PELOS JORNAIS_27.set.07

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Mensalão na campanha de FHC abre crise no PSDB

– Acusado de ter inventado o esquema do mensalão em Minas Gerais e irritado com a “falta de apoio” dos companheiros para evitar que seja denunciado ao STF, o senador Eduardo Azeredo deflagrou uma crise no PSDB. Declarou que o valerioduto também irrigou outras campanhas tucanas, incluindo a da reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Cardeais tucanos, indignados, chamaram-no ontem de “mau-caráter”. No plenário do Congresso, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, exigiu que Azeredo se retratasse, mas o ex-governador não o fez. (Jornal do Brasil)

Provas do valerioduto são muito boas, diz procurador

– O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que são “muito boas as provas” que integram o inquérito que investiga o valerioduto mineiro, informa Andréa Michael. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos, inclusive públicos, destinados ao caixa dois da campanha do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) à reeleição ao governo mineiro em 1998. (Folha de São Paulo)

Pela CPMF, PMDB leva diretoria da Petrobras

– Para tentar concluir a votação em primeiro turno da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo confirmou ontem a concessão de uma diretoria da Petrobras ao PMDB. O mais provável é que o partido fique com a Diretoria Internacional; o nome mais cotado é o de João Augusto Fernandes, um peemedebista de Minas. A nomeação foi exigência dos deputados do partido, depois que o PT conseguiu, na sexta-feira, preencher dois cargos na estatal. Animados com os resultados da barganha feita pelos deputados, também os senadores do PMDB estão colocando o governo contra a parede. Ontem dos 19 senadores do partido se reuniram e agora ameaçam rejeitar a prorrogação da CPMF. “O governo tem que respeitar sua bancada”, disse o senador José Maranhão (PB). (O Estado de São Paulo)

Renan retalia, derruba MP e deixa Mangabeira sem pasta

– Comandado pelo PMDB e pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, o Senado derrubou a Medida Provisória 377, que criava a estrutura da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, ocupada por Mangabeira Unger. A derrota teve amplo placar: 46 a 22. Com a rejeição, ficam extintos os 83 cargos vinculados à secretaria de Mangabeira e mais 660 postos comissionados da esfera federal. Uma comissão terá agora que elaborar um decreto legislativo para tentar solucionar o problema. “foi um recado do PMDB ao Planalto”, disse o senador José Agripino (DEM-RN). A rebelião no partido, insatisfeito com a distribuição de cargos, começou a ser articulada na véspera, em reunião na casa de Walter Pereira (MS), relator da MP. O PMDB deve ficar com duas diretorias na Petrobras: a Internacional, para João Augusto Fernandes, e a de Abastecimento, para Alan Kardec. (O Globo)

Aneel vai cassar licença de PCH não construída

– A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer acabar com as especulações envolvendo projetos para construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Nos próximos dias, começará a convocar os proprietários de terras que já têm outorga – algumas desde 2000 – e que até agora não construíram a usina, desobedecendo ao cronograma de obra. A idéia é cassar as autorizações e realizar uma licitação para atrair novos interessados, segundo Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel. (Gazeta Mercantil)

PMDB reage ao PT e derruba ministério

– O governo levou uma rasteira do PMDB ontem no Senado. O partido aliou-se à oposição e rejeitou a MP que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, do ministro Mangabeira Unger, e mais 660 postos de confiança. E, agora, ameaça a CPMF. Seriam dois os recados. O primeiro: atender logo às reivindicações dos peemedebistas por cargos. O outro: fazer o PT parar com a pressão para tomar o lugar de Renan na Presidência da Casa. (Correio Braziliense)

São Paulo avalia 18 estatais para reiniciar privatização

– O governo do Estado de São Paulo quer avaliar o preço de 18 empresas estatais para estudar sua privatização ou venda de participação minoritária. Fazem parte da lista a elétrica Cesp, o banco Nossa Caixa, a companhia de saneamento Sabesp, o Metrô, a Dersa, que administra rodovias, e até o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Seria a retomada das privatizações paulistas, que haviam sido interrompidas, com exceção da empresa de transmissão de energia Cteep, vendida no ano passado. (Valor Econômico)

Juiz liberta seis presos por falta de promotor

– Por falta de promotores para trabalhar na acusação, o juiz Bruno Teixeira Lino, da 3ª Vara Criminal de Vespasiano, uma das cidades mais violentas da Grande BH, anulou cinco julgamentos e mandou libertar, ontem, seis acusados de homicídio. A decisão deixou apreensivos os moradores, diante da possibilidade de os acusados cometerem outros crimes ou escaparem de prestar contas à Justiça. Esta semana, dois julgamentos já tinham sido adiados, porque os jurados não compareceram, sendo multados em R$ 1 mil cada um. Outros cinco julgamentos ocorreriam entre ontem e 3 de outubro, mas a promotora Andréa Basílio Gollop está de licença médica, e os colegas de outras comarcas que a vinham substituindo não estão mais disponíveis. (Estado de Minas)

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