Arquivo do mês: novembro 2010

Brasil real

Lula deixa conta de R$ 50 bi para Dilma pagar em 2011

Quando passar a faixa para a correligionária Dilma Rousseff, o presidente Lula também entrega a ela uma conta a ser quitada no primeiro ano do governo: pelo menos R$ 50,7 bilhões em restos a pagar, referentes a obras e serviços já encomendados. É um valor maior que a soma dos investimentos em obras do PAC para 2011, informa José Casado. Nos últimos sete anos, os restos a pagar cresceram 750%. Outros ponto sensível é a Previdência, que fechará 2010 com R$ 45,7 bilhões no negativo. Só com pagamentos indevidos, feitos em duplicidade ou a beneficiários já mortos, o prejuízo é de R$ 1 bilhão por ano. Na educação, o Brasil corre risco de começar 2010 sem um Plano Nacional definido. Os principais problemas estão na educação infantil e no ensino médio.

Na economia, desafios para antes da posse

Queda do dólar, nó dos aeroportos, concessões a vencer no setor elétrico, regras do pré-sal e ajuste fiscal são problemas que a presidente eleita, Dilma Rousseff, precisará encaminhar este ano e resolver até 2011.

Um desafio para Dilma

A vendedora de panos de prato Iasmin Tenório ganha R$ 40 para sustentar o filho e o marido doente. Ela faz parte dos 5% da população que se encontram em extrema indigência. Para tirá-los da miséria, a presidente eleita terá que investir R$ 3,8 bilhões por ano, segundo cálculo do Ipea.

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Empreiteiras dão mais que o triplo a congressistas – Um dos setores de intenso lobby por recursos de obras públicas, as empreiteiras brasileiras mais que triplicaram o volume de doações nas eleições deste ano para o Congresso. Elas abasteceram com R$ 99 milhões as campanhas de 54% dos eleitos. O PT, partido de Dilma Rousseff, foi o que mais arrecadou: R$ 25 milhões. Em 2006, empresas do setor declararam ter doado R$ 32,6 milhões a candidatos congressistas. Além das 513 cadeiras para deputado federal, foram disputadas neste ano 27 vagas a mais no Senado do que em 2006.

Marqueteiro do PT diz que Erenice levou ao 2º turno – Responsável pelas campanhas da reeleição de Lula em 2006 e da vitória de Dilma Rousseff, o marqueteiro João Santana afirma que o escândalo do esquema de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo Erenice Guerra, provocou o segundo turno da eleição de 2010.

Dilma deve tirar Meirelles do BC – Embora avalie que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi importante na política de combate à inflação do governo Lula e certeiro nas medidas de contenção dos efeitos da crise mundial de 2008 e 2009 no Brasil, a presidente eleita Dilma Rousseff tende a não aproveitá-lo no posto.

Governadores de oposição vão cobrar perdas com Lei Kandir – Estados governados pelo PSDB já elegeram o principal tema no embate com a gestão Dilma Rousseff (PT): além da discussão sobre a CPMF, a compensação das perdas com a Lei Kandir, que desonera as exportações de produtos primários, tornou-se tema prioritário.

Enem: Trapalhadas afetam de novo o teste – Primeiro dia de exames teve os tropeços que marcam a trajetória do Enem. Erro na impressão do gabarito provocou confusão entre as provas de ciências humanas e ciências da natureza. Falta de energia atrasou o início do teste em uma escola de BH. Exame termina hoje com matemática, redação e linguagens e códigos.

Farra com diárias no exterior é de R$ 86 mil – Esse rombo nas contas públicas é de 5,5 vezes maior do que o de 2000 e não inclui passagens aéreas. Maioria das viagens tem como objetivo a participação do funcionário em seminários e feiras. E, coincidentemente, maior parte das despesas é feita em meses que antecedem as férias, como junho, julho e dezembro.

Sobram ‘padrinhos’ para o Bolsa Família – O Bolsa Família, menina dos olhos do presidente Lula da Silva e aliado da presidente eleita Dilma Rousseff nas urnas, completou sete anos. O crescimento do número de famílias atendidas é proporcional ao das propostas de alteração do programa que chegam ao Congresso. Cientistas políticos afirmam: o fato mostra que todos querem estar associados ao projeto

Commodities geram extra de R$ 40,3 bi – Exportadores brasileiros já garantiram este ano renda extra de R$ 40,3 bilhões com a disparada de preços de matérias-primas agrícolas e metálicas vendidas ao exterior. No país há grande otimismo nas áreas de produção de algodão, café, laranja e cana, cuja melhora de preços impulsiona a venda de máquinas agrícolas e imóveis.

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Revistas semanais

Veja

Capa – O primeiro super héroi brasileiro: Ele é incorruptível, implacável com bandidos e espanca políticos degenerados. Wagner Moura, como o tenente-coronel Nascimento, no filme Tropa de Elite 2 * Um golpe no mito: O partido de Obama é surrado nas urnas, mas, se a economia se recuperar, ele se salvará também.

