circunspecta. “A contradição é privilégio das mulheres bonitas, dos homens inteligentes e dos governos realistas. ”
E, aliviado, e alegremente relaxado, “sereno”, faço rir com o humorista Falcão que rebateu: “É melhor cair em contradição do que do oitavo andar. ”
BORBOLETAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Na natureza, uma repugnante lagarta transforma-se numa borboleta encantadora; entre os homens, ocorre o contrário; uma encantadora borboleta transforma-se numa lagarta repugnante” (Tchekhov)
Círculos que tratam “da ciência do absurdo”, divulgam o “Efeito Borboleta”, uma hipótese levantada nos meados do século passado por Edward Lorenz e encaixada na teoria do caos como manteiga em pão quente…
Segundo contam, a invenção de Lorenz surgiu de uma pergunta que se fez, pensando: “Poderia um bater de asas de uma borboleta no Brasil, causar um tornado no Texas?” Assim nasceu o princípio pseudocientífico do efeito borboleta, divulgado em 1963 e se prestando a várias conjecturas, como se o bater de asas de uma borboleta influenciaria o curso natural das coisas.
Notaram o meu ceticismo e aversão sobre isto, por que tem pouca seriedade e muito romantismo, tanto na origem como a enunciação da teoria. Lembro que esta ficção veio um século antes, em 1888, na novela “O Mandarim”, de Eça de Queiroz.
Eça nos apresentou Teodoro, um burocrata da administração pública, que sonhou com uma figura misteriosa lhe instigando a fazer a experiência de tocar uma sineta e com isto matar na distante China um riquíssimo mandarim. Fê-lo e deu certo: o potentado chinês morreu e Teodoro herdou a sua fortuna.
É imperdível a leitura da novela pelo belíssimo estilo que o grande escritor da língua portuguesa nos deixou. Assisti também o filme “Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect), dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber, estrelado por Ashton Kutcher e Amy Smart, que ganhou o Prêmio do Público no Festival Internacional do Cinema Fantástico de Bruxelas.
O enredo da película se baseou no “Efeito Borboleta”, trazendo a história de Evan Treborn que lendo os seus diários de adolescente, descobriu ter a capacidade de viajar ao passado e mudar situações futuras; assim consegue evitar a morte de Kayleigh, a garota que amava.
Há uma lenda em Hollywood que o bater das asas de uma borboletinha lá no fim do mundo abalou a Bolsa de Nova Iorque em 1929; e que Charles Chaplin sentiu isto antes vendeu todas as suas ações, tornando-se multimilionário na crise mundial.
Diz-se também que o adejar de uma mariposa levou ao megaespeculador George Soros os segredos financeiros do Reino Unido, e então ele faturou isto derrubando a libra, em 1992. Soros veio a ser bilionário e brinca batendo suas asas de morcego agitando as nações pelo controle da mídia de diversos países, e, segundo se comenta, apoia o islamismo na Europa e o narcopopulismo na América Latina.
A poucos dias, uma borboleta tropical do Amazonas esvoaçou e produziu um fenômeno que repercutiu no Congresso do Povo Chinês. Lá, por unanimidade deu-se ao líder Xi Jinping a direção do governo por tempo infinito, levando a China de volta à ditadura dos mandarins vermelhos…
Finalmente, especula-se que no Brasil ocorrem abalos curiosos igualmente provocados por bandos de borboletas noturnas. Comenta-se que no seu voo fizeram Lula quebrar um copo de cachaça e xingar os ministros do STF de covarde. A consequência é que o seu grito ecoou longe, em Brasília.
Na capital federal, o efeito da borboleta lulista chegou aos ministros do Supremo; o grito rouco do Pelegão fez os togados passarem por uma metamorfose voltando aos casulos como lagartas, e ali criaram uma repugnante doutrina que livrou o seu lepidopterologista da prisão e com ele, assassinos, contrabandistas, corruptos e corruptores, traficantes de drogas e pedófilos.
