Arquivo do mês: julho 2007

AERONÁUTICA QUER CULPAR CONTROLADORES DE MANAUS

“Não somos terroristas”, diz controlador do Cindacta-4

A hipótese levantada por membros da Aeronáutica de que o “apagão” no Cindacta-4, ocorrido na noite de sexta-feira, teria sido obra de sabotagem, deixou revoltados os controladores que atuam no controle do tráfego aéreo em Manaus. “A Aeronáutica está procurando uma válvula de escape. E a válvula de escape mais plausível é jogar a culpa para cima da gente. Não existiriam meios físicos de realizarmos sabotagem. Não somos terroristas”, disse, indignado, um controlador do Cindacta-4.

De acordo com ele, 12 controladores em Manaus trabalhavam na noite de sexta-feira quando o “apagão” aconteceu. Segundo o militar, nenhum deles poderia ter acesso à rede elétrica do Cindacta-4 para promover o desligamento de toda a rede de energia do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), onde funciona o centro de controle. “Esse sistema é um câncer. É obsoleto. Não temos culpa se os três geradores de energia do Cindacta-4 não funcionaram”, sustentou o controlador. “Eles estão dizendo que os controladores sabotaram. Isso é um absurdo”, continuou.

Conforme contaram outros militares que atuam no Cindacta-4, o clima dentro do centro de controle de tráfego aéreo “é o pior possível”. O trabalho dos controladores está sendo vigiado pela Polícia da Aeronáutica (PA). De acordo com eles, na sala do centro de controle há sempre um ou dois agentes da Aeronáutica, armados, monitorando o serviço de controle de aeronaves. “Qualquer um que se recusa a cumprir uma ordem vai direto para o xadrez”, disse um controlador.

Fonte: André Alves/Uol News

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Comentário (V)

“Não foi apenas o medo de ver o Palácio da Aclamação se transformar em um mini-Maracanã que afastou o presidente Lula do enterro de ACM. Ele explicou aos assessores que pesou o aspecto simbólico: não teria como explicar sua presença no velório de um político, enquanto duzentos inocentes não mereceram dele, pessoalmente, uma palavra de conforto”.

Blog do Cláudio Humberto

Artigo de Miranda Sá p/”Jornal de Hoje”

Olha o dinheiro do Pan aí, minha gente!

O crime organizado da política obedece aos mesmos rigores da Honorabile Società, a velha máfia siciliana, mãe de todas as máfias. Na chamada “classe política” domina um princípio: a solidariedade. Que bom exemplo tivemos agora, no início do processo de quebra de decoro parlamentar que o PSOL move contra o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. Renan procedeu mal na vida privada e na vida pública, cometeu adultério acumpliciado com um lobista de grande empreiteira e prevaricou para satisfazer seus próprios interesses.

Todos os seus colegas senadores tomaram conhecimento disto, mas tudo fizeram para que escapasse das denúncias. Para salvar-se, Renan chantageou, corrompeu, falsificou e fraudou. Mesmo assim mantém sobre o seu comando um numeroso grupo que o defende com unhas e dentes batizado pela imprensa como “tropa de choque”. É triste se ver as esquizofrênicas intervenções na tribuna do Senado para tapar o sol das evidências e distorcer a verdade. Cumpre-se a solidariedade dos bandidos.

O Presidente da República usou essa prática mafiosa para salvar seus companheiros do mensalão, as sanguessugas, os ministros autores de fatos delituosos, os “aloprados” do Dossiê Vedoin, filho, irmão e compadres. Como nunca antes neste país o solidarismo do crime funciona de cima para baixo com perfeição.

A secreta e silenciosa lei dos malfeitores obriga os beneficiados pela solidariedade criminosa, respondê-la sem discussão. E é obedecendo às regras da Mão Negra que o capo do Comitê Olímpico Nacional, Carlos Arthur Nuzmann, correligionário de Lula da Silva acorre para tentar esconder as vaias que o povo carioca lhe deu na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos, agitando o Maracanã com um protesto saliente, definido e rumoroso.

As classes médias do Rio de Janeiro, livres da servidão do Bolsa-Família, sempre independentes e altivas na ação política e, acima de tudo conhecendo do que são capazes os pelegos do PT-partido, representou o Brasil livre no protesto contra a impunidade, a inépcia e a incompetência do Presidente da República. Os apupos foram para Waldomiro Diniz, Zé Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, Zé Genoíno e Antonio Palloci, fortalecendo o princípio de que o povo não perdoa quem o atraiçoa.

Mas Nuzmann, como é para ser, não se conforma com isso. Pretende organizar uma “manifestação popular” em defesa de Lula da Silva. Para não deixar o parceiro que liberou três bilhões de reais para o Pan, que estava orçado em R$ 720 milhões! Obriga-se o cafetão dos desportos a reabilitar o seu padrinho, “Capo de tutti capi”. O plano é “convidar” Lula para o encerramento dos Jogos, através de um vídeo onde participarão atletas dando depoimentos de elogios ao Presidente e repudiando as vaias.

