Arquivo do mês: fevereiro 2009

Há fraudes de todos os tipos   Licitação de lixo cheira mal. Algumas prefeituras, quando obrigadas a abrir nova concorrência, agem ardilosamente para garantir a mesma empresa contratada há anos. Lançam edital deliberadamente com erros, imperfeições. Aí um laranja impugna o edital. ...

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Brasil terá oito laboratórios de pesquisas com células-tronco   O governo federal financia a construção no País, até 2011, de oito novos centros com laboratórios de pesquisas com células-tronco, de acordo com padrões internacionais. Para Eliana Abdelhay, pesquisadora-chefe do Centro de Medula ...

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Europa pedirá ao G20 sanções duras contra paraíso fiscal   Líderes da União Europeia defenderam ontem sanções a paraísos fiscais, mais regulação do mercado financeiro e duplicação dos recursos do FMI (Fundo Monetário Internacional) para amenizar a crise.   O plano será apresentado na ...

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Caixas-pretas prejudicam controle do gasto público   Desde 2001, Câmara e Senado mantêm sob sigilo gastos com verbas indenizatórias, uma espécie de complementação salarial aos parlamentares. Verdadeiras “caixas-pretas”, estas verbas serão abertas ao público a partir de 2009, conforme determinação da Mesa ...

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Conflito com sem-terra deixa 4 mortos em fazenda de PE   Um confronto entre seguranças de uma fazenda e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) resultou na morte de quatro funcionários da propriedade rural em São Joaquim do Monte ...

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EUA fecham bancos e podem estatizar   Nos primeiros 40 dias deste ano, os EUA liquidaram 13 bancos (médios e pequenos) – em 2008 inteiro, foram 25 instituições. Sete bancos foram extintos em fevereiro, o maior número em um mês desde 1993.   Os ...

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OSCAR 2009

Favorito, “Quem Quer Ser Um Milionário?” ganha oito Oscar

 

ALESSANDRO GIANNINI, editor de UOL Cinema

 

Em uma cerimônia mais compacta e repleta de pequenas – e bem vindas – inovações, “Quem Quer ser Um Milionário?” foi o grande vencedor do 81º Oscar da Academia. Com poucas surpresas ao longo da entrega dos prêmios, o “filme indiano” de Danny Boyle confirmou o favoritismo em oito categorias – incluindo melhor filme e direção.

 

Nas categorias artísticas de interpretação, Kate Winslet (“O Leitor”) e Sean Penn (“Milk – A Voz da Igualdade”) também ratificaram as expectativas e, como se esperava, fizeram discursos emocionantes e inflamados.

 

Sob o signo da recessão e com sotaque australiano, a 81ª edição do Oscar começou com um Hugh Jackman inspiradíssimo. Ao invés do usual clipe que introduz a festa, o ator de “Australia” protagonizou ele mesmo – um dançarino experiente – um pequeno show com cenários improvisados em que satirizava os principais indicados da noite.

 

Cinco atrizes vencedoras do Oscar de melhor atriz coadjuvante apresentaram as indicadas ao prêmio da categoria. A espanhola Penélope Cruz levou a estatueta por seu papel como a artista histérica de “Vicky Cristina Barcelona”.

 

Logo no segundo bloco, foram apresentados os prêmios de roteiro – com a habitual apresentação didática – que foram para Dustin Lance Black, pelo roteiro original de “Milk – A Voz da Igualdade”, e Simon Beaufoy, pelo roteiro adaptado de “Quem Quer Ser Um Milionário?”. Ainda nesse bloco, Jennifer Aniston e Jack Black apresentaram o prêmio de melhor animação, que também foi para um favorito, “Wall-E”.

 

O terceiro bloco foi dedicado aos principais prêmios técnicos. O Oscar de melhor direção de arte, apresentado por Sarah Jessica Parker e Daniel “James Bond” Craig, foi para Donald Graham Burt e Victor J. Zolfo, por “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O filme de David Fincher ficou também com o prêmio de maquiagem. A mesma dupla de atores apresentou o prêmio de figurino, que ficou com a equipe de “A Duquesa”.

