Arquivo do mês: agosto 2007
Uma nova classe média brasileira
“Surgida quase da noite para o dia, o Brasil tem uma nova classe média, segundo uma reportagem publicada na revista britânica The Economist. Essa fatia da população teria se beneficiado da estabilidade e do crescimento econômico no país, “Tendo deixado a pobreza para trás, a sua incipiente prosperidade está conduzindo o rápido crescimento de um mercado de consumo de massa numa região há muito tempo notória pelo duro contraste entre uma reduzida elite privilegiada e uma maioria pobre. Seu advento promete transformar a política da região”, diz a matéria.
Economist frisa que enquanto é possível medir a pobreza, o termo “classe média” já é mais subjetivo, e esclarece que a reportagem está se referindo àquelas pessoas que poderiam ser descritas como de classe média baixa. Muitas têm pequenos negócios ou trabalham no mercado de serviços. Na reportagem, entre 2000 e 2005, o número de famílias com renda anual entre R$ 12 mil e R$ 45 mil cresceu em 50% no Brasil, enquanto o grupo ganhando menos de R$ 6 mil anuais diminuiu dramaticamente. Isto significou um notável aumento na venda de carros novos, computadores e eletrônicos no país.
Conclui a revista inglesa que antes do fenômeno do surgimento da “nova classe média”, vê-se que em regiões brasileiras cuja população tangenciava a linha da pobreza, “os sinais de progresso estão em toda parte. Novos prédios de apartamentos, do tipo comum nas partes mais chiques de São Paulo, agora sobressaem por entre as casas do que ainda lembra as favelas”.
(BBC/BR-MS)
OPINIÃO: Precisa vir de fora a “deixa” para os aspones da Presidência da República refletir sobre as vaias e as manifestações organizadas de protestos contra Lula da Silva, e sua desastrada administração. A “nova classe média” é um fermento que irá fatalmente fazer crescer a massa dos pequeno-burgueses amedrontados da velha classe média, temendo perder a gordurinha que lhes resta consciente de que foi obtida à custa de privilégios e vantagens de antigamente… A intelligentsia dos funcionários públicos e empregados das estatais, por exemplo, ainda se divide entre o imediatismo proporcionado pela proximidade dos pelegos seus antigos companheiros de sindicato e a adesão à luta contra o acachapante Imposto de Renda, os salários injustos e a corrupção generalizada em todos os setores da administração pública. MIRANDA SÁ
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FRASE DA VEZ_8/19
“Nunca neste país houve tantas mudanças, diz o presidente Lula. E temos de concordar: mensalões, cuecões, dossiês, graves acidentes aéreos, bombeiros assaltantes. E o pior: a classe média tornou-se uma elite repugnante”.
José Roberto de Jesus (zerobertodejesus@gmail.com)
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Comentário (VI)
Os camisas pardas de Lula
“É bom a sociedade civil preocupada com a democracia abrir os olhos já para o modo como a Presidência da República usa e abusa da Polícia Federal (PF) como se fosse sua tropa particular. A PF é uma instituição republicana a serviço da sociedade, balizada por lei, deve agir nos limites do Estado Democrático de Direito, e sob hipótese alguma ser aparelhada à semelhança de uma guarda pretoriana ou, pior, “camisas-pardas”! Ao retirar com uso da força e impedir estudantes de se manifestarem pacificamente e na forma da lei, em Macaé (RJ), Lula mostrou achar que a PF é sua “polícia do regime”. Já vimos esse filme…”
Paulo Boccato (pofboccato@yahoo.com.br)
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Ao Debate (6):
O pé na realidade
“Ninguém espera que as autoridades deixem de lado a frieza e se associem ao nervosismo do mercado financeiro. Desde que não se distanciem do fato de que o imponderável pode vir a exigir habilidades mais elaboradas. O governo Lula não tem mostrado vocação para a administração da adversidade. Na economia, não teve – ainda bem – sequer a oportunidade de ser testado na gestão de crises. Por mais razão, conviria agora manter puxado o freio do otimismo para não perder o pé da realidade”.
Dora Krammer, jornalista
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Ao Debate (5):
Oportunismo
“Muito se tem falado de economia global, créditos imobiliários nos EUA, bolha, Bolsas e tudo mais. E nosso Presidente diz que esse é um problema dos EUA, não dele… Todos sabemos que o Presidente ora não sabe de nada, ora diz que são coisas da herança maldita… Afinal, de quem é o rumo da política econômica, da queda da inflação, é iniciativa do PT ou continuação do governo anterior? Sr. presidente, não podemos negar certos méritos seus, mas há ocasiões em que o senhor é tão oportunista que fico com vergonha de ter torcido tanto por seu êxito político”.
