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25/05/1963 – O melhor basquete do mundo

“Sob intensa emoção e vibração, o público que lotava o ginásio, calculado em mais de 20 mil pessoas, cantou o Hino Nacional, enquanto os jogadores, a maioria em lágrimas, se abraçavam na quadra”. Jornal do Brasil

A seleção brasileira masculina de basquetebol, após mais uma excelente atuação no ginásio do Maracanãzinho, quando derrotou a seleção dos Estados Unidos por 85 a 81, sagrou-se bicampeã mundial, título meritório e indiscutível pela performance e superioridade dos atletas brasileiros na campanha invicta.

Integraram a equipe vitoriosa: Amauri, Vlamir, Bira, Mosquito, Paulista, Rosa Branca, Jatir, Menon, Sucar, Vitor, Valdemar e Fritz. Além de Brasil e Estados Unidos, o Mundial de Basquete contou a presença de equipes da Argentina, Canadá, França, Itália, Iugoslávia, Japão, México, Peru, Porto Rico, União Soviética e Uruguai.

O brasileiro Amauri, foi o cestinha do campeonato, com 110 pontos, seguido pelo soviético Petrou, com 107. A equipe que mais marcou foi a dos Estados Unidos, com 498 pontos. Porto Rico, Itália, França, Iugoslávia, União Soviética e Estados Unidos. Um a um, foram derrotados pelo talento dos jovens, inspirados e incentivados pela entusiasmada torcida.

A conquista brasileira foi a confirmação do título, ainda cheio de dúvidas, de Santiago do Chile em 1959, em virtude da saída da União Soviética da disputa, após a recusa em enfrentar a China.
Nos anos 60, vivia-se um época de ouro no esporte brasileiro. O país respirava as primeiras conquistas mundiais. E o basquete firmava-se à altura dessa projeção, orquestrado pelo visionário técnico Kanela. Era tempo de amadorismo, onde o amor e o respeito à camisa pulsavam junto ao coração.

A genialidade do treinador Kanela

Nascido Togo Renan Soares, o inovador Kanela deu novos rumos ao basquete nacional a partir do final da década de 40. Exímio disciplinador e estrategista de pulso, foi fundamental à formação da geração vencedora que levaria o Brasil à superioridade mundial quinze anos mais tarde.

Temperamental assumido, ganhou fama também por protagonizar cenas antológicas à margem das quadras, como a que inspirou Nelson Rodrigues na crônica O tapa cívico, narrando uma bofetada desferida por Kanela em um árbitro ao duvidar de sua imparcialidade durante uma partida. Morreu em 1992.

Fonte: CPDOC/JB

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