Arquivo do mês: abril 2008

Frase da vez_2/23

“Nunca coloquei a Igreja debaixo do braço para me eleger.”

Leonel Brizola, (1922-2004) ex-governador do RJ.

PMDB em São Paulo frustra o PT

O PMDB, que era considerado “a noiva” da eleição para a prefeitura de São Paulo, frustrou o PT que lhe ofereceu a vaga de vice na chapa de Marta Suplicy, e está perto de firmar coligação com o DEM em favor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab. Esta aliança, que está em fase final, frustra, ainda, o comando nacional do PMDB, que gostaria de fazer alianças com o PT nas principais capitais do país, como que num investimento para o futuro – para ser o aliado preferencial do partido do presidente Lula nas eleições presidenciais de 2010.

Todos os candidatos à prefeitura de São Paulo gostariam de ter o PMDB a seu lado porque ele representa o maior tempo de televisão na campanha – mais sete minutos e meio no horário eleitoral. Nesta semana, o comandante do PMDB no diretório estadual, Orestes Quércia, informou ao presidente do PT, Edinho, que o partido abre mão da aliança com o PT.

Marta Suplicy havia oferecido a vaga de vice a um aliado de Quércia que por ele seria designado. Em 2004, Quércia quis esta vaga para o escritor Fernando Morais, mas o PT exigiu a chapa “puro sangue”.

Desta vez, as negociações evoluíram com o DEM. O prefeito Gilberto Kassab ofereceu a vaga de vice ao PMDB, mas com uma condicionante: somente se o PSDB não quiser se coligar com ele. Neste caso, a vaga de vice seria dos tucanos, de um aliado de Geraldo Alckmin. Ainda assim, Quércia aceitou.

O que entrou na negociação foi a vaga de candidato ao Senado em 2010. Quércia quer entrar na disputa – serão duas vagas -, e obteve o compromisso do DEM de que Afif Domingos não vai disputá-la. Afif teve um ótimo desempenho na eleição de 2006 e não ganhou de Eduardo Suplicy por muito pouco – menos de 5% dos votos em São Paulo.

Gilberto Kassab tem dito aos amigos que a aliança com Quércia está “consolidada”. Mas o anúncio depende ainda de alguns ajustes.

Fonte: Cristiana Lôbo/G1

Aroeira

Fonte: chargeonline.com.br/Aroeira

General Heleno é convocado pelo Senado.

Sabe o general Heleno, aquele que falou no último dia 16: “A política indigenista brasileira está completamente dissociada do processo histórico de colonização do nosso país. Precisa ser revista com urgência. É só ir lá ver as comunidades indígenas para ver que essa política é lamentável, para não dizer caótica.” Pois bem, ele terá de explicar aos senadores a frase acima. Sua convocação acaba de ser aprovada na Subcomissão Temporária Para Acompanhar a Crise Ambiental na Amazônia.

O único que se opôs à convocação foi Sibá Machado (PT-AC). Se valeu do argumento de que aquela subcomissão era destinada a acompanhar a questão do desmatamento na Amazônia e nada tinha a ver com índio. Foi voto vencido.

As críticas e Heleno foram motivadas pela política de demarcação de terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol. A área abrange mais de 40% do estado de Roraima e faz fronteira com outros países. Para os militares a demarcação põe em risco a defesa do território brasileiro.
O requerimento de convocação de Heleno foi apresentado por Expedito Júnior (PR-RO).

Fonte: Noblat

Será que a chapa vai esquentar para o lado de Dilma?

Leia o comentário de Lúcia Hipólito

Aumenta a pressão sobre a Casa Civil. De um lado, a oposição procura, de todas as formas, constranger o governo, tentando aprovar requerimentos de convocação da ministra em várias comissões do Senado. Lá a oposição preside comissões importantes.Ontem foi a vez da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle.

O requerimento, de autoria do senador Artur Virgílio, foi derrotado.Hoje será a vez da Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo experiente senador pernambucano Marco Maciel. Provavelmente, o requerimento será também derrotado, mas o fato é que o governo não pode mais se dar ao luxo de cochilar, como fez duas vezes, na Comissão de Infra-estrutura.

