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OPERAÇÃO LAVA-JATO

MPF denuncia 35 pessoas. Entre os denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, 22 estão vinculados às principais empreiteiras do país.

O MPF (Ministério Público Federal) no Paraná denunciou nesta quinta-feira (11) 35 suspeitos de participação no esquema de corrupção na Petrobras. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As penas podem chegar a 51 anos de prisão.

Dos 35 denunciados, 22 pertencem às empreiteiras OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Engevix, Mendes Júnior e Queiroz Galvão. Além deles, foram denunciados Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, e o doleiro Alberto Youssef. Completam a lista outros suspeitos de participarem das operações de lavagem de dinheiro, inclusive Enivaldo Quadrado, que já foi condenado por lavagem de dinheiro no mensalão. (UOL Notícias)

Veja a lista dos denunciados:

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras

Alberto Youssef, doleiro

José Humberto Cruvinel Resende

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da Construtora OAS S.A

Carlos Eduardo Strauch Alberto, diretor técnico da Engevix Engenharia S/A

João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Construções e Comércio Camargo Correa S.A

Eduardo Hermelino Leite, alcunha ‘Leitoso’, diretor vice-presidente da Camargo Correa S.A.,

João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida

Sérgio Cunha Mendes, diretor vice-presidente Executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia S/A

Carlos Alberto Pereira da Costa

Enivaldo Quadrado

Rogério Cunha de Oliveira, diretor da Área de Óleo e Gás (ANOG) da Mendes Júnior Trading e Engenharia

Angelo Alves Mendes, diretor vice-presidente da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A

Alberto Elísio Vilaça Gomes

Antonio Carlos Fioravante Brasil Pierucinni

Mário Lúcio de Oliveira

Ricardo Ribeiro Pessoa, responsável pela UTC Participações S.A.

João de Teive e Argollo

Sandra Raphael Guimarães

Marcio Andrade Bonilho

Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”, agente da Polícia Federal

Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades e deputado federal Mário Negromonte (PP-BA)

José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS

Mateus Coutinho de Sá Oliveira, OAS

José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da Construtora OAS

Fernando Augusto Stremel Andrade, OAS

João Alberto Lazarri

Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix Engenharia S.A.

Newton Prado Junior, diretor técnico da Engevix Engenharia S/A

Luiz Roberto Pereira

Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da divisão de Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S.A.

Jean Alberto Luscher Castro

Dario de Queiroz Galvão Filho

Eduardo de Queiroz Galvão

Waldomiro de Oliveira

O Tempo e a Paciência

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Tolstoi: “O tempo e a paciência são dois eternos beligerantes.”

A mitologia grega nos oferece o melhor exemplo da guerra entre a paciência e o tempo com o mito do rebelde Sísifo, que desafiou os deuses. Conta a saga da velha Grécia que Sísifo foi o mais astuto dos mortais, enrolando vários deuses.O maioral do Olimpo, Zeus, jamais perdou-o pela habilidade que tinha de iludir, seduzir e enganar. Quis puní-lo pela malícia atrevida que desmoralizava o poder divino.

Por um raro contra-senso na Mitologia, Sísifo morreu de velhice; inconformado, Zeus resolveu castigar a sua alma, condenando-a a rolar uma grande pedra com as mãos até o cume de uma montanha, sendo que quando chegava ao pico, a pedra descia montanha abaixo, para que a cena se repetisse eterna e pacientemente..

Assim nasceu a expressão “trabalho de Sísifo”, que inspirou Albert Camus a criar uma metáfora sobre os modernos prestadores de serviço cumprindo diariamente as mesmas tarefas. Quando fui bancário conscientizei-me desta situação, a enfadonha (e revoltante) rotina.

O pensar da vida vai de um átimo à eternidade, designando pouca duração como os insetos da família dos efemerídeos que só vivem 72 horas após atingir o estado adulto, ou completando os 500 e tantos anos na idade das tartarugas.

