Arquivo do mês: agosto 2007
Omissão criminosa
“É estarrecida que a sociedade brasileira agora fica sabendo que a tragédia de Congonhas teve conotações de verdadeiro crime, decorrente de algo ainda muito pior do que a incompetência técnica de entidades públicas, preenchidas pela via do fisiologismo político – como a princípio se supunha. Muito pior porque agora se sabe da negligência, da omissão e da irresponsabilidade de agentes dessas entidades, que tiveram em mãos todas as informações técnicas sobre a total probabilidade de ocorrência daquela tragédia, mas permitiram que prevalecessem os interesses gananciosos de companhias aéreas, dispostas que estavam a realizar os maiores lucros a qualquer custo, notadamente ao da segurança dos usuários.
Documento revelado quinta-feira última (23) na CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados – distribuído pela diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, durante o depoimento de mais de sete horas em que se defendia da acusação de ter entregue à Justiça um documento sem validade em favor da liberação da pista de Congonhas – faz a prova incontestável de que tanto a Anac quanto a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) tinham a noção exata do perigo que significava pousar em Congonhas. Editorial do Estadão
OPINIÃO: Este texto bate na ferida. Para acrescentar algo, apenas a lembrança – do que não se deve esquecer jamais – que toda tchurma da Anac foi colocada ali pela política de aparelhamento do PT-governo. Dona Denise, que borboleteou nos ninhos tucanos, foi indicada por Zé Dirceu, o mesmo que botou Waldomiro Diniz na Casa Civil, e elegeu Genoino, Delúbio e Silvinho Land-Hover para a direção nacional do PT-partido. Que houve crime, houve; que há impunidade há. E o pior é que em nome da democracia teremos que agüentar esses irresponsáveis até 2010! MIRANDA SÁ
- Notícias
- Comentários desativados em Omissão criminosa
- Tweet This !
FRASE DA VEZ_7/26
“Os que combatem meu governo e atacam o Bolsa-Família são os que mais ganham dinheiro”.
Lula da Silva, presidente da República
- Notícias
- Comentários desativados em FRASE DA VEZ_7/26
- Tweet This !
Comentário (III)
Coronel Dirceu
“Os 10 milhões que Duda Mendonça confessou que o PT depositou em uma conta dele no exterior para eles são uma mixaria. Os 10 milhões que Waldemar Costa Neto contou que recebeu do PT foram uma merreca. Os milhões que Marcos Valério pegou no Banco Rural e no BMG para o PT, depois dos acertos dos banqueiros com Dirceu, Genoino, Delúbio, Silvinho, na Casa Civil, dentro do Palácio do Planalto, eram restos da gamela. O dinheiro do Banco do Brasil na Visanet, que o insaciável Gushiken mandou Pizzolatto dar a Valério para voltar para Delúbio, foi só uma lavagenzinha do tacho. Isso tem um nome e o País inteiro sabe: roubo, roubalheira. Não adiantou espernearem. O imperturbável procurador geral e o criterioso ministro Barbosa provaram, didaticamente, que uma “quadrilha” se organizou, criou-se uma “organização criminosa” para disfarçar o crime a serviço do PT. O chefão tinha nome. E não era o coronel Moran. Era o coronel Dirceu”.
Sebastião Nery, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Comentário (III)
- Tweet This !
Informação:
Central de produções
“O contador José Appel, que acompanhou o presidente do Senado, Renan Calheiros, no depoimento aos três relatores de seu processo no Conselho de Ética, não é um contador qualquer. É dono de escritório bastante conhecido em Brasília, especializado na prestação de serviços de documentação contábil. Appel entrou na história em junho, logo depois de o senador Calheiros ter dito que não possuía comprovantes dos pagamentos feitos à jornalista Mônica Veloso a título de pensão alimentícia da filha e de, no dia seguinte, seu advogado, Eduardo Ferrão, ter entregado um maço de extratos ao Senado para, segundo ele, comprovar as transações”.
