Renan e sequazes prenunciam a condenação
Enquanto o Brasil se liga no Pan, no acidente do Airbus e no “top-top” de Marco Aurélio Garcia, Renan Calheiros está aproveitando o recesso parlamentar para se atirar furiosamente criando condições para reverter o rumo do processo a que responde no Conselho de Ética por quebra de decoro movido pelo PSOL. Tem enviado para vários parlamentares e jornalistas uma nova versão de sua defesa, intitulado “Dossiê Ignorado”, embora não traga nada que não seja de conhecimento público.
O jus esperniandi não tem demovido o conceito de ninguém, porque todos os destinatários estão mais ligados ao desenvolvimento das investigações realizadas pela Polícia Federal para esclarecer o que o relatório preliminar denominou de “20 inconsistências”, que consistem em responder três questionamentos: 1) ausência de notas fiscais que comprovem a venda de 244 cabeças de gado no ano de 2004; 2) divergências entre as notas fiscais e GTAs (Guia de Trânsito Animal, documento exigido para o transporte dos bois); 3) indícios de inidoneidade das empresas que adquiriram bois de Renan.
Inicialmente há suspeita da venda de 1.060 bois sem comprovação documental. Somente este item soma quase um milhão de reais, mais da metade do faturamento que o presidente do Senado diz ter obtido em transações agropecuárias. A PF ainda aguarda a apresentação de mais provas cujo prazo de entrega está marcado para a próxima quinta-feira. Prenunciando a condenação, Renan Calheiros e sua tropa de choque, preparam uma ofensiva para anular as conclusões da PF que, segundo eles, só poderia investigar um senador com autorização do Supremo Tribunal Federal.
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