Quem manda é Dilma

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PMDB desafia PT e diz que não cederá ‘um milímetro’

O PMDB já apresentou ao PT a conta do apoio para a eleição de Dilma Rousseff: quer manter os atuais ministérios, mas aceita menos se ganhar pastas “com a porteira fechada”, nomeando o segundo escalão.

“O PMDB não terá a ousadia de avançar um milímetro em seus direitos. Mas não vai recuar um milímetro em seus deveres”, disse o líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, jantou ontem com o vice-presidente eleito, Michel Temer, presidente do PMDB, para tratar do assunto. Diante do atrito com o PMDB, excluído da primeira reunião da transição, Temer foi chamado para a equipe, sem tarefa definida, segundo Dutra. Em entrevistas às TVs Bandeirantes e SBT, Dilma disse que Temer entrou na transição em nome da campanha, e não do PMDB.

Metas para gastos e investimentos

Auxiliares de Dilma estudam criar metas para gastos correntes e investimentos a serem realizados pela União a partir de 2011. A ideia e fixar tetos para fazer com que continue caindo a relação entre a divida publica e o PIB. A medida tem o objetivo de dar mais transparência as contas federais e permitir um maior controle das despesas, tranquilizando os agentes econômicos.

Mudança na regra de reajuste do salário mínimo

A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff vai negociar com as centrais sindicais uma nova fórmula para reajustar o salário mínimo a vigorar já em 2011, relata Valdo Cruz. Uma proposta prevê antecipar parte do aumento real a ser concedido em 2012. O modelo atual determina a correção pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Sem crescimento em 2009, o reajuste de 2011 só usaria a inflação. O aumento do salário mínimo para R$ 600, bandeira da campanha do PSDB, será agora prioridade da oposição no Congresso.

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