Tragédia no Rio de Janeiro

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Governo vetou a inclusão de plano de alerta no PAC

O secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, disse ontem, em audiência no Congresso Nacional, que o governo falou muito e não fez nada para impedir tragédias como a da Região Serrana do Rio, que deixou 762 mortos e 400 desaparecidos. Barreto revelou que não conseguiu incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investimentos de R$ 115 milhões para a implantação de um sistema de alerta com radares que ajudaria a prever desastres ambientais em áreas de risco. “Eu venho aqui dizer isso mesmo, falamos muito e não fizemos nada”, disse Barreto. A queda de um helicóptero do Exército, que, trabalha nas operações de resgate na serra, deixou ontem cinco feridos, em Teresópolis.

Tornado no Rio espanta até os especialistas

Pela primeira vez o Estado do Rio registrou um tornado que atingiu parte da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio. O fenômeno – que destruiu casas – surpreendeu até especialistas.

Pouso forçado em Nova Friburgo

Uma rajada de vento derrubou helicóptero do Exército ontem em Nova Friburgo, num acidente sem feridos graves; nas cidades da região serrana do Rio atingidas pelas chuvas, cresce a demanda por atendimento psicológico: “A capacidade de racionalizar a tragédia vai minguando”, diz a psicóloga da PM Renata Pereira da Silva.

Rio dará ajuda a desabrigado para aluguel, mas faltam casas

O governo do Estado do Rio anunciou a liberação de R$ 40 milhões para o pagamento de aluguel às vítimas desabrigadas ou desalojadas par causa da chuva. Serão até R$ 500 por família. O mercado imobiliário de Teresópolis, na região serrana fluminense, avisou, porém, que não haverá casa para todos. Os imóveis disponíveis começam a ter o valor de locação reajustado.

ONU: 2010 prova caos climático

A Organização Mundial de Meteorologia (OMM), ligada à ONU, alertou ontem que o calor extremo de 2010 é uma prova de que o aquecimento global está em curso, e a tendência é de que o problema se agrave. Segundo a OMM, 2010 foi o ano mais quente da década mais tórrida registrada na História. O ano passado foi marcado por desastres climáticos e 2011 começa com um cenário semelhante.

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