Clique aqui para ler na íntegra.

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Continua a guerra para ocultar os gastos do Executivo de Lula

História – há 44 anos

23/04/1964 Salve o Cavaleiro Jorge!

São Jorge, o cavaleiro da armadura reluzente atingindo do seu cavalo o dragão com a lança, é um santo popular em todo o mundo.Lenda ou realidade, tem presença significativa na história de grandes instituições, nas artes e na vida militar de numerosos países. Foi o que resgatou a edição do Jornal do Brasil em 23 de abril de 1964, apontando o equívoco de considerá-lo apenas como patrono de seitas exóticas, atribuindo-lhe denominações e interferências conflitantes com o espírito da Igreja Católica, desconsiderando o que consta sobre a sua história.

Oficial de alta patente do exército romano, sofreu o martírio com outros cristãos nas perseguições do Imperador Diocleciano no século III. Contudo, o que consta das atas foi declarado sem autenticidade pelo Papa Gelásio, duzentos anos depois. Mas é certo que o militar foi martirizado e, o seu culto, nascido na Igreja Oriental chegou até a Igreja do Ocidente. Foi feito patrono dos exércitos de várias nações, sobretudo cavalarias. Os gregos o denominaram mártir e puseram-se sob o seu patrocínio. A Inglaterra o tomou por padroeiro. Entre esses dois povos europeus o culto de São Jorge é tão popular como no Brasil.

Em Portugal, a sua veneração começou no século XIV, quando D. João, após a batalha de Aljubarrota contra os castelhanos, reedificou o Castelo de Lisboa com o nome de Castelo de São Jorge, e ordenou que a sua imagem figurasse na procissão de Corpus Christi. O culto de São Jorge chegou até nós ainda na fase da colonização. Reverbera por todo o país, mantido com grande respeito pelo povo. As corporações militares o consagram como patrono da cavalaria, e participam das comemorações que se celebram por seu nome.

Fonte: CPDoc/JB

Artigo publicado no JH1ªEdição. Nas bancas

Brasil, um país sem futuro

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


A imprensa noticiou que “líderes indígenas” se movimentam para solicitar da ONU uma intervenção para a homologação da Reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, em área contínua, que é questionada no Brasil. É estranho que os apelos a instituições internacionais comecem mesmo antes de obterem a autonomia, o que nos leva a pensar o que poderá ocorrer a posteriori.

Nenhum índio toma tal atitude de enfrentamento da soberania nacional a não ser industriados pelas mil e tantas ONGs interessadas no desmembramento do nosso território. A pressa é para impedir o debate sobre as imensas reservas em terras contínuas e, pior ainda, em fronteiras com outros países.

Como se vê, os patriotas, herdeiros de Tiradentes – festejado no último feriado – enfrentamos uma quinta coluna, porque o debate é democrático, e a contestação se baseia na desastrosa posição assumida pela representação brasileira ma ONU, assinando sem um estudo minucioso a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, desagregadora e a desunião da nacionalidade. Parece que o Ministério das Relações Exteriores está infiltrado de predadores da memória de Rio Branco, ou a qualidade dos diplomatas não honra a tradição do Itamaraty.

Por causa do despreparo, ou descaso, os representantes do país feriram criminosamente a autoridade do Brasil. Por causa deles estamos ameaçados de perder o que 500 anos de vida e outros tantos de afirmação patriótica fizeram: a consolidação territorial, a unidade lingüística e a afirmação de soberania.

Essa intolerável política de desagregação nacional, que pode ser mais desastrosa para a integridade e a integração do Brasil, está nas mãos dos senadores, porque depende do Senado Federal a homologação do reconhecimento da autônoma indígena em territórios artificiais que atendem mais a interesses estranhos do que aos índios em sua maioria, mais interessados em se aculturar, isto é, usufruir das conquistas dos demais brasileiros, escapando do estado de indigência em que se encontram.

