Arquivo do mês: agosto 2007
Afinidades
“Os senadores do PSDB são a esperança da Febraban e da Fiesp para barrar a prorrogação do imposto do cheque nos termos desejados pelo governo. Representantes dos bancos e da indústria paulista têm reunião amanhã em Brasília com a bancada tucana, que defende a diminuição gradativa da contribuição, enquanto os colegas do DEM advogam sua derrubada. Febraban e Fiesp não têm motivo para perder tempo na Câmara. Ali, Lula não precisa dos votos do PSDB para conseguir mais quatro anos de CPMF. No Senado, os tucanos sofrerão pressões opostas: de um lado, Febraban, Fiesp e grandes empresas que estão individualmente fazendo lobby contra; de outro, governadores como José Serra e Aécio Neves não têm interesse em extinguir o imposto do cheque.
Renata Lo Prete, jornalista (painel@uol.com.br)
OPINIÃO: Tucano é tucano… Tem bico grande, voa baixo e caga muito. Hoje – tirando a oposição de esquerda -, formada de dissidentes do PDT, PMDB e do PSB, e mais o senador do PSOL, somente os “democratas” combatem a famigerada CPMF mantendo coerência programática. É muito triste a gente constatar o fato de que pouco a pouco o PT e o PSDB se fundem e a parecença de Lula com FHC só destoa quando se trata do verniz cultural que o sociólogo demonstra e o pragmatismo esperto do ex-pelego sindical. MIRANDA SÁ
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Impunidade, uma acintosa agressão
“A sociedade brasileira está dividida em grandes fatias: uma de consciência patriótica e cultural, que trabalha, raciocina e produz, outras de pobreza enorme, população sem instrução e sem recursos, que se contenta com Bolsa Família ou qualquer tipo de ajuda pessoal, sem reivindicar seus verdadeiros direitos sociais, como o emprego pelo desenvolvimento e não pelo favor e pelo voto eleitoral. Sobre tudo isso pairam os políticos de espantosa mediocridade, excluídas as exceções cada vez em menor número. A frustração maior da sociedade consciente é com a impunidade da corrupção nas atividades públicas, que se tornou, nos últimos tempos, uma acintosa agressão aos sentimentos éticos do brasileiro. Desta imoralidade alastrada e deste exemplo derivam as violências das ruas, as negociatas nas empresas, as especulações aventureiras nos mercados, a degradação dos comportamentos, desde a derrubada da floresta amazônica até o tráfico de drogas”.
Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça no governo Sarney
OPINIÃO: Está aí um raciocínio lúcido e merecedor de encômios e aprovação. A passagem de Saulo Ramos no Ministério da Justiça não comprometeu a instituição e sua titularidade foi republicana, principalmente na restauração das liberdades democráticas. É a tal história, Sarney e seus auxiliares, esculpidos na política bacharelesca e burguesa pré-64, apresentaram uma dimensão diferente do governo do que sistematizaram seus sucessores, os déclassés Collor e Lula, com sequazes arrivistas e despreparados. Saulo demonstra neste texto a concepção da honestidade burguesa em extinção na política nacional. MIRANDA SÁ
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Reedição do patrimonialismo colonial
“A vida política reduziu-se, nos últimos tempos, à administração das crises internas da base governista e ao importante, mas limitado, terreno das apurações de sempre em torno dos escândalos da véspera.As prioridades do Executivo agora se concentram no esforço de obter a prorrogação da CPMF no Congresso. A manutenção “ad aeternum” de uma alíquota provisória sobre a movimentação financeira se torna como que o símbolo de um modelo político em que nenhuma solução de longo prazo é discutida e aprovada, em que o temporário se torna crônico, em que os cuidados do varejo predominam sobre a visão de Estado e em que a velha “vontade política” se traduz, em toda parte, no desejo de ocupar mais postos de poder.
Trocam-se emendas por migalhas, negocia-se com esforço a manutenção da mesma coisa, órgãos públicos são entregues de “porteira fechada” a pecuaristas virtuais, para manter intocadas as fontes de recursos à disposição de uma estrutura parasitária e ineficiente.De republicana e democrática, a vida política brasileira parece assim transformar-se numa espécie de reedição do patrimonialismo colonial: distribuem-se capitanias aos favorecidos, organizam-se periódicas derramas tributárias, o país estagna, e a corte se diverte”.
