Poesia

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A dança da psiquê

 

A dança dos encéfalos acesos

Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços

As cabeças, as mãos, os pés e os braços

Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!

 

 

É então que a vaga dos instintos presos

— Mãe de esterilidades e cansaços —

Atira os pensamentos mais devassos

Contra os ossos cranianos indefesos.

 

 

Subitamente a cerebral coréa

Pára. O cosmos sintético da Idéa

Surge. Emoções extraordinárias sinto…

 

 

Arranco do meu crânio as nebulosas.

E acho um feixe de forças prodigiosas

Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

 

Augusto dos Anjos

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