Arquivo do mês: janeiro 2008

Fonte: chargeonline.com.br/J. Bosco
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Baixa escolaridade atinge 70% dos eleitores do País
Levantamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostrou que a baixa escolaridade atinge mais da metade dos eleitores brasileiros. Dos 127,4 milhões de eleitores, 51,5% sabem apenas ler e escrever e não conseguiram completar o primeiro grau. Outros 8,2 milhões de eleitores – 6,46% – são analfabetos. A maior parcela dos eleitores analfabetos está no Nordeste – 4,2 milhões, mais do que os 4 milhões das demais regiões somadas.
Somados com os eleitores que não conseguiram terminar o primeiro grau, o percentual de eleitores com baixa escolaridade soma 70% do total. Somente 3,43% dos eleitores têm nível superior completo. No Sudeste, está o maior percentual do eleitorado com nível superior – 4,4% -, seguido pelo Sul – 3,8% – e Centro-Oeste – 3,64%.
Os dados do levantamento se referem ao que foi declarado pelos eleitores quando tiraram o título de eleitor. Por isso, pode haver defasagem dos números, conforme admitiu o próprio tribunal. No entanto, de acordo com o TSE, os dados revelam a desigualdade entre os eleitores das cinco regiões do País.
De acordo com cientistas políticos, os dados revelados pelo TSE explicam, em parte, por que políticos com baixa qualificação e dispostos a trocar apoio por dinheiro ou favores conseguem se eleger. “Essas pessoas não têm acesso ao básico, à saúde, saneamento e educação. Qual é o interesse deles de acompanhar a política?”, questiona o cientista político, André César, da CAC Consultoria.
“Cria-se, assim, um ambiente pavimentado para quem quiser se eleger se aproveitar disso”, continuou. “Esse tipo de eleitor é mais suscetível à barganha. Qualquer oferta de tijolos, telhado, qualquer favor pode influenciar”, acrescentou o cientista político da Universidade de Brasília David Fleischer. Problemas que, de acordo com ambos, só será resolvido com investimentos em educação e no longo prazo. “Isso vai demorar uma geração inteira”, pondera Fleischer.
Sexo
Dos 127,4 milhões de eleitores, 51,7% são mulheres e 48,3% são homens. As mulheres lideram também o percentual de analfabetos. Do total dos que disseram não saber ler e escrever, 53,2% são mulheres. Em compensação, os homens lideram o percentual daqueles que sabem apenas ler e escrever – 50,8% – ou que não completaram o primeiro grau – 50,4%.
E as mulheres são maioria entre os eleitores com curso superior completo: 55,4%.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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GUSTAVE COURBERT

Estúdio do pintor.
Com um estilo de pintura oposto ao do classicismo e do romantismo, Courbet consagrou-se como o principal representante da escola realista francesa do século XIX.
Jean-Desiré-Gustave Courbet nasceu em Ornans, França, em 10 de junho de 1819.
Transferiu-se para Paris a fim de estudar direito, mas não tardou a desistir das leis para dedicar-se à pintura. Iniciou-se nesta arte copiando no Louvre os mestres espanhóis do século XVII.
Em 1842 pintou “Auto-retrato com um cão”, obra já realista. Um de seus quadros mais célebres é “Enterro em Ornans”, de 1849. Esse retrato da vida campestre, vigoroso em sua plasticidade, escandalizou pelo tema e pelo realismo. Em 1855, Courbet fez “O ateliê do artista”, auto-retrato com um nu representando a Verdade e um grupo de personagens simbólicos e amigos do artista.
Em 1855 seus quadros foram recusados pela Exposição Universal em Paris. Courbet reagiu organizando em barracas uma exposição de suas obras “realistas”, que não tiveram muita repercussão entre os críticos. Passou os anos seguintes viajando pela Europa, e em 1860 pintou uma série de paisagens e marinhas – “Luta de cervos”, “O mar agitado” – que, por seu tratamento da luz e o profundo lirismo do conjunto, prenunciaram, junto com as obras de Corot, as novas concepções impressionistas.