Época

Capa – O vento vai soprar a favor de Dilma? Para Lula, a economia mundial foi uma poderosa aliada. A nova presidente pode não ter a mesma sorte * Racismo na rede: A odiosa campanha contra nordestinos no Twitter.

ISTOÉ

Capa – O homem forte da transição? Como Antônio Palocci prepara os primeiros passos da gestão de Dilma Rousseff. Ele dialoga com todos os setores da sociedade, é respeitado por empresários, admirado até pela oposição e dá credibilidade à travessia dos dois governos. * O futuro do PSDB: A briga na oposição

ISTOÉ Dinheiro

Capa –Dilma Rousseff – A primeira mulher presidente do Brasil: “Tenho compromisso forte com os pilares da estabilidade”

CartaCapital

Capa – O bode expiatório: Estimulada por uma campanha raivosa, parte do eleitorado da oposição declara ódio aos nordestinos. A quem interessa dividir o Brasil?  * EUA: As lições da contundente derrota eleitoral de Obama.

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Primeiras páginas_7.nov.10

O GLOBO – Lula deixa conta de R$ 50 bi para Dilma pagar em 2011

FOLHA DE SÃO PAULO MEC erra de novo e causa confusão no 1º dia do Enem

O ESTADO DE SÃO PAULO – Governadores de oposição vão cobrar perdas com Lei Kandir

CORREIO BRAZILIENSE – Farra com diárias no exterior é de R$ 86 milhões

ESTADO DE MINAS – Enem – Trapalhadas afetam de novo o teste

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Enem começa com erros e atropelos

ZERO HORA – À sombra, Palocci se fortalece

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Mestre Marçal e Chico Buarque

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Bolsa CPMF

Vem aí o terceiro mandato do PT, e lá vem a imprensa, essa eterna insatisfeita, perguntar qual é o programa de governo. Pergunta inútil, de resposta óbvia.

O plano é o de sempre: ficar no poder.

Uma informação preciosa passou despercebida no noticiário: a coordenação da transição para o novo governo, em decreto assinado por Lula, caberia a ninguém menos que Erenice Guerra.

Será que os companheiros vão saber montar o novo ministério e estabelecer as diretrizes da administração Dilma sem a regência de Erenice, que partiu para a carreira solo?

É um desafio e tanto. Ninguém suspeite, porém, que o pessoal esteja só comemorando, com a cara cheia e a mente deserta de idéias. Já há medidas novas no horizonte.

A primeira, novíssima, praticamente revolucionária, é a ressurreição da CPMF.

Como ninguém pensou nisso antes? Uma campanha inteira de debates complexos e acalorados, com teses intrincadas sobre o desenvolvimento do Brasil, e não se tocou no ovo de Colombo – o bom e velho imposto sobre transações bancárias.

Nada poderia ser tão eficaz para a aceleração do crescimento da arrecadação petista. Até porque a despesa é grande, e agora os parasitas do PMDB são inquilinos oficiais.

A CPMF virá a calhar. 40 bilhões de reais na veia, limpinhos, sem caixa dois, sugados diretamente da conta do contribuinte – e com a gloriosa desculpa de financiar a saúde. Isso é que é plano de governo.

Em seu discurso inaugural como presidente eleita, Dilma defendeu o controle das contas públicas. Disse que o povo não quer governo com gastos insustentáveis.

Nada melhor que uma CPMF para sustentar a farra toda.

E o povo não poderá reclamar de ter sido pego de surpresa. Quem mandou ficar discutindo o aborto?

 

Guilherme Fiúza, jornalista

 

A ordem agora é conter gastos para ajudar Dilma

Ministro do Planejamento do governo Lula e cotado para assumir a Casa Civil com a posse de Dilma Rousseff, Paulo Bernardo disse ontem que todo o Orçamento precisa de ajustes e que a ordem do presidente é conter gastos para não deixar a nova gestão numa situação ruim. Sobre o reajuste do salário mínimo, disse que “não dá para ter um critério que é bom, mas que muda quando o ano é ruim”, reagindo assim ã pressão de centrais sindicais e aliados por um aumento real. Ao falar de aposentadorias, defendeu um critério para preservar o valor real, mas sem aumento acima da inflação.

Receita cresceu 2 CPMFs, mas gasto da saúde se manteve igual

A receita do governo federal cresceu, na gestão Lula, o equivalente a duas vezes a arrecadação da CPMF – o imposto do cheque, derrubado em 2007 pelo Congresso. Praticamente nada desse ganho, porém, significou aumento do gasto em saúde.

