Queimando sob o recesso político

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 A nova Questão Militar

O disse-me-disse mais quente que escorre nos corredores de Brasília é a nova Questão Militar, motivada pelo Plano Nacional de Direitos Humanos, assinada “sem ler” por Lula, ainda em Copenhague.

O Plano prevê a criação da Comissão da Verdade – um grupo com funções especiais de elaborar um projeto de lei legitimando investigações de casos violação dos direitos humanos no país, torturas e mortes durante o período do regime militar.

Trata-se de uma batata quente nas mãos de Lula porque essa proposta nunca foi aceita por militares, que avocam a Leia da Anistia – concerto bilateral de esquecimento de atos praticados dos lados beligerantes, ativistas civis e militares.

O ministro Jobim, da Defesa, e os chefes das três Forças ameaçaram entregar os cargos, deflagrando um movimento que a ninguém interessa. Lula, antes de sair de férias, prometeu intervir no assunto no seio do ministério, onde o Plano Nacional dos Direitos Humano é defendido pelos ministros da Justiça, Tarso Genro e dos Direitos Humanos, Paulo Vanucci, que contam com o apoio de Dilma Roussef e Franklin Martins,

Embora o recesso parlamentar e as férias de Lula pareçam esfriar os ânimos, o movimento no seio das forças armadas queima como fogo de monturo, pois os militares exigem a revogação do item que prevê a convocação da “Comissão da Verdade”.

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