(Agência Folha)
OPINIÃO: Outro dia escrevi um artigo em cima deste tema. Não há prática eleitoral mais parecida com os restos do coronelismo paternalista do que a distribuição de esmolas e sinecuras para conquistar votos. O pior é que isto que se reflete nas bases é o que se faz na cúpula do PT-governo; relações espúrias de compra e venda de consciências no carnaval sórdido e vicioso dos corruptos e corruptores fantasiados de mensaleiros e sanguessugas. É o reino dos pelegos amorais que entravam o desenvolvimento econômcio para manter os privilégios de classe dominante. MIRANDA SÁ
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COMENTÁRIO (V)
Oswaldo Peralva era dirigente do Partido Comunista, ficou escandalizado com o Relatório de Kruschev denunciando os crimes de Stalin, não quis mais, saiu, escreveu “O retrato”, um livro corajoso e magistral, e andava muito chateado com a situação toda. Encontrou-se com Lourival Coutinho, conversaram. Lourival contou a Joel:
– Coitado do Peralva. Saiu do PC decepcionado, perdeu os melhores anos da vida dele.
– Avisei a ele. Ele não me ouviu porque não quis. Eu sempre dizia a ele: “Peralva, faça como eu, entre para o Partido Socialista, porque lá você não se ilude mas também não se desilude”.
Fonte: Tribuna da Imprensa/Sebastião Neri
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FRASE DA VEZ_5/20
“A corrupta CPMF não vai acabar enquanto tivermos um governo sem moral como o atual, pois ela é um caixa 2 e, no momento, moeda de negociação com os corruptos políticos, que são a maioria dos nossos parlamentares”.
Raul Moreira (raulmoreira@mpc.com.br)
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Ao Debate (5):
Ongs fantasmas
“O MEC detectou seis ONGs fantasmas – duas em São Paulo e quatro na Bahia. Juntamente com outras três entidades, todas com nomes “politicamente corretos”, como Associação de Inclusão Social, Núcleo Cultural Direito ao Saber e Fundação Humanidade Amiga, elas receberam R$ 2,2 bilhões do FNDE para alfabetizar 50 mil pessoas e não ensinaram ninguém. Por falta de controle do governo, essas ONGs ganharam dinheiro fácil durante muito tempo, até a publicação das reportagens do JT e do Estado”.
(Agência Estado)
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Vamos rir?
Do Blog do Nogueira Júnior: ( http//nogueirajr.blogspot.com/)
“Nos meus vinte e cinco anos de vida, e alguns de leitura, despregado da sociologia achada na rua (obviamente com os seus pares: filosofia, o direito, pedagogia, política, etc., e pregado na poesia. Esta nos redime e aquela( não é uma mera coincidência este pronome que denota e conota o longínquo) ora rebuscada, ora indigente de prosa poética.Ao cabo disto, cheguei a seguinte conclusão”:
A QUADRILHA NA ACEPÇÃO ESCATOLÓGICA
O PMDB amava o PT
que amava PC do B
que odiava o DEM
que amava PMDB que odiava o
PSOL que não amava ninguém.
PSOL foi para Cuba,
PC do B para o asilo,
PT morreu de desastre,
PMDB ficou órfão,
LULA suicidou-se
…E o PT casou com PSDB que não tinha entrado na história,
pois não mostrou personalidade…
Observação: O PSDB se casa com um fantasma: o Trotskista e o Stalinista ( fundem-se num corpo só).
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JORNAL DE HOJE_Artigo publicado nesta segunda-feira
Ser um Estadista. Esta é a questão
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
Perdoe-me àqueles para quem quando Lula da Silva fala o mundo se ilumina, mas acho que em termos de estadista não é bem ele o que o Brasil precisa. Está em uso corrente na imprensa falar-se de que a crise mundial da economia acabou com o “céu de brigadeiro”, os dias azuis em que gerir o sistema econômico era fácil, uma simples conta aritmética de diminuir e somar. Isto ficou comprovado quando saiu Palocci – considerado genial e insubstituível e entrou Mantega tão apagado e cinzento que me lembra Lavrenti Béria na corte de Stálin. O negócio é fazer o que seu mestre mandar: tirar dinheiro das contas públicas e depositar no cofrinho do superávit primário…
Atravessando a inevitável turbulência provocada pela economia interna dos Estados Unidos – que representa 71% no concerto nas nações. – o Brasil é obrigado a deixar para trás os êxitos sem custo ou esforço dos hierarcas do PT-governo. E é por isso que nos faltará um líder com credibilidade para enfrentar as tensões e conflitos fatais nos tempos difíceis.
