Arquivo do mês: julho 2007

FRASE DA VEZ_2/22

“Resta saber se eles (os diretores da Anac) foram condecorados pela submissão aos interesses das companhias, pelo silêncio diante da tragédia em Congonhas ou pelo conjunto da obra do caos aéreo”

Vic Pires, deputado-federal (DEM-PA)

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Dez meses, 350 mortes depois

“No Brasil presidido por Luiz Inácio da Silva é assim: o governo não sabe o que fazer, faz qualquer coisa e ainda quer que o País reaja sereno, quando não agradecido. O presidente da República talvez se surpreenda e ainda mais uma vez se sinta injustiçado com a avaliação de que seu pronunciamento à Nação na noite de sexta-feira foi pífio.

Falhou no quesito emoção, porque lhe faltou a veracidade da manifestação de solidariedade no momento exato da comoção e falhou no requisito administração, ao anunciar medidas para minorar os riscos futuros, menosprezando a gravidade dos fatos e, sobretudo, insistindo em não dar à crise aérea a sua real dimensão.

O máximo a que se permitiu foi reconhecer que o sistema de tráfego aéreo passa por “sérias dificuldades”. Isso, dez meses e 350 mortes depois de repetidas e não resolvidas demonstrações de que a situação está absolutamente fora do controle”.

Dora Kramer, (dora.kramer@grupoestado.com.br)

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FRASE DA VEZ_1/22

“Modelo de moralidade lulista é Luis Fernando Veríssimo. Ele disse que prefere ficar calado diante das “mutretas” do lulismo porque teme ser confundido com os reacionários…”

Diogo Mainard, articulista de Veja

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THIAGO PEREIRA FICA COM O BRONZE NOS 100 m COSTAS

O brasileiro Thiago Pereira perdeu a invencibilidade na natação dos Jogos Pan-Americanos. Já desgastado após uma semana repleta de competições, ele ficou com a medalha de bronze, neste domingo, no Parque Aquático Maria Lenk, na prova dos 100 m costas. O ouro foi do norte-americano Randall Ball.

Essa foi a sétima medalha de Pereira, o que lhe dá o recorde nacional de pódios em um só Pan, superando feito de Djan Madruga em San Juan-1979 (três de prata e três de bronze). Ele havia chegado a essa prova com seis de ouro (200 m e 400 m medley, revezamentos 4 x 100 m e 4 x 200 m livre, 200 m costas e 200 m peito).

Pereira ainda tem a chance, neste domingo, de conquistar a oitava medalha em sua oitava prova, já que abrirá o revezamento 4 x 100 m medley no nado de costas. Completam a equipe Kaio Márcio (borboleta), Henrique Barbosa (peito) e César Cielo (crawl).

Fonte: Uol/Pan

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Rebeca Gusmão ganha o ouro nos 100 m livre

A brasileira Rebeca Gusmão conquistou a medalha de ouro nos 100 m livre dos Jogos Pan-Americanos. Ela terminou a prova em 55s17. Flávia Delaroli, a outra brasileira da competição, terminou na terceira posição e conquistou a medalha de bronze com o tempo de 55s84.

Com o tempo que lhe valeu a medalha de ouro, Rebeca estabeleceu o novo recorde sul-americano na prova.

A brasileira, no entanto, um pouco distante do recorde pan-americano, estabelecido pela norte-americana Amanda Weir durante a edição de 2003, em Santo Domingo ( República Dominicana), com o tempo de 54s48.

A medalha de prata ficou com a venezuelana Arlene Semeco, com o tempo de 55s78.

Esta é a segunda medalha de ouro de Rebeca Gusmão nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Ela já havia terminado no primeiro lugar na prova mais rápida da natação, os 50 m livre.

Essa medalha de ouro, aliás, havia sido a primeira da natação feminina na história dos Jogos Pan-Americanos. Com 25s05, ela marcou os novos recordes sul-americano e pan-americano.