PODER
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder” (Ulysses Guimarães)
Entre as sempre boas obras de Howard Fast uma das melhores, para mim, é “Poder” – um romance típico da escola americana narrando a carreira de um sindicalista cuja ambição leva-o a praticar maldades com oportunismo, esperteza, crimes e corrupção.
O perfil traçado por Fast nos oferece a figura que no Brasil chamamos “pelego”, o astucioso ativista sindical cujo amoralismo medeia os interesses de empregados e patrões para se manter no poder usufruindo das vantagens da posição.
No Brasil, um deles, Lula da Silva, elegeu-se presidente da República, levando consigo os seus comparsas para dirigir ministérios e empresas estatais e, pelas facilidades usufruídas do cargo, elegeu seus parceiros senadores e deputados…
Todos roubaram muito, por que o “poder é o poder”; e o poder provém da habilidade de se impor sobre os outros, pelo voto ou pela força, um processo próprio da política mesquinha sempre presente nos poderes econômico ou político.
O verbete “Poder” é tão poderoso e complicado que a sua qualificação gramatical é trina, aparecendo como verbo transitivo direto, verbo intransitivo ou substantivo…. A origem é latina, do verbo poteo, potēre, e do substantivo possum, potes, potŭi, posse, “o poder, capacidade de”.
Neste momento que o Brasil atravessa interessa-nos somente o substantivo. Poder é o direito de agir, deliberar, mandar, exercer a autoridade. Como função do Estado, deve ser, teoricamente, a ação necessária à execução do bem comum. Na República, são adotados três poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo; no Império, pela Constituição de 1884, havia mais um, o Moderador, exclusivo do imperador.
A herança iluminista da doutrina dos poderes republicanos separados e iguais, é atribuída a Montesquieu – um pensador iluminista do século XVIII –, veio, entretanto, de mais longe no tempo, da antiga Grécia, com Aristóteles propondo a separação dos poderes.
Este princípio de governo, dos três poderes coexistindo, foi adotado pela primeira vez na Inglaterra, em 1653, e é hoje uma característica das democracias modernas. É pena que entre nós, atualmente, se assente apenas na teoria. É deturpada.
A desfiguração começa na indicação dos ministros da Suprema Corte pelo titular do Poder Executivo e aprovada pelo Legislativo. Que soberania e independência pode ter o Poder Judiciário se os seus membros são devedores a outrem da posição que ocupam?
É daí que nasce a degeneração dos juízes do STF, da subalternidade aos que os indicaram, os “fantasmas dos governos passados” que citei em artigo anterior, constatando com pesar que os tribunais superiores no Brasil se firmam em base contrária a que propunha Platão: é nomeada para prestar favores.
Isto ficou transparente (como água de esgoto) quando o STF concedeu uma esdrúxula liminar impedindo que Lula da Silva – condenado de Justiça por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha – seja preso até o julgamento de habeas corpus, no dia 4 de abril, após as longas férias pascais dos meritíssimos.
Para registro na agenda de fim-de-ano, anotem que votaram por esta idiossincrasia ajoelhados diante do Pelegão, os ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Ficaram contra, Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.
Paladino da Democracia, Abraham Lincoln escreveu que “quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. É assim, que aqueles que o receberam de graça, se mostram esnobando da Justiça e escarnecendo da Nação.
FANTASMAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade.” (Virginia Woolf)
As minhas andanças pelo Centro, aqui no Rio, levam-me habitualmente aos sebos de livros, desde os luxentos até aos pés-de-chinelo. Dos livros raros de R$ 1 mil até os de preços atraentes a partir de R$ 1,99…
Um dia desses encontrei numa banca da saída da Estação Carioca do Metrô, um livro cujo título me atraiu “A Síndrome de Rebeca” por causa de um dos primeiros filmes dirigidos por Alfred Hitchcock, que me encantou na adolescência, “Rebecca, a mulher inesquecível”.
