PELOS JORNAIS_23.ag.07
Dirceu e Genoino, a “cúpula da quadrilha”
– Na apresentação da denúncia contra os acusados no escândalo do mensalão, no STF, o procurador-geral Antonio Fernando de Souza classificou a ação do grupo como “típica do submundo do crime”. E elegeu o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT, José Genoino, como os “chefes da quadrilha”. Para os advogados de defesa, a acusação é uma ficção. (Jornal do Brasil)
Mensalão usou dinheiro público, diz procurador
– O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse que o mensalão era abastecido por dinheiro público e privado, na sessão em que o STF iniciou o julgamento que decidirá a abertura ou não de ação penal contra 40 denunciados. O STF fará ao menos três sessões para decidir sobre a abertura de processo. (Folha de São Paulo)
Supremo tende a abrir ação contra os 40 mensaleiros
– As 40 pessoas acusadas de comprar apoio para o governo entre parlamentares deverão ser julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo avaliação de ministros da corte e de advogados presentes à sessão de ontem. A tendência foi detectada quando o ministro Joaquim Barbosa apresentou sua síntese sobre o caso, incluindo trechos da denúncia do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. Nela, o ex-ministro José Dirceu é citado como chefe de uma quadrilha que teria loteado cargos no governo e distribuído dinheiro público para aliados. Barbosa apresentará provavelmente amanhã seu voto, no qual deve recomendar a abertura de processo contra os mensaleiros, e os outros nove ministros do STF devem acompanhar seu relatório. (O Estado de São Paulo)
Ministros do STF combinam e antecipam voto por e-mail
– Ministros do Supremo Tribunal Federal aproveitaram a primeira sessão do julgamento do mensalão para discutir e combinar, por mensagens eletrônicas, detalhes dos votos nos quais decidirão se aceitam a denúncia da Procuradoria Geral da República contra os 40 acusados de integrar o esquema de corrupção. Na sessão, que é pública, o repórter-fotográfico Roberto Stuckert Filho registrou as telas dos computadores dos ministros, com mensagens abertas. Numa conversa com a ministra Cármen Lúcia, o ministro Ricardo Lewandowski se disse impressionado com a sustentação da denúncia feita em plenário pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Lewandowski disse que não estava mais seguro de rejeitar a acusação de peculato (apropriação indébita) para os que não são funcionários públicos. (O Globo)
CPMF só pode cair em quatro anos, diz Mantega
– Baixar a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), uma proposta de parte da oposição, não é tabu para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas isso só poderia ocorrer em outro governo. Em entrevista a este jornal, o ministro afirmou que nos próximos quatro anos não admite prescindir do imposto, sob pena de afetar os programas sociais e a área da saúde. Tranqüilo sobre os efeitos da mais recente crise financeira, falou das conquistas macroeconômicas que permitiram ao País cruzar a turbulência sem grande perda de capitais, e acha que o Copom não tem motivos para deixar de cortar os juros, apesar da expansão do PIB. (Gazeta Mercantil)
Até o Planalto já admite ação contra mensaleiros
– Na equipe de Lula, quase ninguém mais duvida de que o Supremo Tribunal Federal abrirá processo criminal contra os 40 acusados de participar do esquema do mensalão, entre eles o ex-ministro José Dirceu e o deputado petista José Genoino. Essa expectativa dos auxiliares do presidente foi reforçada ontem pela contundência do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao apresentar a denúncia, logo após o relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa, dar início à sessão histórica no STF. Souza descreveu as transações envolvendo políticos, bancos e empresários como atividades típicas do submundo do crime. “Achei o procurador supercompetente”, disse um ministro do governo. “Não queria estar lá”. (Correio Braziliense)
Dilma quer um empresário nacional à frente da Oi-BrT
– A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já decidiu: o governo apoiará a fusão das operadoras de telecomunicações Brasil Telecom (BrT) e Oi (ex-Telemar), mas exigirá que a futura companhia tenha um controlador nacional, com perfil de empresário e não de investidor. O argumento de que a nova operadora será de “capital nacional” foi usado por Dilma para convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a concordar com a associação, que exigirá mudanças na legislação do setor. Dos atuais controladores de BrT e Oi, há apenas dois grupos com o perfil empresarial estabelecido por Dilma, Andrade Gutierrez e LaFonte, ambos no bloco de controle da Oi. (Valor Econômico)
Reforma da Savassi dará mais espaço a pedestres
– A Secretaria Municipal de Políticas Urbanas de BH apresentou, ontem, o plano de requalificação da Praça Diogo de Vasconcelos, conhecida como Praça da Savassi. O edital de licitação para a escolha da empresa encarregada da execução foi publicado no Diário Oficial do Município. O projeto prevê a reforma de três quarteirões fechados da praça, nas ruas Pernambuco e Antônio de Albuquerque, com a retirada de áreas de estacionamento, construção de jardins e substituição do piso das calçadas, da iluminação e da sinalização, para privilegiar a circulação de pedestres. O projeto executivo está orçado em R$ 250 mil e as obras em cerca de R$ 3 milhões. (Estado de Minas)
Justiça congela prazos de ações
– Greve dos servidores do Judiciário forçou o TJPE, a suspender prazos processuais, medida retroativa ao dia 16. Decisão, a pedido da OAB, evita prejuízos a advogados e envolvidos em processos. (Jornal do Commercio – PE)
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