Após a queda da comuna republicana de Paris, em 1871, na qual foi presidente da comissão de belas-artes, Courbet foi condenado a seis meses de prisão e a elevada multa. Em 1873, exilou-se na Suíça, onde faleceu em 31 de dezembro de 1877, na localidade de La Tour-de-Peilz.
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SAMBA ENREDO DA MANGUEIRA/2008
“100 anos do frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar…”
Ao som de clarins
Descendo a ladeira
Sou Mangueira
Tem frevo no samba
Deu nó na madeira
Orgulho da cultura brasileira
A majestade é o povo,
Sem o povo história não há
Estende o brasão, reflete o leão,
Símbolo de garra e união
Capoeira invade os salões
Mascarados, despertam Dragões BIS
E pelas ruas, vem Zé Pereira,
Arrastando a multidão
Nascia o frevo contagiando toda a massa
E até hoje tem colombina e seus amores
Passo no bloco das flores
O profano é sagrado no maracatu
Nos cem anos de história, desperto a alvorada
Brincando no Galo da Madrugada
Invade a cabeça, o corpo, embala os pés
Delírio da massa, um fervo!
É a Mangueira no passo do frevo
Voltei de sombrinha na mão
Sonhando em gritar é campeã.
Mandou me chamar, eu vou
Prá Recife festejar BIS
Alegria no olhar eu vejo
É frevo, é frevo, é frevo!
Compositores: Lequinho, Jr. Fionda, Francisco do Pagode, Silvão e Aníbal
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OAB quer saber de farra de deputados no Acre
O presidente da OAB do Acre, Florindo Poersch, vai solicitar nesta quinta-feira à Assembléia Legislativa do Estado informações, “em regime de urgência”, sobre a participação de deputados estaduais no escândalo da “Farra do Iate” – cruzeiro de luxo em turismo de férias oficiais, patrocinada com dinheiro público – sob a tutela da mesa diretora da Assembléia. A OAB-AC espera que a Assembléia confesse o crime para então encaminhar a denúncia ao Minsitério Público Estadual, que poderá ajuizar ação por improbidade administrativa.
Fonte: claudiohumberto.com.br
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SC: dinheiro de fraude era levado em isopor
Os acusados de integrar um esquema de fraude no pagamento de medicamentos na Secretaria de Saúde de Santa Catarina e na prefeitura de Joinville, no norte do Estado, teriam usado códigos para se referir a quantias e ao dinheiro que seriam liberados. Em trechos de conversas gravadas pelo Ministério Público e divulgadas nesta quinta-feira, os envolvidos informam que o dinheiro seria remetido em uma “caixa de isopor com gelo”.
Dos oito presos temporariamente na segunda-feira, apenas o superintendente da Secretaria de Estado da Saúde, Ramon Silva, e o secretário de Saúde de Joinville, Norival Silva, permanecem detidos na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Florianópolis. Os dois foram afastados dos cargos e tiveram um pedido de revogação da prisão provisória negada pelo juiz João Marcos Buch.
Mais de uma centena de transcrições das conversas foram anexadas nas investigações movidas pelo Ministério Público. Trechos dos diálogos interceptados com a autorização da Justiça mostram que os membros do suposto esquema teriam adotado códigos para as conversas telefônicas. Eles usavam termos como “fazendeiros” para se referir a fiscais da Fazenda, “mexidinho” quando se tratava de dinheiro e “pedaço” quando o suposto pagamento era realizado parcialmente.
As investigações começaram depois que Norival Silva determinou que fiscais da Vigilância Sanitária apenas interditassem “estabelecimentos de ensino estaduais com o seu consentimento”. O MP começou a perceber as supostas irregularidades com a questão da saúde. No esquema, os servidores autorizavam pagamentos retidos pelo poder público em troca de percentuais combinados via telefone. Os valores são mantidos em sigilo pela polícia.
