Arquivo do mês: fevereiro 2008
MANCHETES do dia_12.fev.08
ZERO HORA – Ministro da Saúde propõe acabar com fumódromos
DIÁRIO DE NATAL – Número do celular passa agora a ser do cliente
TRIBUNA DA IMPRENSA – Assessor de Lula não vê escândalo com cartões
JORNAL DO BRASIL – Lula e FH buscam blindagem na CPI
GAZETA MERCANTIL – Fusões no País na contramão do mundo
A TARDE – Cesta básica registra alta de 9% em janeiro
ESTADO DE MINAS – Acordo para a CPI dos cartões racha partidos
JORNAL DO COMMERCIO – Guerra ao fumante
TRIBUNA DO NORTE – Prisão de pistoleiro dá pista sobre grupo de extermínio
FOLHA DE SÃO PAULO – Governo e oposição fazem acordo para esfriar a CPI
O GLOBO – Acordo garante CPI mista e com investigação até 1998
CORREIO BRAZILIENSE – CPI poupa FHC e Lula. Serra proíbe saques
VALOR ECONÔMICO – Primeiro IPO do ano revela investidores mais exigentes
O ESTADO DE SÃO PAULO – Anistia a desmatador racha ministério e governo recua
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POESIA
Ode ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiburi!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!”
— Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
— Um colar… — Conto e quinhentos!!!
Más nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas!
Oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo SP 1893 – idem 1945). Poeta, contista, romancista, crítico literário, folclorista e crítico musical. Passa a maior parte de sua vida em São Paulo, cidade com a qual mantém forte ligação. Forma-se bacharel em ciências e letras em 1909. Estuda no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911.
Em 1917, passa a colaborar com críticas de arte na Folha da Manhã e em O Estado de S. Paulo, entre outros periódicos. Já com o pseudônimo de Mário Sobral, lança seu primeiro livro: Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. É um dos responsáveis pela criação da Revista Klaxon e organização da Semana de Arte Moderna, em 1922. Publica nesse ano Paulicéia Desvairada, considerado o primeiro livro de poemas do modernismo, no qual se encontram princípios de colagem típicos da pintura da época.
Nas escadarias do Teatro Municipal, onde ocorre a Semana de 22, lê, de seu recém-lançado livro, o Prefácio Interessantíssimo, apontando pressupostos e caminhos a serem seguidos pela poesia modernista e a fundação do “desvairismo”, revelando afinidades com a chamada “escrita automática”, pregada pelo escritor francês André Breton (1896 – 1966), fundador do surrealismo.
Em 1927, realiza sua primeira viagem etnográfica à Amazônia, pesquisando e recolhendo manifestações de cultura popular. Nos anos 1930, dirige o Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, funda a Discoteca Pública e promove o 1º Congresso de Língua Nacional Cantada, além de dar grande impulso à Revista do Arquivo Municipal. Entre 1938 e 1940, reside no Rio de Janeiro e leciona estética na Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj.
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DI CAVALCANTI
Mulheres Protestando – 1941
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.
Foi dele a idéia da Semana de Arte Moderna, que aconteceu no Teatro Municipal de 1922. Era uma época de muitas novidades, como o carro, a fotografia e o cinema mudo. Então a vida das pessoas estava mudando muito rápido, mas a poesia e a pintura contivuavam a seguir as antigas regras, em sua maioria francesas.
Em 1926, já no Brasil, ingressa no Partido Comunista e continua a fazer ilustrações. Após nova viagem a Paris, faz os painéis de decoração do Teatro João Caetano do Rio de Janeiro. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, Di Cavalcanti é preso pela primeira vez. Após ser libertado, se casa com Noêmia Mourão, sua segunda esposa.
O pintor recebeu prêmios importantes, como a “Medalha de Ouro” na exposição de Paris (1937) e o título de “Melhor Pintor Brasileiro” na II Bienal de São Paulo (1953), junto com Volpi.
Di Cavalcanti era um artista de muitas habilidades. Além de quadros e ilustrações para revistas, fez desenhos para jóias, tapetes e painéis. Morreu na sua cidade natal em 1976.
