Arquivo do mês: janeiro 2008
POESIA
Quase
Um pouco mais de sol- eu era brasa.
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém……
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…
Mário de Sá Carneiro.
Escritor português, natural de Lisboa. Em 1900, entrou no liceu do Carmo, começando, então, a escrever poesia. O pai, levou-o a visitar Paris, a Suíça e a Itália. Em 1905 redigiu e imprimiu O Chinó, jornal satírico da vida escolar, que o pai o impediu de continuar, por considerar a publicação demasiado satírica.
Em 1907 participou, como ator, numa récita a favor das vítimas do incêndio da Madalena, e no ano seguinte colaborou, com pequenos contos, na revista Azulejos. Transferido, em 1909, para o Liceu Camões, escreveu, em colaboração com Thomaz Cabreira Júnior (que viria a suicidar-se no ano seguinte), a peça Amizade.
Impressionado com a morte do amigo, dedicou-lhe o poema A Um Suicida, 1911. Iniciou amizade com Fernando Pessoa e seguiu para Paris, com o objectivo de estudar Direito na Sorbonne. Na capital francesa dedicou-se sobretudo à vida de boêmia dos cafés e salas de espectáculo, onde conviveu com Santa-Rita Pintor e escreveu, de parceria com António Ponce de Leão, em 1913, a peça Alma.
Em 1914, publicou A Confissão de Lúcio (novela) e Dispersão (poesia). No ano seguinte, durante uma passagem por Lisboa, começou, conjuntamente com os seus amigos, em especial Fernando Pessoa, a projetar a revista literária que se viria a publicar com o nome de Orpheu.
No final do mesmo mês, publicou Céu em Fogo. Em Julho desse ano saiu o Orpheu 2 e, pouco depois, Sá-Carneiro regressou a Paris, de onde escreveu a Fernando Pessoa comunicando a decisão do pai de não subsidiar o número 3 da revista. Agravaram-se, por esta altura, as crises sentimentais e financeiras do poeta (já por várias vezes tinha escrito a Fernando Pessoa comunicando o seu suicídio).
Sá-Carneiro suicidou-se, com vários frascos de estricnina, a 26 de Abril de 1916, num Hotel de Nice, suicídio esse descrito por José Araújo, que Mário Sá-Carneiro chamara para testemunhar a sua morte. Deixou a Fernando Pessoa a indicação de publicar a obra que dele houvesse, onde, quando e como melhor lhe parecesse.
Como escritor, Mário de Sá-Carneiro demonstra, na fase inicial da sua obra, influências do decadentismo e até do saudosismo. Para além das obras já referidas, foi autor da coletânea de contos Princípio (1912), de que se destaca O Incesto, e do volume póstumo Indícios de Ouro (1937). As suas Cartas a Fernando Pessoa foram reunidas em dois volumes, em 1958 e 1959.
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Dia difícil
Amanhã será um novo dia
Prever o amanhã é sempre difícil, mas uma coisa já se sabe: a terça-feira também não será nada trivial. Pode ser que não se vivam tão fortes emoções como as desta segunda, porém amanhã, com as bolsas e a economia americanas funcionando, mais – e más – notícias devem aparecer. Na macroeconomia, não há nenhum dado muito relevante a ser divulgado nos Estados Unidos, mas em momentos tensos qualquer dado é olhado com bastante desconfiança pelo mercado.
De qualquer forma, a queda de hoje nas bolsas internacionais já está no preço.
– Amanhã é outro dia. A queda de hoje nas bolsas no mundo todo já está precificada no mercado futuro dos Estados Unidos. Não estou dizendo que será calmo, mas a segunda-feira já passou – comenta Ivan Guetta, da Gap Asset.
Fonte: Míriam Leitão
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CARTOLA
Canta ” Se o operário soubesse”

Composição: Alfredo Português/ Cartola/ Nelson Sargento
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Nossos micos de estimação
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Bispo de Barra afirma que presidente virou as costas para os movimentos sociais
Em São Paulo para articulação da campanha contra a transposição do rio São Francisco, o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, acusou ontem Lula de virar as costas para os movimentos sociais e governar para as elites. Líder do movimento contra o projeto – a ponto de ter feito duas greves de fome em protesto- dom Luiz diz que Lula “cospe no prato em que comeu”.”Na hora em que os movimentos sociais conseguiram colocá-lo lá onde ele está, na hora que ele alcança o poder, ele dá as costas aos movimentos sociais, esquece os movimentos sociais. Eu diria que ele cospe no prato em que comeu”, disse dom Luiz, para quem “uma vez lá, Lula governa o Brasil para as elites”.

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COMENTÁRIO (I)
“O mercado financeiro mundial foi inundado por dólares injetados pelo governo norte-americano pós o atentado de 11 de setembro de 2001. De lá pra cá, os ativos se valorizaram sobremaneira justamente em função desse excesso de moeda na economia mundial.
Exemplos dessa sobrecarga de dólares vê-se em todos os mercados. Na Bovespa, as ações estão muito valorizadas, algumas chegando a valer 30 vezes o valor patrimonial. Em algum momento, teria de haver um reajuste mais forte e é este o momento que estamos vivendo.”
Paulo Ferreira, leitor da Folha de S. Paulo
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Gabeira: “A Amazônia engole todos esses megaprojetos”
Um projeto tão grandioso que sequer chega a ser um projeto. Uma enxurrada de frases de efeito midiático que mais anseiam por repercussão do que por viabilidade e profundidade. Idéias dissonantes das tendências contemporâneas. Assim o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), de férias no Rio, avalia, em síntese, as propostas apresentadas na semana passada pelo ministro Mangabeira Unger para o desenvolvimento da região amazônica. Um resumo das críticas de Gabeira, em entrevista por telefone ao diário O Globo, está nos trechos abaixo.
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FRASE DA VEZ_2/21
“Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.”
Anais Nin, escritora
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OAB: suplente de senador é ‘indigência moral’
“Nada expressa melhor o nível de indigência moral do sistema político brasileiro do que a regra anômala dos senadores suplentes, que já venho chamando desde o ano passado de senadores clandestinos e que precisam ser extintos por uma reforma política”.
A afirmação foi feita hoje pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, ao ser questionado sobre a posse do novo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que permitirá que mais um senador – o décimo segundo – assuma o cargo naquela Casa legislativa, sem que tenha obtido um voto sequer dos eleitores.
A crítica de Britto é endereçada ao filho do novo ministro, Edison Lobão Filho (DEM-MA), que assume no Senado por ser suplente do pai. “Vamos ter mais um senador clandestino – tão biônico quanto aqueles inventados pelo Pacote de Abril, da ditadura militar, de triste memória”, sustentou o presidente da OAB.
Fonte: claudiohumberto.com.br
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