É triste constatar que os senadores – que viajam constantemente para participar de reuniões da ONU – não sabem de nada nem se interessam em estudar o problema. A Declaração está na pauta das Nações Unidas há bastante tempo; mas os parlamentares, exceto as bancadas amazônidas, desconhecem o perigo que a aprovação do documento representa. Nisso se parecem com os diplomatas, não tratam o problema como o problema merece, e essa imprudência (e inconseqüência) poderá custar caríssimo às gerações vindouras.

É por isso que aplaudimos o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante militar da Amazônia possuidor de olhos atentos numa terra dominada por cegos. O general Heleno fez um grave alerta à Nação sobre o problema, apontando inclusive o que está por debaixo do pano e a ameaça de perdermos, junto à imensa faixa territorial fronteiriça, além da soberania, ricas jazidas de ouro, diamantes, manganês, urânio, nióbio e outras riquezas.

Saudades do tempo em que o marechal Rondon era reverenciado como desbravador dos sertões e pacificador dos índios. Saudades dos Irmãos Villas-Boas, heróis da nacionalidade. Sem o espírito desses patriotas, o Brasil se torna um país sem futuro.

NOTÍCIAS DO DIA

VACINA DOS IDOSOS – Começou a 10ª Campanha Nacional de Vacinação dos Idosos contra a gripe, que terá mobilização em todo o país sábado.

LEI SECA NAS ESTRADAS – Relator da medida provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas às margens das estradas, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) alterou o texto original, adiando para 2010 o início das restrições à propaganda do produto na TV e no rádio.

A JUSTIÇA É CEGA – A campanha eleitoral irregular chegou às portas do Tribunal Regional Eleitoral. Embora a propaganda nas ruas só possa começar a partir de 6 de julho, há uma semana o Jornal do Brasil vem flagrando ilegalidades. Desta vez, encontrou veículos com adesivos de candidatos estacionados em frente ao prédio do TRE. O tribunal promete fazer blitz. Depois do feriado.

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS – Para Planalto, dados sobre FHC não são sigilosos. O governo vai alegar que o vazamento de informações sobre gastos do então presidente Fernando Henrique Cardoso foi mera infração administrativa, e não crime, porque já não estava mais no poder, mas a Polícia Federal está convicta da ocorrência de um crime.

FARINHA DE TRIGO – No Estado de São Paulo, principal região consumidora de derivados de trigo, os preços da farinha de trigo saltaram de R$ 1 mil a tonelada para R$ 1,7 mil nos últimos 12 meses, segundo a Safras & Mercado. O trigo em grão subiu 62,5%, de R$ 480 para R$ 780 a tonelada, no mesmo período, com base nas cotações do Paraná. Numa segunda fase a central poderá negociar também a compra de trigo.

LUZ MAIS CARA – Consumidores residenciais de energia em Pernambuco vão pagar reajuste médio de 2,87% na conta da Celpe já a partir de terça-feira. Para os grandes clientes, o aumento médio definido pela Aneel foi de 4,27%. Veja dicas para reduzir o gasto doméstico com energia.

FUNDOS DISPUTAM LEILÕES – Os fundos de pensão da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef) puseram a usina de Jirau, a segunda do complexo hidrelétrico do rio Madeira, no topo de suas prioridades. O alvo é uma fatia de 10% no negócio para cada um e os fundos estão discutindo a oferta com os consórcios que disputarão o leilão, marcado para 12 de maio.

AVIÃO QUE BEBE ÁLCOOL – A Embraer, que já faz voar com álcool o pequeno avião agrícola Ipanema, planeja testar jatos abastecidos com etanol de segunda geração e óleo de babaçu e mamona, entre outros. A Boeing usou óleo de babaçu do Brasil na primeira demonstração mundial de um avião comercial voando com biocombustível, no começo de fevereiro. A Airbus fez o primeiro teste de vôo com carburante a partir de gás processado.

FRASE DA VEZ_1/23

“Terra deixa de ser o foco dos sem-terra e MST está se transformando em um partido político”.

Rosângela Bittar, jornalista