Arquivo do mês: abril 2008
POESIA
Chuva de cinzas
na estática mudez da Terra triste e viúva;
e, da tarde ao cair, sinto, minha alma, agora,
embuça-se na cisma e no torpor se enluva.
Hora crepuscular, hora de névoas, hora
em que de bem ignoto o humano ser enviúva;
e, enquanto em cinza todo o espaço se colora,
o tédio, em nós, é como uma cinérea chuva.
Hora crepuscular – concepção e agonia,
hora em que tudo sente uma incerteza imensa,
sem saber se desponta ou se fenece o dia;
hora em que a alma, a pensar na inconstância da sorte,
fica dentro de nós oscilando, suspensaentre o ser e o não ser,
entre a existência e a morte.
Gilka Machado
A POETA
Gilka da Costa de Melo Machado (Rio de Janeiro RJ 1893 – idem 1980). Publicou seu primeiro livro de poesia, Cristais Partidos, em 1915. Na época, já era casada com o poeta Rodolfo de Melo Machado. No ano seguinte, ocorreu a publicação de sua conferência A Revelação dos Perfumes, no Rio de Janeiro.
Suas Poesias Completas foram editadas em 1978, com reedição em 1991. Poeta simbolista, Gilka Machado produziu versos considerados escandalosos no começo do século XX, por seu marcante erotismo. Para o crítico Péricles Eugênio da Silva Ramos, ela foi a maior figura feminina de nosso Simbolismo, em cuja ortodoxia se encaixa com seus dois livros capitais, Cristais Partidos e Estados de Alma.
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Morre, aos 81, o coreógrafo Ismael Guiser
Personalidade atuante da dança paulistana há mais de 50 anos, o coreógrafo e professor de balé Ismael Guiser morreu ontem, aos 81, em seu apartamento no Itaim Bibi, bairro de São Paulo. Até o fechamento desta edição, a causa da morte não havia sido divulgada. O corpo será velado hoje na Câmara Municipal de São Paulo.
Mesmo com a idade avançada, o argentino Guiser mantinha-se tão ativo quanto sempre foi desde que chegou ao país, em 1953, para ser solista do Ballet do Quarto Centenário.
Nos últimos dias, estava organizando suas memórias para participar, em maio, do projeto Figuras da Dança, da recém-criada São Paulo Companhia de Dança, que o convidou para relembrar seu passado em depoimento público.
Ao mesmo tempo, continuava no comando da academia fundada por ele em 1979 e preparava sua companhia para participar da Virada Cultural. O Ballet Ismael Guiser, fundado por ele em 1978, estará em cena hoje, ao meio-dia, no palco dedicado à dança, no Vale do Anhangabaú.
Guiser começou a dançar somente aos 18 anos, tornando-se solista do Balé de La Plata, em Buenos Aires.
No início dos anos 50, seguiu para a Europa, onde chegou a trabalhar no Teatro La Scala de Milão e a dançar na companhia do francês Roland Petit. O convite para dançar no Brasil veio em 1953, por meio do próprio diretor do Ballet do Quarto Centenário, Aurelio Milloss (1906-1988).
Logo após sua chegada a São Paulo, Guiser começaria a exercitar a sua porção de coreógrafo no Ballet do Museu de Arte de São Paulo, para o qual criou suas primeiras coreografias profissionais. Na mesma época, também começou a dançar na extinta TV Tupi.
No Brasil, coreografou para sua própria companhia e fez trabalhos com linhas neo-clássicas para grupos tão distintos quanto o Balé do Teatro Municipal do Rio e o Cisne Negro (que no mês passado dançou uma obra sua em homenagem à coreógrafa Ivonice Satie).
Fonte: Folha Online
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Aldo Bonadei
Paisagem (Década de 40)
O PINTOR
Aldo Cláudio Felipe Bonadei (São Paulo SP 1906 – idem 1974)pintor, aluno de desenho do pintor Pedro Alexandrino, discípulo de Almeida Júnior, de 1923 a 1928, período em que também freqüenta o ateliê do pintor italiano Antonio Rocco, amigo da família com quem compartilha longas conversas sobre arte. Em 1929 e 1930, freqüenta a Academia de Belas Artes de Florença, Itália, e tem aulas com Ennio Pozzi e o pintor e professor Felice Carena, discípulo de Eugène Carrière e filiado ao movimento Novecento.
Nesse período, dedica-se muito ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. No Brasil, Bonadei também desenvolve importante amizade com outro professor de arte, Amadeo Scavone, responsável por ensinamentos decisivos em sua carreira de pintor. Em 1931 retorna de Florença e torna-se membro do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista, em São Paulo. Junto com os artistas de seu grupo luta pela afirmação da arte moderna e pela liberdade de desenvolver pesquisas, dedicando-se especialmente à pesquisa da figuração e da abstração até sua morte.
Participa do Grupo Cultura Musical, criado pelo psiquiatra Osório César, que promove reuniões de artistas, em que estes ouvem música, desenham e, em seguida, transformam os desenhos em pinturas. Em 1949 leciona na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo. É um dos fundadores da O. D. A. – Oficina de Arte, com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini.
No fim da década de 50 atua como figurinista na Companhia Nídia Lícia – Sérgio Cardoso e em dois filmes de Walter Hugo Khoury. Recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, em 1960, e com o prêmio viagem ao exterior, recebido no 11º Salão de Arte Moderna de São Paulo, viaja para Lisboa em 1962.
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Frase da vez_2/27
“A paz, se possível. Mas a verdade a qualquer preço.”
Lutero (1483- 1546), teólogo alemão.
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COMENTÁRIO (II)
Atentado à soberania
Militares questionam se o presidente Lula teria violado o decreto-lei 1001, de outubro de 1969, atentando “contra a soberania do Brasil” no conflito da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Ele teria desmembrado o território nacional “por movimento armado ou tumultos planejados”.
Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro
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Nunca na História…
Nosso Guia deveria organizar um evento do PAC para explicar à patuléia os motivos da quebra da marca de 91 mortos na epidemia de dengue de 2002. Com Lula no Planalto, já morreram 92 pessoas, sem que a conta tenha fechado.
Quando ele estava na oposição, dizia o seguinte da epidemia que atingiu os tucanos: “Aqui foi o exemplo do maior desleixo do governo federal no combate à dengue, permitindo que tivéssemos quase 150 mil casos”.
Nos primeiros quatro meses de 2008 já ocorreram 111 mil casos, com um índice de letalidade superior ao de 2002. Nenhum oposicionista foi primário e leviano a ponto de responsabilizar Nosso Guia pela extensão da epidemia.
Fonte: Noblat/Elio Gaspari
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Homenagem aos 50 anos da Bossa Nova
Johnny Alf – Canta Rapaz de Bem, no bar do Hotel Plaza Copacabana, frequentado na década de 50 pelo grupo da Bossa Nova.
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HISTÓRIA – há 153 anos…
27/04/1855 – É firmado um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Paraguai.
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