O roteiro veio do romance de Daphne Du Maurier, escritora britânica, que nasceu em Londres, em 1907, de uma família de artistas e intelectuais. O filme explorou o fundo psicológico do romance com o suspense característico de Hitchcock e interpretado por excelentes atores, Laurence Olivier, Joan Fontaine, George Sanders e Judith Anderson.
O filme, produzido por David O. Selznick que um ano antes lançara “E o vento levou”, conquistou duas estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme.
A autora do livro “A Síndrome de Rebeca”, é Carmen Posadas, jornalista e escritora uruguaia nacionalizada espanhola. Sua obra mergulha em experiências psicológicas aproveitando-se de casos reais, propondo-se a exorcizar fantasmas do passado.
Como os “fantasmas do passado” preocupam muita gente, inclusive a mim, resolvi dar uma de caça-fantasmas como assistimos na série de televisão e vamos jogar ainda este ano jogo desenvolvido para Androide e iOS para capturar fantasmas “no mundo real”.
Na mansão gótica que serve de sede para o STF se realiza um sombrio festival de fantasmas dos governos passados, dançando ao ritmo de versões da lei para todos os gostos, contanto que atenda aos interesses fantasmagóricos.
É lá o ambiente ideal para uma caçada aos espíritos malignos, sob o reinado do egoísmo, filho da soberba e da vaidade, num cenário mórbido como o Purgatório que Dante Alighieri descreveu na sua “Divina Comédia”.
Foi de lá, dos escaninhos que arquivam a covardia e o mercenarismo, que libertaram os diabretes da impunidade, espíritos galhofeiros que querem bagunçar o Brasil, porque não conseguiram implantar aqui o desgraçado socialismo bolivariano que arrasou a Venezuela, outrora o país mais rico da América Latina.
Desfilam Marco Aurélio que com o hálito do mau humor, chamou a presidente Carmen Lúcia de “traidora”; e se segue o decano Celso de Mello, procurando os holofotes da mídia, que adora. Mostram quem são, com críticas rudes ao juiz Sérgio Moro só por que este porque pediu a manutenção da prisão após condenação na 2ª Instância.
Temos ali a imagem espectral de Lewandowski rasgando a Constituição para manter os direitos políticos da impichada Dilma Rousseff, e levando parlamentares do PT ao gabinete de Carmen Lúcia, segundo o bem informado jornalista Gerson Camarotti.
A visagem de Luiz Fux vagueia relatando o processo sobre o pagamento de auxílio-moradia a juízes, que retirou da pauta do Plenário, adiando a decisão para as calendas gregas; e, assombrando a quente, materializa-se o ex-advogado do PT, Dias Toffoli, que foi chefe da AGU no governo Lula, assumindo direta ou indiretamente os malefícios causados pelo Pelegão.
Na cota feminina das assombrações, a volátil Rosa Weber entre o certo e o errado, sempre defendendo o contrário; e nesta sessão, baixa Roberto Barroso ronronando uma frase antológica sobre Gilmar Mendes: “Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.
E a apavorante figura de Gilmar apelidado pelo povo como “ministro laxante” por soltar corruptos presos pela Lava Jato; ele tem engavetado no STF um abaixo-assinado que pede o seu impeachment com quase 2 milhões de assinaturas.
Outra alma penada, Edson Fachin, um ex-filiado ao PT que procura a salvação, mostrando-se fiel ao texto da lei; muito diferentemente do ex-secretário de Kassab na Prefeitura de São Paulo, Alexandre Moraes que dispensa outra apresentação… Por fim, a figura vampiresca de Carmen Lúcia, sem saber se vai ou se fica, indefinida entre as fervorosas orações da direita e da esquerda.
Neste quadro, é uma exigência patriótica um exorcismo para esconjurar os fantasmas da ópera bufa que ridiculariza a magna figura da Justiça!
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