Fonte: Uol/Pan

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Brizola e ACM, “In memoriam”

Embora discordasse ideologicamente do senador Antônio Carlos Magalhães, nunca deixei de admirar a coragem e a passionalidade com que defendia seus princípios. Brizolista convicto, aprendi a respeitar ACM após entender que ele era o Leonel Brizola da direita, pois ambos, militando em lados opostos, tinham marcantes pontos em comum, a exemplo da forma direta e apaixonada como defendiam seus pontos de vista, da entrega total com que se dedicavam à atividade política e da incrível capacidade de gerar sentimentos fortes em todos os que estavam à sua volta, fazendo-os ser amados ou odiados, mas nunca ignorados.

Se o Congresso fosse mais bem provido de homens da extirpe de Brizola e ACM, seguramente os brasileiros teriam menos vergonha e decepções com sua representatividade parlamentar, hoje em dia majoritariamente composta por políticos sem ideologia, sem coragem cívica e sem lastro ético. Vá em paz, ACM!

Júlio Ferreira (julioferreira@superig.com.br)

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Um artigo do Senador Pedro Simon

SOBE!

Quando ingressei na vida pública, há cinco décadas, eu apertei o botão de subida do elevador da política, no seu sentido mais puro. E ele subiu. Parou em muitos andares. Abriu e fechou. Muitas vezes, parecia que as portas emperravam, presas a grades e a paus-de-arara. Mas, mesmo assim, abriam-se, com o esforço de todos os passageiros. Havia uma voz, que anunciava cada etapa dessa nossa subida, na busca do destino almejado por todos nós. “Liberdade”, “democracia”, “anistia”, “diretas-já”. Não era uma voz interna. Ela vinha das ruas, e ecoava de fora para dentro. Vi gente descer e subir, em cada um dos andares deste edifício político.
Comigo, subiram Ulysses, Tancredo, Teotônio.

Já nos primeiros andares, vieram Covas, Darcy, Fernando Henrique. Mais um ou outro andar, Lula, Dirceu, Suplicy. Outros mais, Marina, Heloísa. De repente, o elevador parou entre dois andares. Alguém mexeu, indevidamente, no painel. Parece que alguns resolveram descer e fizeram mau uso do botão de emergência. O Covas, o Darcy, o Ulysses, o Tancredo, o Teotônio já haviam chegado a seus destinos. Sentimos, então, uma sensação de insegurança e de falta de referências.

Apesar dos brados da Heloísa, parecia que nada poderia impedir a nossa queda livre. A cada andar, uma outra voz, agora de dentro para fora, anunciava, num ritmo rápido e seqüencial: “PC”, “Orçamento”, “Banestado”, “Mensalão”, “Sanguessugas”, “Navalha”, “Xeque-Mate”. Alguns nomes, eu nem consegui decifrar, tamanha a velocidade da descida. E o elevador não parava. Nenhuma porta se abria. Haveria o térreo, de onde poderíamos, de novo, ganhar as ruas. É que imaginávamos que seria o fundo do poço do elevador da política. Qual o quê, não sabíamos que o nosso edifício tinha, ainda, tantos, e tão profundos, subsolos. Daí, a sensação, cada vez mais contundente, de que o baque seria ainda maior. Quantos seriam os subsolos? Até que profundezas suportaríamos nessa queda livre?

Mais uma vez de repente, o elevador parou, subitamente. Uma fresta, uma sala, uma discussão acalorada. Troca de insultos. Uma reunião da Comissão de Ética da Torre Principal do Edifício. O Síndico teria pago suas contas pessoais com o dinheiro do Condomínio, através do funcionário do lobby de um outro edifício. E, por isso, teria, também, deixado de pagar pelos serviços de manutenção do elevador. Mais do que isso, o zelador também não havia recebido o seu sagrado salário, para o pão, o leite, a saúde e a educação da família. Idem o segurança.

Mas, havia algo estranho naquela reunião: os representantes dos condôminos, talvez por medo de outros sustos semelhantes, em outros solavancos do elevador, defendiam, solenemente, o Síndico. Ninguém estava interessado em avaliar a veracidade das suas informações. Nem mesmo as contas do Condomínio. Queriam imputar culpa ao zelador e ao segurança. Ou, quem sabe, teria o tal Síndico informações comprometedoras, gravadas nos corredores soturnos do edifício, a provocar tamanha ânsia solidária? Não se sabe, mas, tudo indica, isso jamais será investigado, enquanto vigorar a atual Convenção de Condomínio.

