TOME NOTA:
1 – O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, rebateu as declarações do presidente Lula, que havia afirmado ao “New York Times” que duvida que haja provas contra o ex-ministro José Dirceu. O procurador afirmou que sua denúncia se baseou em dados concretos e que “o que importa é a avaliação dos julgadores”. Ele criticou o relatório da PF sobre o valerioduto mineiro.
2 – O governo vai enfrentar a reação militar. De acordo com o ministro Nelson Jobim, a sentença judicial determinando a tomada de depoimentos de oficiais ligados à repressão no Araguaia será cumprida.
3 – “O fato de a direção da Petrobras ter o respaldo do governo não pode servir de desculpa para escancarar a empresa aos apetites de uma chusma de caciques e cortesãos partidários”. (Editorial da Folha de São Paulo)
4 – O Brasil caiu duas posições, da 70ª para a 72ª, no ranking de corrupção feito pela ONG Transparência Internacional. O país ficou atrás da Colômbia, de Gana e do Senegal e está em 13º lugar na América Latina, à frente da Argentina. No topo do ranking estão a Nova Zelândia, a Dinamarca e a Finlândia, com nota 9,4. A nota obtida pelo Brasil foi 3,5
5 – Com enorme esforço, o ministro da Saúde conseguiu R$ 1,2 bilhão para o SUS. Mesmo que em alguns itens signifique bom aumento porcentual, o investimento resulta em pouca coisa.
6 – O Ministério da Educação cruzou dados de exames da OAB e de estudantes universitários e descobriu que pelo menos 37 cursos de Direito se saem muito mal em ambos. Esses cursos formam 3,5 mil alunos por ano, em média. No total, 89 faculdades de Direito serão submetidas a um “processo de supervisão”.
7 – O governo jogou todo seu peso político para conseguir a prorrogação da CPMF na Câmara. Conseguiu vencer a estratégia de obstrução adotada pela oposição, mas, para conseguir o apoio do aliado PDMB, terá que distribuir cargos nas empresas do Sistema Eletrobrás.
8 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a nova direção da Anac terá, como sua primeira tarefa, reduzir em cerca de 50% as taxas cobradas no Aeroporto Tom Jobim/Galeão, para estimular o aumento de vôos internacionais. (págs. 1 e 11)
9 – O Ministério da Fazenda quer regulamentar este ano as tarifas bancárias, uma das fontes de lucro do setor. Segundo o ministro Guido Mantega, que descartou tabelar preços, a idéia é padronizar nomes de taxas e limitar a quantidade de cobranças. Com isso, os bancos não poderão usar nomenclaturas diferentes, o que dificulta a comparação e a concorrência.
10 – Para conter a revolta em sua base na Câmara, o governo prometeu a aliados que as nomeações sairão em breve. Mesmo assim, precisou adiar para hoje a retomada da votação da CPMF. No Senado, um acordo pôs fim à obstrução da oposição.
11 – O PR, que vem sendo usado como força auxiliar do Planalto, virou uma geléia ideológica. Ontem, recebeu a adesão de Clodovil. Na véspera, o senador César Borges, ex-aliado de ACM, anunciou que deixará o DEM para entrar no PR, que também conta com Inocêncio Oliveira, que se definiu como um “liberal de centro”.
12 – Otimismo de investidores leva Bolsa de Valores de São Paulo a bater terceiro recorde consecutivo. Pregão fechou em alta de 1,46% e, pela primeira vez, ultrapassou os 59 mil pontos. Ganhos no mês já chegam a 9,29%. No ano, a 34,27%. O dólar caiu 0,70% e encerrou o dia cotado a R$ 1,84.
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