Confúcio, na sua sabedoria, abordando a dicotomia do breve e do prolongado, ensinou: “Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal, uma hora é demais”. Este pensamento derruba todos os argumentos cúmplices em favor da quadrilha que assalta o País, saqueando tudo o que encontra pela frente e esgotando a empresa ícone do povo brasileiro, a Petrobras.

Durante vinte três anos a hierarquia do Partido dos Trabalhadores combateu a corrupção na administração pública; mas bastou apenas um ano após a eleição de Lula da Silva e a ocupação do poder, para que sufocasse os princípios da ética e da moralidade. A virtude e a honradez “delles” duraram de 10 de janeiro de 1980 a 1º de janeiro de 2003…

Quanto à militância petista, que teve destacada atuação no capítulo histórico do impeachment de Collor, murchou com os abraços sorridentes do impichado com Lula e Dilma. Aplaudiu por sem-vergonhice ou silenciou por vergonha.

Em minha opinião, Lula esbanjou honestidade nos seus discursos, mas levou no bolso a gazua de assaltante, que usou com perícia e arte.

Como 50 milhões de patriotas brasileiros, sinto a ânsia de acabar com o festival de roubalheira que o PT e seus sabujos implantaram no Brasil; mas pacientemente me pego a um pensamento de Howard Fast: “Esperemos, esperemos. A História tem seu próprio modo de ser verídica”.

Sinto, porém, que é duro esperar pelo fim do reinado dos pelegos, da roubalheira desenfreada e da impunidade, porque o tempo pode ser desmedido. Pode vir em dez dias, um mês, quem sabe, um ano, que o povo nas ruas com apoio das forças vivas do patriotismo, acabe com a corrupção generalizada nas instituições republicanas.

Na batalha da paciência contra o tempo, há uma medida unipessoal; o cronista Pittigrilli escreveu que para uma criança uma semana tem a duração de um ano e para o velho o ano tem a duração de uma semana”…A explicação lógica para isto vem do gigante da literatura russa, León Tolstoi: “Para um menino de cinco anos, um ano é a quinta parte da sua vida; para um homem de oitenta anos, é a octogésima parte…”

Com essa divagação, abro e fecho um parêntese na minha permanente luta contra a corrupção lulo-petista e suas ameaças fascistas à liberdade de expressão. Quero homenagear as amizades feitas no Twitter com as sábias palavras de Machado de Assis: “Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos”.

 

CURTO CIRCUITO (2)

Contas fajutas de campanha

Sem poder negar a maracutaia, o empresário Carlos Cortegoso, fornecedor do PT agora afirma ser dono da Focal que recebeu R$ 24 milhões do PT, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões. Ele diz que a empresa está em nome de uma filha e de um ex-motorista dele, Elias de Mattos, que na é laranja; no máximo uma tangerina…

Até Janot está indignado

“A expressão mais ouvida nas redações hoje é de total perplexidade. “E a Petrobras, hein??”, perguntam-se os editores, sem esconder o espanto com os fatos. Ontem, não foi diferente. Caíram como uma bomba as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a rede de corrupção montada na estatal”. (Octávio Costa)

Janot ataca direção da Petrobras e irrita Dilma

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez as mais duras críticas à Petrobras desde a revelação do pagamento de propinas na estatal e sugere troca na cúpula da estatal; sugeriu até a substituição da atual diretoria, comandada por Graça Foster, amiga da presidente Dilma.

Cardozão faz defesa em causa própria

O ministro-militante Cardozão convocou uma coletiva e na entrevista disse não haver indícios contra os diretores da Petrobras, embora Graça Foster fosse diretora de gás e energia da Petrobras na época em que o esquema revelado pela Operação Lava Jato atuou. Sem nexo, afirmou que “o governo luta para combater a corrupção”.

