PELOS JORNAIS_Chamadas_22.jul.07

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JORNAL DO BRASIL
“Em seis meses de atuação no Rio, os soldados da Força Nacional de Segurança que vigiam os acessos do Complexo do Alemão custam à União mais de R$ 200 mil por dia. Ao todo, a FNS já consumiu R$ 39 milhões, cerca de 78% da verba destinada pelo governo federal para a força em 2007”.
FOLHA DE SÃO PAULO
“Pesquisa Datafolha revela que só 26% dos paulistanos querem o fechamento definitivo do aeroporto de Congonhas, palco na última terça do maior desastre da história da aviação no país. Para 34%, Congonhas deveria continuar operando, mas com menos vôos. Outros 29% querem seu fechamento apenas até o esclarecimento das causas do acidente com o Airbus da TAM”.
O ESTADO DE SÃO PAULO
“Na crise aérea, o governo se comporta como um bando de baratas quando um ralo é destampado: todos fogem e ninguém se entende”. (Celso Ming)
O GLOBO
“O tráfego aéreo brasileiro cresce à velocidade de cruzeiro: de 2003 a maio deste ano, o número de passageiros subiu 40% no país. No mesmo período, o governo cortou 49% do orçamento dos órgãos encarregados da segurança do vôo, informa José Casado. Esse é apenas um dos aspectos do caos aéreo que o país enfrenta, com dois acidentes que resultaram em mais de três centenas de mortes nos últimos 10 meses.

Há 19 órgãos federais no setor que não se entendem. E o país não tem sequer uma política de aviação civil. A Agência Reguladora da Aviação Civil, a Anac, transformou-se em reduto de nomeações políticas. E, de acordo com suas próprias contas, gasta mais com supérfluos do que com a fiscalização da aviação”.
GAZETA MERCANTIL
“O governo tenta exibir hoje sua primeira reação concreta à maior tragédia da aviação civil brasileira. O presidente Lula convocou reunião do Conselho de Aviação Civil para bater o martelo em um pacote de medidas com o objetivo de controlar a crise no setor aéreo. Ontem, a primeira providência esboçada pelo governo foi a redução imediata do número de pousos e decolagens em Congonhas”.
CORREIO BRAZILIENSE
“Perto de completar 71 anos, Congonhas carrega um título nada animador para quem registrou, só no ano passado, um fluxo de 230.995 aeronaves: entre os aeroportos do mundo, é o campeão em acidentes com colisões em estruturas urbanas e obstáculos naturais, de acordo com levantamento do professor Luiz Henrique Werneck, da USP. Com a tragédia de terça, Congonhas somou oito acidentes desse tipo nas últimas seis décadas. O segundo colocado é o aeroporto La Aurora, na Guatemala”.
VALOR ECONÔMICO
“O presidente Lula foi convencido de que precisa dar respostas rápidas à sociedade. Por isso, vai fazer um pronunciamento hoje à noite, em cadeia de rádio e televisão, para apresentar as medidas que o governo tomará em relação ao aeroporto de Congonhas. Uma das medidas será a redução no número de pousos e decolagens no aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem pronta uma resolução para limitar a 33 o número de movimentos por hora em Congonhas.

Hoje o aeroporto trabalha com um limite de 44 operações nos horários de pico e de 40 no restante do dia. Ainda não está definido se jatos executivos, que podem fazer de duas a seis operações atualmente, também terão um limite menor. O pacote de medidas emergenciais para Congonhas estava em elaboração ontem à noite. O presidente também pensa em mudar o comando da Infraero, mas a substituição pode ficar para um segundo momento. Procura ainda um gestor para coordenar os diferentes órgãos que atuam no setor aéreo. Esse gestor poderia ser o secretário-executivo do Conselho Nacional de Aviação (Conac), mas a proposta é avaliada com cautela, pois o secretário, no formato atual, fica subordinado ao ministro da Defesa.

Lula tem dificuldades para demitir Waldir Pires, por não querer que ele seja responsabilizado pela crise e pelo acidente de Congonhas. Mas foi convencido de que essa era uma das respostas esperadas pela sociedade após meses de caos aéreo. A substituição foi assunto da reunião de ontem da coordenação política do governo”.

Revistas desta Semana_De 16 a 22.jul.07

VEJA
As autoridades são outra catástrofe – O acidente de Congonhas revela como é enfrentado o caos aéreo: com incompetência, negligência, cinismo e deboche. Para não falar da corrupção, é claro.
ÉPOCA
Horror no vôo 3054 – O desastre com o avião da TAM deixou um saldo de morte, desespero, lágrimas, luto, indignação – e muitas perguntas sem resposta. De quem é a culpa? Ficou mais inseguro voar? Até quando teremos de tolerar o caos aéreo? O que é possível fazer para evitar novos desastres? Nas próximas páginas, “Época” tenta desvendar o significado da maior catástrofe da história da aviação brasileira.
ISTOÉ
Editorial: De quem é a culpa? – O País, perplexo, assiste a um capítulo fatal no rastro da crise aérea que se arrasta sem fim. Foi por vezes uma tragédia anunciada, tamanha a quantidade de ocorrências de risco que a precederam. (…) Podem-se levantar várias alegações para o inaceitável fim do vôo 3054 – a chuva, o avião pesado, a velocidade da aeronave, eventuais erros do piloto, problemas técnicos -, mas nenhuma delas será capaz de afastar da mente dos brasileiros a sensação de descaso do poder central.
O descaso oficial – Incapaz de dar respostas à crise aérea em dez meses, o governo federal demorou dias para reagir ao desastre.
ISTOÉ DINHEIRO
Um preço alto demais – As 200 vítimas do acidente da TAM são o dramático saldo da omissão e da incompetência na gestão da crise Os comandantes do descaso – A Anac, que deveria fiscalizar o setor aéreo assiste, inerte, ao agravamento da crise A maquiadora de aeroportos – Infraero transformou os terminais em verdadeiros shoppings. Mas deixou de lado a segurança.
CARTA CAPITAL
Antes da apuração das causas deste acidente, são inegáveis o lobby das empresas, a prepotência da Infraero, a condescendência da Anac e a omissão do governo.

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