O crescimento da receita foi usado para ampliar programas como o Bolsa Família e pagar aposentadorias. O presidente Lula, a eleita Dilma Rousseff e parte dos novos governadores querem que o Congresso defina no ano que vem nova fonte de receitas para a saúde. A opção pode ser a recriação do tributo, para a qual o governo não vê clima em 2010. Entidades empresariais como Fiesp e CNI já condenam a ideia.

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Petista recorre ao nome de Dilma ao pedir mais doações – A campanha do PT enviou cartas a empresas solicitando doações. Texto do tesoureiro José de Filippi Jr. diz falar pela presidente eleita, Dilma Rousseff. As contas apresentam déficit entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. Filippi negou que o objetivo seja intimidar empresários que decidir em não doar.

Aécio articula com aliados de Lula para presidir o Senado – Com o apoio informal de aliados da base de Lula, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou articulação para presidir o Senado. PSDB e DEM contam com apoio de senadores do PSB e do PP, podendo ter adesão de PDT e PCdoB. Em troca, Aécio daria sustentação a projetos dos parceiros de controlar a Câmara. A movimentação preocupa Planalto e PMDB.

Sob o sol, na Bahia; e na ‘Economist’, à sombra de Lula – A presidente eleita, Dilma Rousseff, foi à praia em Itacaré (BA), onde um morador disse que ela está na casa do empresário paulista João Paiva Neto. A revista “The Economist” afirmou que Dilma precisa provar que não é “Lula de batom” e mostrar ideias próprias, para sair da sombra do presidente.

CPMF arranca a máscara de políticos – Petistas e aliados dispensam a coerência no discurso. Quem antes condenava o imposto, como Jaques Wagner, governador eleito na Bahia, e José Eduardo Dutra, presidente do PT, agora é defensor da “ressurreição”. Ontem, o presidente do Senado, José Sarney, disse que o Congresso pode legislar sobre a CPMF por conta própria.

Diretor do Dnit é preso com propina – O diretor do Dnit Gledson Maia foi preso com R$ 50 mil de propina em uma operação da PF em Natal. Ele foi indicado pelo deputado federal João Maia e é sobrinho do ex-diretor do Senado Agaciel Maia.

Candidatos farão as provas do Enem com caneta preta, e só – A Justiça Federal manteve a proibição do uso de lápis, borracha, apontador e relógio. Os mais de 4,6 milhões de estudantes que prestarão o exame hoje devem levar, além da esferográfica, apenas um documento de identificação com foto e o cartão de inscrição. Confira as dicas para a redação e demais provas.

Empresários pressionam por mudanças cambiais – Empresários brasileiros estão pressionando o governo a adotar medidas para conter a valorização do real. Na reunião do G-20, de que Lula e Dilma participarão, o Brasil pedirá aos EUA e à União Europeia que façam esforços para reativar suas economias.

Dependentes vão manter plano após morte de titular – Nova norma do governo ordena que planos de saúde não excluam viúvos e outros dependentes após morte do titular. Os dependentes vão poder assumir o pagamento das mensalidades e manter o plano.

Governo pode impor IR e elevar IOF sobre investimentos – O governo vai aguardar os resultados do encontro do G-20 para definir medidas contra a valorização do real. Possíveis ações vão do incremento na compra de dólares à retomada da cobrança de IR sobre ganho de investidores estrangeiros que aplicam em títulos públicos a taxação maior do IOF nos investimentos externos em ações.

13º salário joga R$ 102 bilhões na economia – Com o salário extra que cerca de 74 milhões de trabalhadores vão receber até o dia 20 de dezembro, a economia brasileira levará uma injeção monetária de R$ 102 bilhões. Embora boa parte dos contemplados com o benefício vá usá-lo para aproveitar as férias de fim de ano e comprar presentes de Natal, devem a guardar parte para pagamento das dívidas.

China fala em ‘muralha de fogo’ para barrar dólar – O governo da China prometeu erguer uma “muralha de fogo” para evitar a entrada de capital especulativo no país, em resposta à decisão dos EUA de injetar US$ 600 bilhões na economia, afirmou Xia Bin, do Comitê de Política Monetária do Banco Central chinês.

Mensalidade em escolas de BH sobe acima da inflação – O valor a ser pago em 2011 para manter os filhos nos ensinos fundamental e médio ficará de 7% a 8,15% mais alto, conforme os primeiros índices de reajuste divulgados por escolas da capital. Mas poderá haver correções maiores, já que cada colégio estabelece sua mensalidade. Os aumentos serão bem superiores ao da variação geral de preços do período, calculada pelo Banco Central em 4,87%.

Álcool terá mais um reajuste – O preço do combustível deve subir R$ 0,04 nos próximos dias, o terceiro aumento em apenas dois meses, e chegar a R$ 2,09 no DF. Na maioria das bombas, o etanol custa atualmente R$ 2,05. O valor assusta e afasta os consumidores brasilienses. Em Goiás, por exemplo, o mesmo produto é vendido a R$ 1,64.

 

 

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