Petrolão: Empreiteira quer confessar, outras são contra

Para não perder contratos com o governo, a Camargo Corrêa se dispõe a acordo com a Procuradoria no qual executivos confessarão os crimes investi gados na Operação Lava J ato, relata Mario Cesar Carvalho. A intenção dividiu as empreiteiras, que planejavam acerto conjunto, pagando R$ 1 bilhão. A Queiroz Galvão afirma que a confissão ameaça deixar as investigadas sob risco de insolvência, pois bancos podem antecipar a cobrança de dívidas como punição. Em desdobramento da operação, a Polícia Federal indiciou executivos de OAS, Mendes Júnior e Galvão Engenharia. (FSP)

Estrangeiros fogem do risco e derrubam Petrobras

Em apenas dois dias, as ações da estatal caíram 7,34% com as incertezas sobre o futuro das investigações de corrupção no Brasil e nos EUA. No ano, a perda na Bolsa de Nova York chega a 40%, percentual duas vezes maior que a queda acumulada pela BP, petroleira com o pior desempenho entre as gigantes do setor. (Brasil Econômico)

Bloco pode ajudar o PT desacreditado

O PT estuda aderir ao bloco governista que vinha sendo organizado pelo Pros, PCdoB e PDT. Com a adesão de partidos menores, o grupo pode chegar a ter próximo de 150 integrantes. Com isso, se tornaria uma alternativa à concentração de poder nas mãos do PMDB e de seu líder na Câmara, o deputado fluminense Eduardo Cunha. (Gilberto Nascimento)

SP: Mudança na cúpula da CPTM

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu pela primeira vez que deve trocar o comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Ele afirmou nesta terça (9) que essa hipótese é “provável”. Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o presidente e o diretor de operações da empresa no inquérito que investigou esquema de fraude em licitações de trens de 1998 a 2008, durante gestões tucanas.(FSP)

 

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CURTO CIRCÚITO

LavaJato: PF investiga contrato entre José Dirceu e empreiteira

A Polícia Federal analisa um contrato entre a empreiteira Camargo Corrêa, uma das empresas investigadas na operação Lava Jato, e o ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção no “mensalão”. Os documentos foram descoberto durante as buscas de agentes na sede da empreiteira e revelados pelo site da revista Época.(EBN)

Por culpa do (des)governo petista

Apoio à democracia no Brasil é o ‘menor em 8 anos’. Estudo sugere que brasileiros se sentem mais inseguros, menos satisfeitos com serviços e menos tolerantes politicamente que em anos anteriores.(BBC/BR)

Onde tem PT…

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifestaram pela rejeição das contas de campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com o relatório, foram identificadas irregularidades em 4 % do total arrecadado e em 14% das despesas. Dos R$ 319 milhões obtidos, a campanha gastou R$ 318 milhões. Para técnicos, entre outros pontos, há falha na comprovação de serviços e ao registrar doações. O texto foi enviado para o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que poderá seguir as recomendações. (FSP)

Revogar a Lei da Anistia?

Espera-se que o relatório final da CNV traga uma relação de aproximadamente 300 nomes de agentes do Estado acusados de crimes como mortes, torturas e desaparecimentos de corpos. A recomendação da comissão, segundo indicou um de seus integrantes, Pedro Dallari, será de que cem militares acusados ainda vivos sejam levados a julgamento.

(Marco Aurélio Mello, min. do STF: “Entendo que a Lei da Anistia é uma página virada. É um perdão em sentido maior”)

Juiz é deus???

