A prova dos nove
Em entrevista ao Jornal das Dez, na noite passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse à certa altura, que o impacto do aumento dos preços dos alimentos já aconteceu e que o preço de alguns produtos já começa a baixar. Ele citou o feijão. Eu o interrompi para dizer que isso ainda não está acontecendo com o feijão que chega a custar R$ 10,50.
Stephanes não acreditou e, quando o acompanhava até a porta, ele disse que o preço do feijão era R$60 reais a saca de sessenta quilos e que havia chegado a R$ 200 reais, mas já estava voltando e custava R$ 100.
– Mas o vermelhinho, que os meus filhos gostam, custa R$ 10,50 – insisti com o ministro. Ele não acreditou. Eu falei, vamos ao supermercado.
– Não pode ser; então o intermediário está ganhando muito. Mas vamos lá – topou.
No supermercado mais próximo daqui da TV Globo, fomos direto à plateleira de cereais – arroz, arroz integral e os feijões, de todos os tipos. O preto era o mais barato, R$ 4,79. Mas quando chegamos no que o ministro chama de “coloridos” – o preço disparou.
O vermelhinho era mesmo R$ 10,50. O outro, branquinho, um pouco mais em conta R$ 7,79, pela marca promocional do supermercado.
– Então, ministro? O que o senhor me diz? eu perguntei.
– Estou assustado – respondeu.
No caminho de volta, ele recomendou à assessora que busque, bem cedo nesta segunda-feira, o preço do feijão na Bolsa de Mercadoria e Futuro para ele conferir os valores comercializados.
O que vai acontecer? Não sei. Vamos esperar alguma coisa que faça baixar o preço do feijão ao consumidor.
Fonte: Cristiana Lôbo
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