Manuel José falcão Pires (manuel-falcao@ig.com.br)
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FRASE DA VEZ_7/19
“O DEM escolheu fazer oposição como o PT. O PSDB pensa diferente: não queremos inviabilizar o governo”.
Mendes Thame, deputado federal tucano
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FHC e Lula da Silva se parecem
“O problema (do PSDB como do PT) não é o de cantar melhor o que fazem, mas o oposto: deveriam ouvir mais sobre o que não fazem ou sobre o que fazem mal. Até nisso os governos FHC e Lula se parecem. Na gestão anterior, o debate era interditado, porque, a cada crítica, o crítico era desqualificado como “neobobo”, “jurássico” etc. Nem os críticos internos, que reclamavam, por exemplo, do câmbio fixo, eram ouvidos. Deu no que deu: o colapso do real em 1999 e um segundo mandato que foi mera administração da crise. No governo Lula, mudou o sambinha, mas a nota é uma só: qualquer crítica é coisa da “direita” ou da “conspiração”.
O espírito é o mesmo, qual seja, a incapacidade de conviver com a crítica, de fazer autocrítica, de entender que governar um país como o Brasil é complexo demais para que qualquer um se arrogue a fórmula acabada, perfeita e única para fazê-lo. Os críticos internos também não são ouvidos. Veja-se o que Frei Betto, então assessor especial do presidente Lula, anotou em seu diário no dia 9 de janeiro de 2003, apenas uma semana depois da posse, ao tomar conhecimento do “contingenciamento” de R$ 14 bilhões “em prol do superávit primário, ídolo venerado no templo do mercado financeiro”: “[É] corte de recursos para necessidades vitais da nação, como saúde e educação, de modo a engordar a cesta de ovos de ouro dos credores da dívida pública”.
( do Editorial da Folha)
OPINIÃO: Depois de aderir sem-cerimoniosamente ao neoliberalismo, traindo o eleitorado esclarecido que o elegeu, Lula da Silva renegou também os princípios defendidos durante 25 anos pelo PT-partido. Causou mal-estar entre os muitos militantes que se deram conta disso logo no começo, mas continuou encandeando a vista dos menos dotados de inteligência e, por isso, elegem um “guia” para conduzi-los. Para quem tem olhos de ver, Lula é um FhC sem verniz. Tornaram-se semelhantes na traição nacional; um pedindo para esquecer o que escreveu e outro confessando que seus discursos eram bravatas. A parecença se acentuou pela falta de autocrítica e usar o ataque aos opositores, como defesa das suas debilidades. MIRANDA SÁ
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FRASE DA VEZ_6/19
“Recebi uma agenda de telefones de José Dirceu. Era usada por secretárias suas na Casa Civil. O bom é que, além dos números de telefone, foram anotados alguns recados de seus interlocutores”.
Diogo Mainard, colunista da Veja e blogueiro
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Informação (3)
Os “40” levados ao STF
“Entre junho de 2005, quando as denúncias sobre o mensalão ganharam as manchetes pelas mãos – ou pela voz – do então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), e maio de 2006, o Congresso viveu dias agitados, alimentado por três comissões parlamentares de inquérito simultâneas: as CPIs dos Correios, do Mensalão e dos Bingos. Uma denúncia puxava outra, o governo não saía da defensiva – e ali se formou o núcleo das denúncias em que o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, foi buscar o material para as 40 acusações levadas ao Supremo Tribunal Federal”.
Gabriel Manzano Filho, jornalista
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Comentário (V)
Todo cuidado é pouco
“Lula fica possesso com quem se manifesta contra ele. Nada mais característico de um déspota que a alergia à oposição. E nem há oposição em ação no seu governo, o PSDB, que mais deveria se manifestar contra ele está relaxado, como aconselhou a Ministra… Mas um bando pequeno de estudantes com apitos e narizes de palhaço, fortemente revistados e a maioria impedida de entrar, faz aflorar no presidente um discurso para lá de chavista, acusando as “zelites” de serem contra o Bolsa-Família e, logo, contra os pobres. Esse discurso demonstra claramente o vezo antidemocrático, populista e autoritário de Lula. Todo cuidado é “pouco”.
Maria Tereza Maurray (terezamurray@hotmail.com)
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