Propaganda subliminar golpista

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“No site do Banco do Brasil consta uma peça publicitária de arrepiar a espinha de qualquer um que ainda não perdeu o juízo. O pretexto é sobre a sustentabilidade do meio-ambiente, e a propaganda estimula a prática de três ações diárias pelo planeta. A mensagem diz: “O planeta é todo seu; tome três atitudes por ele todos os dias”. Na foto há uma garota vestindo uma camisa com um enorme número três estampado em destaque. “Sustentabilidade” e o número “3” na mesma mensagem: mera coincidência? Não é preciso ser adepto de teorias conspiratórias, tampouco ser algum especialista em neurolingüística, para associar essa propaganda ao desejo de boa parte dos petistas em conquistar um terceiro mandato para Lula. Conhecendo do que o lulismo-petismo é capaz, será ingenuidade e negligência não desconfiar da propaganda subliminar do golpismo.

A Venezuela caminha para uma mudança constitucional fajuta permitindo reeleições indefinidas, pois Chávez se aproveita das instituições capengas de lá; aqui é diferente, mas o lulismo-petismo trama para fazer o mesmo aqui. O autoritarismo está enraizado em muitos dos que lutaram pelo socialismo e capitalizaram simpatias porque enfrentavam um regime de exceção. Esqueceram-se esses fascistóides “de esquerda” dos anseios de liberdade e se embriagaram no poder. Dialeticamente em vez de beneficiar o Banco do Brasil esta escandalosa propaganda golpista reforça a idéia de que governo não deve gerir empresas. Os pelegos que condenam os banqueiros da boca para fora, mas se aproveitam da condição de o governo ser o maior banqueiro do país e usam os bancos estatais politicamente. Isto infelizmente induz à privatização, única maneira de coibir tais ilicitudes.

{Instituto Liberal – olecram@digi.com.br}

OPINIÃO: Será que ainda restam dúvidas sobre a existência do lulismo-petismo golpista? É coisa velha que adquire visibilidade na medida em que se esgota o tempo para deflagração da campanha sucessória presidencial. É preciso analisar que a exibição de um projeto continuísta é uma arma poderosa entregue à direita que passando a defender as regras eleitorais alternativas que a Democracia consagra, transfere para o sistema de poder a carga antiliberal que os fascistóides “de esquerda” estimulam. E os “conservadores” passarão a ser liberais aos olhos da sociedade, enquanto os auto-intitulados “progressistas” vestirão a camisa do totalitarismo. MIRANDA SÁ

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