 

No quarto bloco, o prêmio foi para Anthony Dod Mantle, pelas belas imagens de “Quem Quer Ser Um Milionário?”. Era o terceiro prêmio do filme.

 

No quinto bloco, o prêmio de melhor curta-metragem  foi para “Toyland”, de Jochen Alexander Freydank. No sexto bloco Jackman e Beyonce formaram a dupla que homenageou diversos títulos clássicos até chegar a “Mamma Mia!”.

 

O prêmio de melhor ator coadjuvante foi Heath Ledger o vencedor, antecipando o que já era mais do que sabido, premiado por sua interpretação do Coringa em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.

 

No bloco dedicado aos documentários, outro favorito da noite, “O Equilibrista”, confirmou o que se esperava.

 

Will Smith apresentou os prêmios de som (edição de som e efeitos sonoros) e de montagem. Embora sejam categorias técnicas demais, foi onde houve mais surpresas. “Quem Quer Ser Um Milionário?” surpreendeu nas categorias de efeitos sonoros (Ian Tapp, Richard Pryke e Resul Pookutty) e edição (Chris Dickens). “Batman – O Cavaleiro das Trevas” ficou com o prêmio de edição de som, para Richard King.

 

Um dos homenageados da noite, o comediante Jerry Lewis, recebeu um prêmio humanitário. Como sempre acontece nessas ocasiões, um longo clipe com seus filmes precedeu a entrada do ator no palco. Lewis, que recebeu o prêmio das mãos de Eddie Murphy, foi aplaudido de pé pelo público do Kodak Theatre.

 

No bloco dedicado à música, a apresentação de trechos das canções indicadas e mais uma lavada de “Quem Quer Ser um Milionário?”. O indiano A. R. Rahman recebeu as duas estatuetas – ele também é o autor da canção “Jai Ho”, vencedor na categoria.

 

Numa das poucas surpresas da noite, o Oscar de melhor filme em língua estrangeira foi para “Departures”, do Japão. Na seqüência, Queen Latifah embalou o tradicional clipe em memória dos mortos, que lembrou, entre vários outros Bernie Mac, o francês Claude Berri e terminou com uma bela homenagem a Paul Newman.

 

Reese Witherspoon brincou com Ben Stiller e apresentou o Oscar de melhor direção. O prêmio foi para Danny Boyle, que era favorito, mas tinha competição forte, especialmente de Gus Van Sant, diretor de “Milk – A Voz da Igualdade”. Com esse prêmio, são sete troféus na estante desse filme, que surgiu como um azarão no início da corrida.

 

Kate Winslet, que ganhou o Oscar de melhor atriz por seu papel em “O Leitor”. No mesmo esquema de cinco ex-vencedores apresentando os prêmios de interpretação, Winslet recebeu o prêmio das mãos de Marion Cotillard, vencedora do ano passado por “La Mome”.

 

Como sempre, Sean Penn, que ficou com o Oscar de melhor ator por sua recriação de Harvey Milk em “Milk – A Voz da Igualdade”, fez um discurso de agradecimento em que guardou uma ou duas mensagens bombásticas. A primeira foi endereçada aos californianos que votaram contra o casamento gay nos últimos referendos. “Envergonhem-se”, disse ele. Na segunda, disse estar orgulhoso do país que elege um homem “elegante” como Barack Obama para presidente e fez uma homenagem a Mickey Rourke, indicado por “O Lutador”. “Ele é meu amigo querido!”

 

A noite terminou com Steven Spielberg apresentando o Oscar de melhor filme. O vencedor, como se esperava, foi “Quem Quer Ser Um Milionário?”. O “filme indiano” de Danny Boyle foi o grande vencedor da noite, conquistando troféus em oito categorias – inclusive filme e direção.

 

 

 

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Poesia

De minha aldeia

 

 

De minha aldeia vejo o quanto da terra se pode ver do universo.

Por isso a minha aldeia e tão grande como outra terra qualquer.

Porque sou do tamanho do que vejo,

e não do tamanho da minha altura

 

 

Fernando Pessoa

Chico Buarque fala sobre Noel Rosa

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Retirado do documentário “De Minas a Noel”. O ano é 1987, cinqüentenário da morte de Noel.