Dora Krammer, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Informação:
- Tweet This !
Em cima da hora:
“Por meio de assessoria de imprensa, o Banco Rural reafirmou a crença na “inocência dos seus diretores”, entre eles a presidente da instituição e principal herdeira do grupo, Kátia Rabello, que também preside o conselho de administração do Banco. “O Banco Rural acredita na inocência de seus diretores e manterá a mesma transparência e o espírito de colaboração que pautaram suas decisões desde o início da chamada crise do mensalão”, diz a nota”.
- Notícias
- Comentários desativados em Em cima da hora:
- Tweet This !
FRASE DA VEZ_6/26
“Nunca autorizei ou participei de qualquer desmando na gestão das verbas destinadas pelo Banco do Brasil ao Fundo Visanet”.
Luiz Gushiken, réu no Processo do Mensalão
- Notícias
- Comentários desativados em FRASE DA VEZ_6/26
- Tweet This !
Quem quer o Brasil moderno?
Vamos abrir aspas para o professor Gaudêncio Torquato, que sabe das coisas e tem um jeito especial de transmiti-las ao seu público leitor. Este texto é esclarecedor com respeito à medida aritmética da miséria, uma soma interminável de esmoleres que se ancoram no adjutório governamental sem perspectiva de escapar da vergonhosa servidão. Dizem que já há herdeiros de segunda geração com direito á inscrição no Programa… MIRANDA SÁ
“Há no País uma mania de torcer pela desgraça? O autor deste desatino, expresso em mais uma fala extravagante, é ninguém menos que o presidente da República. Que desalmado é capaz de torcer por tragédias aéreas, pela violência que consome a precária reserva de segurança dos habitantes das metrópoles ou pelo tétrico desfile de pessoas desesperadas nos corredores dos hospitais da Paraíba e de Alagoas, onde médicos em greve cruzam os braços diante de pacientes em estado grave?Lula se queixa de uma torcida contra seu governo. Pode até haver críticas injustas a ações governamentais, principalmente de adversários políticos, mas não há como negar que certos projetos exibem traços eleitoreiros. E que continua no palanque, como denota sua fala no encerramento da Marcha das Margaridas, em Brasília.
O mandatário-mor passa boa parte do dia usando o verbo e prometendo verbas. A liturgia eleitoreira impregna a alma lulista. E ela é responsável por exageros e generalizações. Possivelmente o perfil de Lula como eterno candidato passe despercebido das platéias que o ouvem, principalmente quando se trata de multidões em praças públicas. A massa deixa escapar o senso crítico. Diante dela, o sentimento do líder em relação à sua própria multiplicação ganha força. Em se tratando de Lula, a hipótese chega às alturas. O ex-metalúrgico tem obsessiva necessidade de lembrar que é o maior, o melhor, o único capaz de conduzir o povo à Terra Prometida. Lembra João Agripino, ex-ministro e ex-governador da Paraíba, montanha de vaidade, que costumava dizer: “Deus estava com mania de grandeza quando me criou.”
Críticas aos programas sociais do governo apontam o caráter mercadológico e assistencialista que favorece a cultura da acomodação. Quem não se lembra do espalhafatoso Fome Zero, que se perdeu no baú do esquecimento? O Bolsa-Família beneficia 46 milhões de pessoas com uma injeção de R$ 72 mensais para as famílias. Alguns técnicos o consideram um bom programa de transferência de renda. Mas é distributivismo em forma pura, descolado do compromisso com avanços. Joga as pessoas na sacola da mesada mensal. Basta anotar que, em vez de diminuir, o programa se expande. Que lógica é esta? A pobreza, então, aumenta?”
Gaudêncio Torquato, jornalista e professor
- Notícias
- Comentários desativados em Quem quer o Brasil moderno?
- Tweet This !