Uma viagem do secretário de Saúde de Joinville à capital do Estado, e outra à cidade de Tijucas, são relatadas pelo MP nos documentos divulgados. Com o uso de carros oficiais, o acusado teria ido buscar quantias escondidas em caixas de isopor junto a empresários que tinham os pagamentos pela venda de remédios autorizados pelos servidores.
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Irmão de Celso Daniel é recebido na França como refugiado político
Um irmão e uma cunhada do ex-prefeito petista de Santo André (SP) Celso Daniel, morto há quase seis anos, foram reconhecidos pelo governo francês como refugiados políticos.
Bruno Daniel, Marilena Nakano e três filhos deixaram o Brasil em março de 2006. A família informou que vinha recebendo ameaças de morte por insistir na elucidação do assassinato do prefeito, até hoje sem resposta na Justiça.
O casal reuniu reportagens e relatos de amigos sobre as ameaças para apresentar ao Ofício Francês de Proteção aos Refugiados e Apátridas (OFPRA) – a Folha ligou para o órgão, que informou que os casos são mantidos em sigilo.
Bruno e Marilena disseram que escolheram o país pela tradição da França em dar abrigo a perseguidos políticos.
A pedido da família, Hélio Bicudo, membro da Fundação Interamericana de Direitos Humanos, irá apresentar hoje duas cartas escritas pelo casal, que pede um maior empenho do Judiciário. No documento, a família informa que sua maior preocupação é a ação que está no STF (Supremo Tribunal Federal) questionando a legitimidade de os promotores conduzirem uma investigação.
Advogados do ex-segurança e empresário Sérgio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público como o mandante do crime (o que ele nega), dizem que só a polícia pode investigar.
A família pede aos ministros que se sensibilizem e votem de forma favorável à Promotoria.
O processo sobre a morte está na primeira instância –as testemunhas de defesa estão sendo ouvidas. Celso Daniel foi seqüestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando estava em um carro blindado conduzido por Gomes da Silva. O corpo foi localizado dois dias depois.
Para a Promotoria, o crime foi encomendado e está relacionado a um esquema de propina montado para financiar campanhas eleitorais.
A Polícia Civil, porém, concluiu que foi crime comum.
Fonte: Folha de S. Paulo
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FRASE DA VEZ_1/17
“O amor não é louco, sabe muito bem o que faz. E nunca, nunca, age sem motivos. Louco somos nós, que insistimos em querer entendê-lo no plano da razão.”
Marina Colassanti, escritora
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O EXEMPLO DE NÁPOLES
Coberta de lixo, numa das piores crises de sua história, Nápoles tem algo a ensinar ‘as cidades brasileiras. Num brilhante artigo, intitulado Nossa Fétida Cidade, a escritora Elana Ferrante mostra que o processo de decadência de Nápoles é longo. Uma das suas características é o domínio da coleta de lixo pelo crime organizado, que tem os seus próprios aterros. A conciliação com a máfia, a tendência a aceitar a desordem como algo inelutável, tudo isso acabou levando a cidade ao caos. O interessante no artigo é a intervenção do governo federal, enviando exército e tudo mais, mas esquecendo-se de que é impossível resolver em quatro dias o que foi gestado em décadas. Nos bairros controlados agora pela Máfia as ruas permanecem limpas. Nos outros, o lixo se acumula e o cheiro penetra em todos os cantos.
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A ilegalidade floresceu por muito tempo, sob a cumplicidade da ineficácia municipal e a complacência de políticos. Afogada em lixo, sem novos aterros sanitários, para recebê-lo, Nápoles simplesmente mostra que o caos não é inventado de um dia para outro, mas, pelo contrário, cultivado todos os dias. O Rio precisava estudar o caso de Nápoles. E quantas outras cidades brasileiras não transigem com a ilegalidade, sem perceber que estão produzindo o desastre futuro?
Fonte: Fernando Gabeira
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