Elas vão longe
Dilma Rousseff e a mentira se encontraram de novo. Como se sabe, elas têm uma sina juntas. Na ditadura e na democracia.
A ministra-chefe da Casa Civil, que Lula inventou como gerentona e o Brasil acreditou (o Brasil acredita em Lula), mentiu sob tortura para salvar seus companheiros. Um gesto nobre, pelo qual ela tomou gosto.
A mãe do PAC (esse menino anda sumido) declarou, sem ninguém a torturá-la, que o governo a que serve investiu 504 bilhões de reais na aceleração do crescimento. É mentira, claro, mas colou e ela foi em frente.
E agora disparou: o dinheiro do pré-sal vai erradicar a pobreza em menos de 18 anos.
Dilma vai acabar com a pobreza porque é modesta. Se fosse atrevida, acabaria também com a corrupção e a tristeza. A tristeza até que seria fácil, mas a corrupção ela teria que fazer umas consultas ao partido.
Como se sabe, Lula e o PT inflaram o número de brasileiros famintos para incrementar seu banquete de votos. Sua plataforma era Fome Zero – programa que sumiu do mapa, sinal de que a fome deve ter acabado. Nessa linha, acabar com a pobreza também não vai ser problema.
Inclusive porque o dinheiro do pré-sal pode comprar tudo, até amor verdadeiro. Como nem a Dilma, nem ninguém, sabe quando nem quanto vai sair do fundo do mar, não há motivo para limitações. Em cheque em branco, cada um põe o valor que quiser.
A relação de Dilma com a mentira está evoluindo: antes salvava seus companheiros, agora salva seus votos. Não deixa de ser uma causa nobre.
Fonte: Guilherme Fiúza
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