O julgamento do mensalão
“Momento mais acirrado até aqui no julgamento preliminar do mensalão, a análise da abertura de processo contra o ex-ministro Luiz Gushiken por peculato – receber vantagem indevida em função de cargo público – quase “rachou” o STF. Ao defender seu voto, o relator Joaquim Barbosa chegou a dizer que “não teria dúvida nenhuma em absolver o ex-ministro” se o plenário estivesse julgando naquele momento a própria ação penal – e não só a abertura do processo contra o ex-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo. “É preciso investigar, podem surgir novos elementos no curso da ação penal”, insistiu. Voto vencido, o ministro Eros Grau chegou a chamar a acusação do Ministério Público contra Gushiken de “mera ilação”. “E a CPI não é precedente para nós”, disse Eros Grau depois de o ministro Cezar Peluso ter defendido a abertura do processo sob o argumento de que a CPI dos Correios, com base nas mesmas provas, pediu o indiciamento de Gushiken”.
Marta Salomon, jornalista
OPINIÃO: A cada revelação de voto, os meritíssimos ministros do STF vão se humanizando aos nossos olhos. Eu só gostaria que essa humanização fosse civilizatória, isto é, que respeitasse o pacto social, aplicando a justiça boa e perfeita. Quanto aos advogados de defesa, fico aplaudindo nossos gloriosos chargistas que, sem individualizar, desmoralizam a cultura bacharelesca do jogo de palavras, a distorção dos conceitos processuais, as mentiras capciosas e a protelação ardilosa. Fatos novos e inesperados mudaram os rumos previamente traçados e racharam a alta corte de justiça. Até agora parece que favorece o anseio nacional de ver os culpados não escaparem impunes do STF. MIRANDA SÁ
- Notícias
- Comentários desativados em O julgamento do mensalão
- Tweet This !
FRASE DA VEZ_5/26
“A sociedade e mesmo a imprensa não o sabem, mas o magistrado independente é autêntico defensor de ambos.”
Eros Grau, ministro do STF
- Notícias
- Comentários desativados em FRASE DA VEZ_5/26
- Tweet This !
Ao Debate (2):
“Uma audiência na Corte Suprema – no caso, o nosso STF – é esperada com uma expectativa acima do comum. Mas confesso que fiquei um pouco frustrado com o comportamento de alguns magistrados na audiência do processo do mensalão. Alguns meritíssimos gritando, não ouvindo o que o outro falava, e até a troca de bilhetinhos, flagrada por um fotógrafo. Em certos momentos me veio à mente a comparação com alguns parlamentares durante as audiências das CPIs. Mas um detalhe me chama a atenção. O “valerioduto” começou nas eleições de 1998, quando o ex-governador de Minas e atual senador Eduardo Azeredo, do PSDB, “acertou” com Marcos Valério a obtenção de verbas para cobrir as despesas de alguns candidatos mineiros. Por que ele está fora desse processo?” Uriel Villas Boas (urielvillasboas@yahoo.com.br)
X
“Na Suprema Corte dos EUA, troca de mensagens entre seus juízes, e muitíssimo mais agressivas, é vista com naturalidade, como inseparável componente da angústia humana de julgadores à busca do justo – a função deles. É o que documentam, fartamente, no livro Por Detrás da Suprema Corte, os jornalistas Scott Armstrong e Bob Woodward – este hoje editor do Washington Post, que, com Carl Bernstein, autor de A Woman in Charge, sobre Hillary Clinton, ambos vencedores do Prêmio Pulitzer, decifrou o escândalo Watergate. O saudoso ministro do Supremo Evandro Lins e Silva foi o convidado de honra da editora Saraiva no lançamento no Brasil. É o maior best seller do mundo sobre a Justiça, leitura obrigatória nas Faculdades de Direito americanas, e sempre recomendado aos amigos pelo grande Theotonio Negrão. Nada mais natural, pois, em nosso Supremo”. Renato Guimarães Jr. (renatogjr@yahoo.com)
- Notícias
- Comentários desativados em Ao Debate (2):
- Tweet This !
Comentários Recentes