Há que se rever, portanto, essa Convenção. Há que se consertar esse elevador. Há que se escolher um novo ascensorista. Há que se eleger um novo síndico. Há que se alcançar o andar da ética. A voz das ruas tem que ecoar, mais alto, nos corredores deste edifício. A voz de dentro, parece, insiste em continuar violando os painéis de controle. Até que não haja, mais, subsolos. E, aí, o tal baque poderá ser irreversível. Não haverá salas de comissões de ética. Porque não haverá, mais, ética.

Quem sabe, nem mesmo, edifício.

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PELOS JORNAIS_Chamadas_22.jul.07

JORNAL DO BRASIL
“Em seis meses de atuação no Rio, os soldados da Força Nacional de Segurança que vigiam os acessos do Complexo do Alemão custam à União mais de R$ 200 mil por dia. Ao todo, a FNS já consumiu R$ 39 milhões, cerca de 78% da verba destinada pelo governo federal para a força em 2007”.
FOLHA DE SÃO PAULO
“Pesquisa Datafolha revela que só 26% dos paulistanos querem o fechamento definitivo do aeroporto de Congonhas, palco na última terça do maior desastre da história da aviação no país. Para 34%, Congonhas deveria continuar operando, mas com menos vôos. Outros 29% querem seu fechamento apenas até o esclarecimento das causas do acidente com o Airbus da TAM”.
O ESTADO DE SÃO PAULO
“Na crise aérea, o governo se comporta como um bando de baratas quando um ralo é destampado: todos fogem e ninguém se entende”. (Celso Ming)
O GLOBO
“O tráfego aéreo brasileiro cresce à velocidade de cruzeiro: de 2003 a maio deste ano, o número de passageiros subiu 40% no país. No mesmo período, o governo cortou 49% do orçamento dos órgãos encarregados da segurança do vôo, informa José Casado. Esse é apenas um dos aspectos do caos aéreo que o país enfrenta, com dois acidentes que resultaram em mais de três centenas de mortes nos últimos 10 meses.

Há 19 órgãos federais no setor que não se entendem. E o país não tem sequer uma política de aviação civil. A Agência Reguladora da Aviação Civil, a Anac, transformou-se em reduto de nomeações políticas. E, de acordo com suas próprias contas, gasta mais com supérfluos do que com a fiscalização da aviação”.
GAZETA MERCANTIL
“O governo tenta exibir hoje sua primeira reação concreta à maior tragédia da aviação civil brasileira. O presidente Lula convocou reunião do Conselho de Aviação Civil para bater o martelo em um pacote de medidas com o objetivo de controlar a crise no setor aéreo. Ontem, a primeira providência esboçada pelo governo foi a redução imediata do número de pousos e decolagens em Congonhas”.
CORREIO BRAZILIENSE
“Perto de completar 71 anos, Congonhas carrega um título nada animador para quem registrou, só no ano passado, um fluxo de 230.995 aeronaves: entre os aeroportos do mundo, é o campeão em acidentes com colisões em estruturas urbanas e obstáculos naturais, de acordo com levantamento do professor Luiz Henrique Werneck, da USP. Com a tragédia de terça, Congonhas somou oito acidentes desse tipo nas últimas seis décadas. O segundo colocado é o aeroporto La Aurora, na Guatemala”.
VALOR ECONÔMICO
“O presidente Lula foi convencido de que precisa dar respostas rápidas à sociedade. Por isso, vai fazer um pronunciamento hoje à noite, em cadeia de rádio e televisão, para apresentar as medidas que o governo tomará em relação ao aeroporto de Congonhas. Uma das medidas será a redução no número de pousos e decolagens no aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem pronta uma resolução para limitar a 33 o número de movimentos por hora em Congonhas.