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Fonte: chargeonline.com.br/J. Bosco
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Lula trata CPI como ‘roleta russa’ e tonteia rivais
A velha sacada de Churchill –a democracia é o pior regime imaginável com exceção de todos os outros— ganhou no Congresso uma versão companheiro-corporativa: até um simulacro de CPI é preferível a todas as suas alternativas. Com exceção, claro, de uma CPI de verdade.
Ameaçado por uma CPI oposicionista, Lula e seus operadores políticos foram à boca da cena no papel de “malucos”. Doidos assim, entre aspas. Depois de uma reunião no Planalto, Romero Jucá, o líder de Lula, apresentou no Senado, ele próprio um pedido de CPI.
Em sua maluquice estudada, Jucá teve o cuidado de arrastar para o centro das apurações a gestão FHC. A oposição subiu no caixote. “O pedido de CPI do governo não tem fato determinado”, gritaram alguns. “Para que a investigação seja séria, a CPI tem que ser mista”, berraram outros.
Nesta segunda-feira (11), num instante em que a oposição buscava apoio para furar o balão da CPI chapa branca, Jucá, em nova combinação com o Planalto, decidiu reunir-se com o deputado tucano Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI mista dos cartões. Em seguida, Jucá liberou deputados e senadores governistas para apor suas assinaturas no pedido de investigação do PSDB.
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Fonte: Josias de Souza
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CPI com acordo?
O senador Romero Jucá estava radiante na manhã desta segunda-feira depois de celebrar acordo com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) para instalação da CPI mista que vai investigar os gastos com cartões corporativos. Por duas razões: a primeira, é que as investigações serão a partir de 98, portanto, do governo Fernando Henrique; e a segunda, é que Sampaio concordou com a idéia de não detalhar os gastos referentes ao presidente da República.
Portanto, até onde se vê, Lula e Fernando Henrique não terão seus gastos esmiuçados.
– Ninguém quer saber o tipo de carne que come o presidente da República, mas como os funcionários públicos usam o dinheiro público – disse Jucá.
Foi dele a iniciativa de fazer acordo com Carlos Sampaio, um deputado atuante na Câmara e que fez sua vida como procurador da República, portanto, com experiência em investigações. Carlos Sampaio foi um dos principais nomes do PSDB na CPI dos Correios. Ao firmar acordo com Sampaio, Jucá escanteia os dois principais oposicionistas no Senado – Arthur Virgílio e Agripino Maia.
Antes de fazer o acordo com o tucano, Romero Jucá conversou com o articulador político do governo, ministro José Múcio Monteiro, que o incentivou a ir adiante. A avaliação de Jucá é a mesma de Múcio: não adiantaria o governo manobrar para evitar a CPI porque ela sairia de qualquer maneira, ainda que fosse só no Senado.
E a tentativa de barrar a sua instalação passaria a idéia de que o governo teme a investigação.
Resta saber se o acordo com Carlos Sampaio vai valer para o DEM e o PSDB como um todo.
Fonte: Cristiana Lôbo
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Demétrio Magnoli, um filme e caráter
Abrindo aspas para Reinaldo Azevedo
“Leitores me enviam cópia da carta que Demétrio Magnoli, colunista de O Globo e do Estadão, enviou ao Painel do Leitor, da Folha de S. Paulo. Magnoli, tantas vezes recomendado neste blog como um dos melhores textos da imprensa e dono de uma voz lúcida, também é, eu já sabia, uma pessoa de caráter. Concordamos em muita coisa e discordamos outro tanto, mas há respeito mútuo.
Dia desses, a Globo voltou a exibir um grande filme. Sempre que posso, vejo. Se vocês não conhecem, corram à locadora: trata-se de O Imperador do Norte, de Robert Aldrich. A história poderia ser corriqueira, mas se torna um pequeno e denso tratado das relações humanas, num ambiente de crise social. Nos anos da Depressão, o desafio dos “vagabundos”, que vivem pelas ferrovias, é pegar carona nos trens que cortam os EUA.
