PELOS JORNAIS, hoje, 25.jul.07
JORNAL DO BRASIL
Superlotação, tragédia e crise freiam Congonhas
A Agência Nacional de Aviação Civil proibiu, por tempo indeterminado, a venda de passagens para vôos que partam de Congonhas. Fretamentos também estão proibidos até que a situação dos passageiros, que já têm bilhetes mas ainda não conseguiram viajar, seja resolvida. Ontem, o aeroporto mais movimentado do país viveu mais um dia caótico. Por causa do intenso nevoeiro, pilotos decidiram arremeter e pousar em Guarulhos. Os constantes fechamentos fizeram com que a Gol e a TAM suspendessem os atendimentos nos guichês. O pátio vazio de aeronaves contrastava com o saguão, onde dezenas de passageiros passaram a noite, amontoados, na tentativa de voltarem para casa. A confusão também foi registrada no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal concentra investigações da tragédia com o vôo 3054 nas condições da pista. Para a PF, ela influenciou no acidente.
FOLHA DE SÃO PAULO
Anac veta venda de bilhetes de Congonhas
A Agência Nacional de Aviação Civil vetou a venda de passagens para vôos com partida em Congonhas até avaliar que a situação no aeroporto esteja normalizada. A providência já foi tomada no final de 2006. O objetivo é garantir que os usuários com bilhete consigam viajar – há pessoas que tentam embarcar desde domingo.
ESTADO DE SÃO PAULO
Governo proíbe venda de passagem
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou ontem a suspensão total da venda de passagens para vôos partindo de Congonhas, por 48 horas. A proibição poderá se estender a outros aeroportos, se houver necessidade. O objetivo é atender aos passageiros que não conseguiram viajar nos últimos dias. Após essas 48 horas, os vôos que saírem de Congonhas terão duração máxima de duas horas, para obrigar as companhias a fazer menos decolagens e com menos peso e poupar as pistas. Por falta de visibilidade, Congonhas foi fechado três vezes ontem e durante duas horas e meia não houve nenhuma operação. Por volta de 13h30 não havia quase aviões nos pátios. A TAM suspendeu também a venda de passagens para vôos com saída e chegada em Cumbica. Está recomendando ainda que qualquer viagem sem urgência seja adiada, mesma sugestão feita pela Gol. Muitos passageiros se queixaram de que as companhias estavam aconselhando a viajar de ônibus para evitar aborrecimentos nos aeroportos.
O GLOBO
Congonhas tem venda de passagens proibida
O governo proibiu por tempo indeterminado as empresas aéreas de vender passagens para vôos que saiam de Congonhas, até que seja superada a situação de colapso no aeroporto de São Paulo. A TAM já havia suspendido as vendas com saída ou chegada por Congonhas, e a Gol recomendou que clientes adiem viagens até segunda-feira. Ontem, o aeroporto teve apenas 16 pousos e 26 decolagens até 19h, quando a média diária é de 600 operações. À tarde, três aeronaves tiveram que arremeter. As caixas-pretas do Airbus revelam que o avião pousou em velocidade normal e que o choque com o prédio da Tam ocorreu quando estava a 175km/h. As conversas gravadas na cabine dos pilotos, ainda não divulgadas, já conteriam informações relevantes sobre as causas do acidente.
GAZETA MERCANTIL
Setor imobiliário dos EUA derruba bolsas
O temor de que uma crise no setor imobiliário dos EUA se alastre sobre os mercados pelo mundo voltou a assombrar as principais bolsas internacionais. O estopim para as ordens maciças de vendas de ações foi o anúncio de que a Countrywide Financial, um dos gigantes norte-americanos de créditos hipotecários, informou queda de 33% no lucro líquido do segundo trimestre de 2007, reavivando temores de contaminação pelos problemas das hipotecas “subprime”, de alto risco. As ações de bancos puxaram a baixa de 1,6% do Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York. “O mercado imobiliário dos EUA tem deixado o investidor em alerta há meses. Qualquer sinal de piora, e a aversão ao risco dá um salto”, afirmou Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB.
CORREIO BRAZILIENSE
Orai por nós passageiros
Quem for viajar de avião vai precisar sim de muita fé, oração e paciência. Num dos piores dias desde o início do apagão aéreo, há 10 meses,o aeroporto de Brasília chegou a registrar até 85% de atrasos nos vôos. Para tentar superar a crise, a Anac decidiu proibir a venda de passagens para viagens partindo de Congonhas ou com conexões no aeroporto paulista. E a Gol, em nota oficial, pediu que passageiros adiem viagens programadas para até a segunda-feira, dia 30.
VALOR ECONÔMICO
Em confronto dois gigantes da construção
Dois dos maiores grupos da construção pesada, Odebrecht e Camargo Corrêa, entraram em confronto aberto após décadas de convivência e composição para disputa por obras em todo o país – uma prática comum no setor. O alvo da discórdia são as bilionárias hidrelétricas do rio Madeira, Santo Antonio e Jirau, estimadas em US$ 13 bilhões, o maior empreendimento nacional desde Itaipu e o maior projeto hidrelétrico do mundo em andamento. Os dois grupos, e outros da construção pesada, sempre estiveram lado a lado nas concorrências ou se compuseram depois, dividindo os empreendimentos em partes. Isso ocorreu, por exemplo, com a usina de Itaipu, aeroportos e o metrô de São Paulo, e principalmente quando o dono da obra era governo. Mas, agora, o valor do projeto e o favoritismo da Odebrecht trouxeram a disputa à tona.
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
Crise na Saúde
Mais demissões, além dos 47 traumato-ortopedistas que se afastaram, mais nove cirurgiões-gerais se demitiram, ontem, e outros vinte cirurgiões vasculares prometem deixar os cargos hoje. A situação já é ruim nos hospitais do Estado e deve se complicar mais ainda.
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