Recordamos o inglês Winston Churchill que eleito para enfrentar a guerra contra o nazi-fascismo falou ao povo britânico sem demagogia, prometendo-lhe apenas “sangue, suor e lágrimas” para depois, anunciando com orgulho o fim do conflito mundial, dizer: “Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”. E no Brasil, que tivemos um marechal Floriano Peixoto diante de um ultimato da esquadra do Império Britânico no litoral do Rio de Janeiro, perguntando como seus marinheiros seriam recebidos, respondeu: “À bala!”.
E Getúlio Vargas, sempre recordado como um autêntico Chefe da Nação, expressando com tino político inigualável a fundação do Estado Novo, pediu ao povo confiança e paciência para enfrentar os dias difíceis na busca de um equilíbrio entre o comunismo e o fascismo; e às vésperas do trágico suicídio escrever: “Saio da vida e entro para a História!”. João Goulart que aparece no noticiário político e mesmo nos primeiros e precipitados textos de história como um homem tímido até de certa forma humilde, convocou o povo para anunciar-lhe em praça pública as reformas de base.
Este conjunto de atitudes e comportamentos mostra homens que exprimiam confiança na condução das instituições nacionais. Quando se fizer necessário o líder deve mostrar que seu governo age para o bem do interesse público a fim de evitar sacrifícios e revelar os meios que dispõe para isto. Não esconder como é e como será enfrentado o problema e as alternativas para resolvê-lo. Evidentemente não é este o perfil de Lula da Silva.
Pelo que tiramos de experiências anteriores, inclusive esta mais próxima do trágico acidente com o Airbus da TAM, ele se ocultou num jogo de esconde-esconde por 72 horas, abalado, dando tempo para a poeira baixar. Recordemos também a explosão das denúncias do mensalão: ele estava no Exterior e fingiu não dar importância ao assunto, elogiando os “companheiros” enterrados até o gogó nas práticas corruptas e corruptoras; ao voltar ao país, se disse traído por eles.
Agora, diante da crise mundial, Lula dá garantias de solidez da nossa economia, com a inflação controlada e quase 200 milhões de dólares guardados no cofre. A situação que lhe foi exposta leva-o de volta ao bravateiro dos primeiros tempos e à presunção arrogante de induzir que tudo se resolve pela esperteza, dizendo inconseqüente que a crise é um problema norte-americano que não afeta o Brasil.
Isto não é sequer uma meia verdade. A situação interessa, comove e já traz prejuízos à economia de milhões de brasileiros e, pelo que se projeta nos círculos especializados poderá se agravar. E é muito pior do que a crise do petróleo que Geisel enfrentou e o apagão energético que surpreendeu Fernando Henrique. Há possibilidade deste ataque externo se tornar mais virulento e não esperará que as soluções se estendam por 10 meses – como a crise da aviação comercial, que se mantém contida apenas pelo discurso espontâneo e irrefletido de Lula.
Os espectros que rondam o PT-governo e este momento grave não se manifestam somente para Lula da Silva e seus incompetentes auxiliares, mas a todos nós. Se ocorrer o pior, todos atravessaremos uma fase difícil de dúvidas e incertezas e isto nos faz lamentar que Lula não seja um estadista. Esta é a questão.
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FRASE DA VEZ_4/20
“Quando o ministro Guido Mantega diz que o governo não pode prescindir da arrecadação da CPMF, faz lembrar a frase que repetia o autor e cantor de modinhas Juca Chaves para promover seus shows: “Ajude este menestrel a comprar o seu caviar.”
Luis Fontana Rabal (lontrapepe@uol.com.br)
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Comentário (IV)
Infra-estrutura
“Na pista escorregadia da economia global, o Brasil se assemelha ao fatídico Airbus da TAM com um motor querendo acelerar com o reverso pinado e o outro querendo brecar com o reverso ativado. De um lado, a intenção de gastar bilhões, programados para investimentos em infra-estrutura, do outro, a resistente cultura do segura, segura, segura…”
Sergio S. de Oliveira (ssoliveira@netsite.com.br)
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