Escândalos em cascata: vem mais coisa por aí?
A Mesa Diretora do Senado decidiu encaminhar ao Conselho de Ética a quarta representação contra o senador Renan Calheiros – da primeira ele escapou, com a colaboração de 40 de seus pares.
Do que trata esta última (por enquanto) representação: a partir do depoimento do ex-genro de um lobista amigo do sem. Renan Calheiros à Polícia Federal (depoimento colhido por solicitação do procurador-geral da República), surgiram denúncias de participação de Renan num esquema de recebimento de propinas em ministérios administrados pelo PMDB.
Trata-se, basicamente, do Ministério da Previdência, então ocupado pelo senador Romero Jucá (aquele mesmo que deu como garantia de empréstimos umas fazendas inexistentes e, por isso, foi apelidado de “fazendeiro na Lua”, e hoje é líder do governo no Senado).
Os senadores não têm mãos a medir. Pelo visto, vamos continuar com o escândalo Renan Calheiros – e suas volumosas ramificações – por um bom tempo ainda.
Mas o que mais preocupa é a declaração do próprio investigado, sen. Renan Calheiros, presidente do Senado e do Congresso Nacional, divulgada ontem.
Renan disse não estar preocupado com a apresentação da terceira (nova) representação, nem “com a quarta, com a quinta, com a sexta [representações]… Eu sou inocente.”
Como devemos interpretar essas palavras do senador? Vem mais bomba por aí?
O sen. Renan Calheiros tem mais coisas a esconder, cometeu mais ilícitos do que os que vieram a público?
Seria bom ficarmos preparados, porque podemos romper o ano novo tratando dos sucessivos escândalos protagonizados pelo presidente do Senado Federal.
Ninguém merece.
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