Comentário (I)
A possibilidade de Marina ser candidata
A entrada de Marina Silva na campanha sucessória acaba com a polarização Lula x anti-Lula (como ele queria). Não só porque a ex-ministra será uma terceira via, capaz de atrair o voto desgarrado, mas também porque ela tem perfil anfíbio. É mais petista do que a candidata do PT. Atuou 30 anos no partido, 20 a mais do que Dilma.
Marina tem uma trajetória de superação como a de Lula – filha de nordestinos, ex-empregada doméstica, analfabeta até a adolescência (cursou o Mobral e hoje possui diploma universitário), militante sindical e de movimentos sociais, casada e mãe de família.
Ao mesmo tempo, Marina não será uma solução de continuidade. Não esteve envolvida nos escândalos do governo Lula (mensalão, aloprados, dossiê contra FHC) e colecionou divergências com Dilma – não quis ceder a empreiteiros e ruralistas nem operou para criar ou privilegiar grandes corporações.
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