Comentário (II)
Chumbo trocado
São eles, os senadores, que dizem: as desventuras que desabam em série sobre a Casa têm origem nas sequelas da disputa entre PT e PMDB pela presidência do Senado.
Os correligionários da candidatura Tião Viana, inconformados com a derrota e decididos a atazanar a vida de José Sarney e companhia até, quem sabe, o desgaste fatal, seriam, na versão dos adversários, os sujeitos ocultos por trás das denúncias das irregularidades administrativas do Senado.
Explícito, Viana dispensou intermediários: responsabilizou direta e pessoalmente Sarney pela divulgação da informação de que tentara espetar na conta do respeitável público a fatura do telefone celular funcional usado pela filha em viagem ao México.
Consta que Viana estaria disposto a contar muito mais sobre o grupo oponente, que, em retaliação, prometia revelar detalhes sobre a participação do senador petista no episódio da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, testemunha ocular das andanças do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na casa de lobby montada pela chamada República de Ribeirão Preto em Brasília.
Dora Kramer, dora.kramer@grupoestado.com.br
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