“Nós estamos fazendo sondagens para ver quem gostaria de participar, como tudo o que é feito na delegação brasileira. Então ainda estamos definindo como seria o formato desse apoio a Lula”, explica Marcus Vinicius Freire, chefe da missão Pan 2007. Não é para menos que a quadrilha do COB tem interesse nisto. Como Nuzmann pode ser mal agradecido a quem lhe deu régua e compasso para tirar o máximo em menos tempo das verbas públicas? Logo ele, sob as vistas, por irregularidades, do TCU…
Nuzmann, cuja cunhada, Mônica Conceição, é figurinista da equipe olímpica, faturando uma nota? Que contratou a agência de passagens de sua amiga íntima Cristina Lowndes para atender ao Comitê? Que é dono de uma empresa, a CO-Rio, que organizou a peso de ouro todos os eventos do Pan? Que através de uma carta-convite pagou a amigos R$ 720 mil só para “idealizar” as medalhas do Pan?

Enfim, Nuzmann, o amigo de Lula da Silva que está de olho na privatização da Vila Olímpica e da Marina da Glória! Só quero ver se será concretizada a “solidariedade” de Nuzmann a Lula, para gritar: “Olha o dinheiro do Pan aí, minha gente!”

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Comentário (IV)

“Enquanto nos Estados Unidos a presidente da Câmara dos Representantes (deputados), Nancy Pelosi, fez uma homenagem às vítimas, aqui o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, não atendeu ao pedido do deputado Raul Jungmann para a convocação da comissão representativa que, no recesso, representa o Parlamento”.

Dora Kramer, jornalista

Como sempre, preparando uma fraude

“Não sejamos injustos: o Presidente está apenas aguardando que chova bem em São Paulo para que ele e sua equipe – Marta, Walfrido, Guido Mantega, Zuanazzi, J. C. Pereira, Pires, Marco Aurélio e assessor – possam vir a São Paulo no Aerolula e aterrissar em Congonhas, em situação semelhante à do vôo 3054 da TAM, provando a todos que o aeroporto de São Paulo é seguro, como alegam. Venham, presidente e equipe, nós os estaremos aguardando no salão de desembarque, ou…”

Lúcio Luz (4lux@bol.com.br)

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Mea-culpa

“Após o inoportuno e medíocre discurso do presidente Luiz Inácio da Silva, senti-me um infeliz. Após perder tantos compatriotas no acidente da TAM, fui obrigado a vê-lo proferir discurso elaborado por sua assessoria que utiliza gestos obscenos para elidir a responsabilidade governamental e que refletem o comportamento dos nossos governantes em detrimento dos sentimentos mais profundos dos nossos corações abatidos. Faltou ao senhor presidente demitir publicamente seu assessor”.

Bruno Giovany de Miranda Rosas (brunorosas@terra.com.br)

Sorrateira, mas não ilícita

“É fato que as imagens do senhor Marco Aurélio Garcia foram tomadas de forma sorrateira, mas não ilícita, uma vez que ele e seu assessor de imprensa, pessoas pagas com dinheiro público, assistiam a uma televisão paga com o dinheiro do contribuinte, utilizando energia paga pelo contribuinte, num gabinete pago também pelo “tudo paga” contribuinte. Pessoas públicas em lugares públicos podem ser filmadas, gravadas, inquiridas… O senhor Garcia nos poupe de ouvir sua indigna, e não indignada, voz. Minha filha perdeu um amigo nesse acidente. Que Deus possa perdoá-lo, pois o povo brasileiro vai simplesmente esquecê-lo”.

Francisco W. Silva (fws@addcor.com.br)

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A janela indiscreta

“Para que decretar luto oficial de três dias? A “janela indiscreta” estava com as cortinas abertas e foi possível ver, na “clandestinidade”, a infeliz comemoração do ilustríssimo assessor da Presidência da República e do seu secretário de imprensa, faltando com o respeito às vítimas, às famílias enlutadas e ao sentimento do povo brasileiro. Neste momento de profundo sentimento, infelizmente, temos de dar os parabéns ao cinegrafista que flagrou o ato e agradecer ao senador Pedro Simon, que, em nome da Nação, condenou mais uma infeliz “brincadeira”, e inapropriada, dos assessores presidenciais”.

José Maria Wanderley (jm.wanderley@uol.com.br)

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FRASE DA VEZ_4/22

“Carlos Lacerda, quando governador do Rio, só entrava na tribuna de autoridades depois de a bola rolar, porque a tribuna é muito exposta. Depois de começado o jogo, dá para dizer que a vaia é para quem está no campo!”

João Havelange, ex-presidente da Fifa

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Diplomatas vs Cerimonial (As Gafes)

O diplomata Paulo de Oliveira Campos, chefe de cerimonial da Presidência, foi quem mandou Carlos Arthur Nuzman declarar abertos os Jogos do Rio, deixando Nosso Guia pendurado no microfone. Talvez quisesse evitar a sétima vaia, mas fabricou um silêncio histórico.

Essa medalha estava com o embaixador André Mesquita, chefe do cerimonial da curta presidência de Carlos Luz, em novembro de 1955. Luz decidira demitir o ministro da Guerra, general Henrique Lott, chamou-o ao palácio do Catete e deu-lhe um chá de cadeira de quase duas horas. A certa altura, Mesquita, com leve sotaque francês, passou pela ante-sala e brincou com o general: “A cána extá durra, hein, generral?”

Depois Lott conversou com Luz e foi para o Ministério da Guerra. Duas horas depois começou a mover seu dispositivo. Às três da madrugada, os telefones do palácio ficaram mudos. Passaram-se vinte minutos e Carlos Luz abandonou o Catete. Estava deposto.

Hélio Fernandes, jornalista

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