Polícia recupera na zona leste de SP as duas telas furtadas do Masp
Policiais do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado) da Polícia Civil de São Paulo localizaram na zona leste da capital as telas “O Lavrador de Café” (1939), de Candido Portinari, e “Retrato de Suzanne Bloch”, de Pablo Picasso (1904). Ambas estavam intactas.
Um dos envolvidos com o furto foi preso nesta terça, também na zona leste, e indicou o local onde as telas estavam escondidas. A polícia já havia prendido duas pessoas – uma há três dias e outra há dez dias.
Furto
Pelo menos três assaltantes levaram apenas três minutos para furtar as obras, no dia 20 de dezembro. A ação ocorreu entre 5h09 e 5h12, segundo o boletim de ocorrência, registrado por um engenheiro do Masp.
A ação ocorreu pouco depois da troca de turno da segurança, que ocorre às 5h. No momento da ação, havia 4 vigias no museu, um deles o chefe de segurança, que havia acabado de chegar. Dois deles estavam no subsolo, e dois faziam ronda pelo museu.
Os dois seguranças ouvidos pela polícia no dia do crime alegaram que não ouviram barulhos. O chefe de segurança teria sido o primeiro a perceber o furto.
Os quadros estavam nas paredes de duas salas diferentes e foram levados com as molduras. Na ação, foram usados um pé-de-cabra e um macaco hidráulico.
No dia do furto, o Masp salientou que “ao longo dos seus 60 anos de atividades nunca sofreu uma ocorrência desta natureza” e afirmou que, por isso, foi instaurada uma sindicância interna visando “a total colaboração com o trabalho policial”. Na época, o museu não tinha alarme. Depois de dois adiamentos, a reabertura do museu foi marcada para esta sexta-feira.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público investigava a possibilidade de as obras terem sido levadas para algum país do Leste Europeu, segundo o promotor Roberto Porto.
Esta semana, o bibliófilo e editor Pedro Corrêa do Lago declarou em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o quadro atribuído a Jean-Baptiste Debret (1768 a 1848) no acervo do Masp seria, na verdade, do italiano Augustin Brunias (1730 a 1796).

Fonte: folha online
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