Arquivo do mês: abril 2008

PMDB era a ‘noiva rica’, cortejado por todos

Clique aqui para ouvir o comentário de Lúcia Hipólito, pela rádio CBN.

Lençóis Maranhenses

Lençóis Maranhenses

Então fica assim, os Três Poderes são:
o Legislativo, o Excecutivo e a Corrupção

Millôr e os contribuintes

Artigo publicado no JH1ªEDIÇÃO

Brasil, um país sem futuro

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


A imprensa noticiou que “líderes indígenas” se movimentam para solicitar da ONU uma intervenção para a homologação da Reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, em área contínua, que é questionada no Brasil. É estranho que os apelos a instituições internacionais comecem mesmo antes de obterem a autonomia, o que nos leva a pensar o que poderá ocorrer a posteriori.

Nenhum índio toma tal atitude de enfrentamento da soberania nacional a não ser industriados pelas mil e tantas ONGs interessadas no desmembramento do nosso território. A pressa é para impedir o debate sobre as imensas reservas em terras contínuas e, pior ainda, em fronteiras com outros países.

Como se vê, os patriotas, herdeiros de Tiradentes – festejado no último feriado – enfrentamos uma quinta coluna, porque o debate é democrático, e a contestação se baseia na desastrosa posição assumida pela representação brasileira ma ONU, assinando sem um estudo minucioso a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, desagregadora e a desunião da nacionalidade. Parece que o Ministério das Relações Exteriores está infiltrado de predadores da memória de Rio Branco, ou a qualidade dos diplomatas não honra a tradição do Itamaraty.

Por causa do despreparo, ou descaso, os representantes do país feriram criminosamente a autoridade do Brasil. Por causa deles estamos ameaçados de perder o que 500 anos de vida e outros tantos de afirmação patriótica fizeram: a consolidação territorial, a unidade lingüística e a afirmação de soberania.

Essa intolerável política de desagregação nacional, que pode ser mais desastrosa para a integridade e a integração do Brasil, está nas mãos dos senadores, porque depende do Senado Federal a homologação do reconhecimento da autônoma indígena em territórios artificiais que atendem mais a interesses estranhos do que aos índios em sua maioria, mais interessados em se aculturar, isto é, usufruir das conquistas dos demais brasileiros, escapando do estado de indigência em que se encontram.

É triste constatar que os senadores – que viajam constantemente para participar de reuniões da ONU – não sabem de nada nem se interessam em estudar o problema. A Declaração está na pauta das Nações Unidas há bastante tempo; mas os parlamentares, exceto as bancadas amazônidas, desconhecem o perigo que a aprovação do documento representa. Nisso se parecem com os diplomatas, não tratam o problema como o problema merece, e essa imprudência (e inconseqüência) poderá custar caríssimo às gerações vindouras.

É por isso que aplaudimos o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante militar da Amazônia possuidor de olhos atentos numa terra dominada por cegos. O general Heleno fez um grave alerta à Nação sobre o problema, apontando inclusive o que está por debaixo do pano e a ameaça de perdermos, junto à imensa faixa territorial fronteiriça, além da soberania, ricas jazidas de ouro, diamantes, manganês, urânio, nióbio e outras riquezas.

Saudades do tempo em que o marechal Rondon era reverenciado como desbravador dos sertões e pacificador dos índios. Saudades dos Irmãos Villas-Boas, heróis da nacionalidade. Sem o espírito desses patriotas, o Brasil se torna um país sem futuro.

NOTÍCIAS DO DIA

SEM PALAVRA – Depois de anunciar na quarta-feira a suspensão das exportações de arroz do Brasil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, recuou ontem, afirmando que o governo só vai impor barreiras às vendas externas do produto “numa situação extrema”.



VACINAÇÃO DE IDOSOS – Começa segunda-feira a vacinação contra a gripe. A meta é imunizar 80% da população acima de 60 anos. Mas a vacina pode causar reação similar aos sintomas da dengue.



MAGGI QUER DESMATAR – O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), defendeu ontem o direito ao desmatamento -desde que não o ilegal- como um mecanismo “inevitável” para enfrentar a crise global de alimentos.



VALE PERDE LUCROS – O lucro da Vale no primeiro trimestre somou R$ 2,253 bilhões. O resultado representa uma queda de 55,8% em relação a igual período do ano passado e ficou muito abaixo das expectativas de analistas que previam um resultado da ordem de R$ 4,5 bilhões.



CONTRA INVASÕES –
Na primeira entrevista como presidente do STF, Gilmar Mendes cobrou providências da polícia e da Justiça para reprimir as invasões de propriedades e repartições públicas por integrantes dos movimentos sociais. Ele disse que os juízes não devem hesitar, mas pediu cautela para evitar confrontos violentos.



FUSÃO NA TELEFONIA – Os acionistas da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom (BrT) fecharam ontem os detalhes finais do acordo para a reestruturação societária das duas empresas e a venda do controle da BrT à Oi. O conselho da Brasil Telecom aprovou o fim de vários litígios judiciais – quase todos relacionados ao Opportunity -, passo essencial para a conclusão do negócio.

DESEMPREGO – A taxa nacional de desemprego em março ficou em 8,6% da população economicamente ativa, ante 8,7% em fevereiro e 10,1% no mesmo mês de 2007. É o menor nível para março desde 2002, quando o IBGE alterou a metodologia de cálculo.

BOLSA CRESCE – Impulsionado pelo aumento expressivo do capital externo, o Ibovespa registra valorização de quase 6% no mês. Até o dia 18, o saldo líquido dos estrangeiros no pregão totalizava o valor recorde de R$ 4,987 bilhões.

Comentário (I)

Cartões corporativos de Lula da Silva

Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos. É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas.

Francisco Welffort, intelectual fundador do PT

FRASE DA VEZ_1/25

“Nenhum governo resolverá a questão indígena sem ouvir quem sabe. Ouça os soldados da Amazônia, presidente Lula”.

Augusto Nunes, jornalista

OPINIÃO

Solidariedade ao General

Gostaria de hipotecar minha solidariedade e meu respeito ao general Augusto Heleno, homem probo, militar digno, comandante militar da Amazônia, pela coragem de trazer ao conhecimento do grande público as dificuldades que está vivenciando no dia-a-dia naquela importante região do Brasil. A ausência do Estado Brasileiro é completa. Falta saúde, educação, saneamento básico. O problema dos índios não é novidade, mas falar sobre a caótica situação por certo incomoda a classe política no poder central.

Afonso Augusto Passos Cardoso (cardosoone@gmail.com)

ANÁLISE

A eleição de Lula em 2003

Ao contrário do que se propaga o presidente Lula não foi eleito por suas promessas de mudar tudo, porque as elites já sabiam que eram bravatas, ele não cumpriria as promessas. O povo é que foi enganado. Terá ficado bestificado, depois, ao perceber que o governo do PT repetiu e ainda repete em gênero, número e grau os postulados neoliberais de Fernando Henrique Cardoso. Sem o apoio dos banqueiros e especuladores que já sabiam o rumo a ser adotado pelo Lula, sua escolha não teria acontecido.

Carlos Chagas, jornalista

CASA PRÓPRIA

Dinheiro do FGTS evaporou

O dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinado ao financiamento da casa própria para famílias com renda mensal superior a R$ 4,9 mil já está esgotado nas regiões Sudeste e Sul. A Caixa Econômica Federal está remanejando verbas programadas para outras regiões. Mas, para continuar atendendo a alta demanda, terá de pleitear mais recursos ao Conselho Curador do FGTS.