Para Lula, escândalos são como kyptonita às avessas
Mas páginas do dicionário, o vocábulo “imoralidade” é vizinho de “imortal”. No Palácio do Planalto também. São muitos os episódios imorais que pipocaram nas cercanias de Lula. Têm sobre Lula o efeito de uma kryptonita. Servem-lhe de tônico.
De pecado em pecado, Lula vai roçando as nuvens. Acaba de encostar o nível de popularidade que ostentava em 2003.
Atendendo a uma encomenda da CNT, o instituto Sensus voltou ao meio-fio, para saber o que o brasileiro pensa do governo e do presidente. A gestão petista foi aprovada por 52,7% dos entrevistados. É o melhor índice desde janeiro de 2003, quando o mesmo Sensus captara avaliação positiva de 56,6%.
Quanto ao desempenho pessoal do presidente, foi aprovado por notáveis 66,9% dos brasileiros ouvidos pelo Sensus. Marca melhor do que essa só havia sido aferida em dezembro de 2003: 69,9%.
Curiosamente, o escândalo dos cartões de crédito, a kriptonita do momento, chegou ao conhecimento de 64,1% dos ouvidos. Nesse universo, a maioria desaprova o uso –e o abuso— de cartões (83,1%), acredita que o malfeito afeta a imagem do presidente (74,9%) e pensa que ministros e servidores pilhados devem perder o cargo e devolver o dinheiro (70,2%).
Tudo faz crer que o crescimento da economia e a malha de programas sociais trançada por Brasília funcionam como um escudo protetor de Lula. O PIB, segundo o Banco Central, cresceu 5,3% em 2007. O Bolsa Família, que chega aos lares de 11 milhões de residências pobres, está sendo tonificada com benefícios a estudantes de 16 e 17 anos, donos de títulos eleitorais.
Ou seja, ainda não dá para dizer que Lula seja dotado de poderes divinos. Mas não há dúvida que pode, querendo, pode soltar os seus trovões sobre a oposição. E até alguns raios que os partam.
Fonte: Josias de Souza
Comentários Recentes