Hoje o aeroporto trabalha com um limite de 44 operações nos horários de pico e de 40 no restante do dia. Ainda não está definido se jatos executivos, que podem fazer de duas a seis operações atualmente, também terão um limite menor. O pacote de medidas emergenciais para Congonhas estava em elaboração ontem à noite. O presidente também pensa em mudar o comando da Infraero, mas a substituição pode ficar para um segundo momento. Procura ainda um gestor para coordenar os diferentes órgãos que atuam no setor aéreo. Esse gestor poderia ser o secretário-executivo do Conselho Nacional de Aviação (Conac), mas a proposta é avaliada com cautela, pois o secretário, no formato atual, fica subordinado ao ministro da Defesa.

Lula tem dificuldades para demitir Waldir Pires, por não querer que ele seja responsabilizado pela crise e pelo acidente de Congonhas. Mas foi convencido de que essa era uma das respostas esperadas pela sociedade após meses de caos aéreo. A substituição foi assunto da reunião de ontem da coordenação política do governo”.

Revistas desta Semana_De 16 a 22.jul.07

VEJA
As autoridades são outra catástrofe – O acidente de Congonhas revela como é enfrentado o caos aéreo: com incompetência, negligência, cinismo e deboche. Para não falar da corrupção, é claro.
ÉPOCA
Horror no vôo 3054 – O desastre com o avião da TAM deixou um saldo de morte, desespero, lágrimas, luto, indignação – e muitas perguntas sem resposta. De quem é a culpa? Ficou mais inseguro voar? Até quando teremos de tolerar o caos aéreo? O que é possível fazer para evitar novos desastres? Nas próximas páginas, “Época” tenta desvendar o significado da maior catástrofe da história da aviação brasileira.
ISTOÉ
Editorial: De quem é a culpa? – O País, perplexo, assiste a um capítulo fatal no rastro da crise aérea que se arrasta sem fim. Foi por vezes uma tragédia anunciada, tamanha a quantidade de ocorrências de risco que a precederam. (…) Podem-se levantar várias alegações para o inaceitável fim do vôo 3054 – a chuva, o avião pesado, a velocidade da aeronave, eventuais erros do piloto, problemas técnicos -, mas nenhuma delas será capaz de afastar da mente dos brasileiros a sensação de descaso do poder central.
O descaso oficial – Incapaz de dar respostas à crise aérea em dez meses, o governo federal demorou dias para reagir ao desastre.
ISTOÉ DINHEIRO
Um preço alto demais – As 200 vítimas do acidente da TAM são o dramático saldo da omissão e da incompetência na gestão da crise Os comandantes do descaso – A Anac, que deveria fiscalizar o setor aéreo assiste, inerte, ao agravamento da crise A maquiadora de aeroportos – Infraero transformou os terminais em verdadeiros shoppings. Mas deixou de lado a segurança.
CARTA CAPITAL
Antes da apuração das causas deste acidente, são inegáveis o lobby das empresas, a prepotência da Infraero, a condescendência da Anac e a omissão do governo.

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Revistas Semanais_Capas

CARTA CAPITAL – A tragédia de Congonhas

ISTOÉ DINHEIRO – TAM vôo JJ 3054 – O preço do caos aéreo

ISTOÉ – A tragédia do vôo 3054 – Fatalidade ou crime?

ÉPOCA – Vôo 3054

VEJA – Até quando? – São Paulo, terça-feira, 17 de julho de 2007

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MANCHETES de hoje, 22.jul.07


VALOR ECONÔMICO – Presidente anuncia hoje pacote para o setor aéreo

CORREIO BRAZILIENSE – Congonhas, líder mundial em acidentes

GAZETA MERCANTIL – Frigoríficos na Bolsa devem ativar aquisições

O GLOBO – Tráfego cresce e governo corta em segurança aérea

ESTADO DE SÃO PAULO – Sistema aéreo volta a falhar e desvia vôos internacionais

FOLHA DE SÃO PAULO – Paulistano defende Congonhas, mas com mudanças

JORNAL DO BRASIL – A rotina de quem é vizinho do medo

TRIBUNA DA IMPRENSA – Governo vai acabar com escalas em Congonhas

DIÁRIO DE NATAL – MP sabe que propinas foram pagas com cheques

TRIBUNA DO NORTE – Preso um suspeito de atentado contra desafeto de Rondeau

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