A sua única vitória – a possível – consiste em driblar a vigilância. Dois pólos de conflito se estabelecem: o primeiro entre o vagabundo Nº 1 (Lee Marvin, estupendo!) e o segurança Shack (Ernest Borgnine, idem). O outro acontece entre o Nº 1 e Cigaret (Keith Carradine), apenas um aspirante a “grande vagabundo”, mas que já chega no pedaço tentando desbancar aquele reconhecido, sem dúvida, como o melhor – e, por isso, “Nª 1”. Não vou contar mais.
Quero muito que vocês vejam o filme, que, ademais, prende a atenção — não é uma dessas charadas que requerem manual de instrução. Num dado momento, o Nº 1 é obrigado a dizer ao aspirante que este tinha, sim, algum talento, mas lhe faltava uma coisa essencial: caráter!!!É isso aí. Não basta ser bom. É preciso ter caráter. Magnoli tem. Eu tenho. Alguns outros caem do trem.”
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Fonte: chargeonline.com.br/Casso
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Coruja exige o detalhamento dos cartões corporativos
Líder do PPS, o deputado Fernando Coruja está a caminho da mesa diretora da Câmara onde protocolará um requerimento de informação à Casa Civil da presidência da República pedindo o detalhamento dos gastos com cartões corporativos desde 2001.
Coruja também pedirá que sejam divulgados os nomes de todos os titulares dos cartões e as cópias das notas de produtos e serviços adquiridos por eles. Só no ano passado, R$ 58 milhões foram sacados em espécie. Leia-se: só o governo sabe com quê foi gasto esse dinheiro, já que as notas fiscais não estão disponíveis à imprensa nem à população.
O líder do PPS explica que o partido também quer saber sobre as despesas feitas pelos ministérios da Defesa e de Relações Exteriores e pela presidência da República. Para o líder do partido, o sigilo de contas públicas cria um clima de desconfiança na sociedade.
– Esse é um assunto sério e de interesse da Nação. Trata-se, segundo denúncias, de uso indevido de dinheiro público. Esses gastos precisam ficar às claras. Mas o governo quer caminhar no sentido inverso, restringindo o acesso a essas contas-, argumenta Fernando Coruja.
Como líderes do governo tem afirmado que abrir as contas do palácio do Planalto e do ministério da Defesa põem em risco a segurança do país, depois de protocolar o requerimento na Câmara, Coruja vai ao Supremo Tribunal Federal onde ingressará com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).
Segundo a assessoria jurídica do PPS, a medida é possível uma vez que o governo se baseia em normas e decretos “caducos” para decidir o que é ou não assunto de Segurança Nacional e, portanto, informação de caráter sigiloso.
Fonte: Noblat
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Oposição negocia CPI consensual e recorre ao STF
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Agripino negocia apuração até com líderes governistas
* Busca acordo suprapartidário por uma comissão mista
* Virgílio pede no STF cartões sigilosos de Lula e de FHC
* Às pressas, Jucá tenta pôr de pé a ‘CPI chapa branca’
Pela segunda semana consecutiva, a crise dos cartões de crédito vai absorver as energias do Congresso. A temperatura subirá já nesta segunda-feira. Três movimentos farão o ambiente ferver. São eles:
1. Por iniciativa de José Agripino Maia (RN), líder do DEM, um grupo de senadores se reunirá à tarde, para negociar os termos de um pedido suprapartidário de CPI dos Cartões. Além dos parceiros de oposição, Agripino convidou líderes de legendas governistas. Por exemplo: Renato Casagrande (PSB), Jefferson Peres (PDT), João Ribeiro (PR), Epitácio Cafeteira (PTB).
Cogita chamar até Romero Jucá (PMDB), o líder de Lula no Senado. “Nosso objetivo é dividir com os líderes a responsabilidade de resguardar o instituto da CPI, que precisa ter fato determinado”. Tenta-se esvaziar a iniciativa de Jucá, que propôs uma investigação que retroage a 1998.
Argumenta-se: a) deve-se dar preferência a uma CPI mista, de deputados e senadores; b) o pedido, além de restringir a apuração ao Senado, não especifica o “fato determinado” a ser apurado, como exige a Constituição.
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