O juiz Marcelo Baldochi, que não embarcou em um avião em Imperatriz (MA) por estar supostamente atrasado, deu voz de prisão a três funcionários da TAM. Ouvidos pela polícia, eles foram soltos. A companhia diz seguir a legislação. Baldochi não foi localizado. (BR Econômico)

Efeito sobre os gigantes

A queda do preço do petróleo, que ontem atingiu nova mínima em cinco anos, pode dar um impulso extra às duas maiores economias do mundo. Nos EUA, a gasolina mais barata, combinada com o mercado de trabalho mais forte, tende a aumentar a renda e o consumo. Na China, que continua dando sinais de desaceleração, a queda do barril abre espaço para novos estímulos do governo. (Míriam Leitão)

Processo nos EUA é para valer

Ações da Petrobras caem mais após processo judicial nos EUA: Investidores que compraram ADRs da empresa cobram ressarcimento pelas perdas no valor dos papéis, relacionadas à má governança e às denúncias de corrupção na estatal. O Tradicional escritório de advocacia Wolf Popper LLP vai a corte em Nova York processa a Petrobras por dano a acionistas.

Os dividendos da Eletrobras

Os maus resultados operacionais da Eletrobras sinalizaram para redução dos dividendos o que afeta a tese de investimento de vários acionistas.(Valor)

Os Três Porquinhos

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nunca é demais discutirmos a cultura e a sua fatia que ajuda a formação do caráter das pessoas: A literatura infantil. Olhem em torno e vejam como as crianças da sua família que lhe cercam, conhecem a história d’ “Os Três Porquinhos e o Lobo Mau”; mas nem eles, nem os adultos que lhes contaram ou presentearam com livros, discos e fitas, sabem que o seu criador foi um australiano, Joseph Jacobs, nascido em 1853…

Estudioso do folclore inglês e irlandês, Jacobs deixou para o mundo essa historieta que se abrilhantou com uma magnificência de cores e de sons graças à genialidade de Walt Disney, com cinco lindos desenhos animados inspirados no The three little pigs and the big bad wolf.

A primorosa fábula foi transmitida oralmente no Brasil pela valorosa elite letrada da classe média, vilipendiada na Era Lulo-Petista, por ser letrada e classe média. Foram as vovós e as titias que divulgaram o rico fabulário mundial, desenvolvendo e multiplicando histórias vindas da Europa e da comunicação oral das mucamas recontando contos trazidos da África ou recebidos do folclore indígena.

A dita literatura infantil, porém, nem sempre foi infantil. Estudiosos dizem que se originou da coletânea oriental “As Mil e Uma Noites”, de contos populares indianos, egípcios, persas, chineses e árabes, de épocas remotas, perdidas no tempo.

A coleção traz as narrativas da jovem Sherezade encantando o sultão Shariar com a narrativa de histórias. Ele se vingava das suas mulheres por uma traição sofrida da sua esposa predileta com um escravo; então, se casava e cruelmente mandava matar a noiva após a lua-de-mel para não se arriscar mais à infidelidade.

Após diversas mulheres sofrerem esse triste destino, Shariar casou-se com a bela Sherezade. Tendo acompanhado as execuções e esperando a sua vez, Sherezade, para se salvar, havia criado um Plano B.

Decorou uma grande variedade de enredos (as novelas daquele tempo) e após o casamento, recolhendo-se aos aposentos reais e resolvidos os finalmente, começou a contar curiosas tramas  deixando em suspense o seu fim, ao raiar do dia.

Por ter despertado a curiosidade de Shariar negaceando a última parte da narração, Sherezade escapou uma, duas, dez, cem, mil vezes, estendendo as histórias do “Mercador e o Gênio”, “Simbad – O Marujo”, “O Ladrão de Bagdá”, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa”…  Após a milésima primeira noite, Sherezade com o Sultão apaixonado, apresentou-lhes os filhos nascidos do casamento e livrou-se do sacrifício, tendo reinado como sultana até a morte natural.

Por volta do século 18, essas aventuras chegaram a Europa pela tradução do francês Antoine Galland, e se espalharam pelo mundo ocidental. Inspiraram Bocage, Coelho Neto, Edgar Allan Poe, Jorge Luis Borges, Machado de Assis, Marcel Proust e Sá de Miranda. Até o nosso Millôr escreveu fábulas com essa procedência.

Esse fantástico tapete voador contribuiu e revelou Andersen: (“O Patinho Feio”), os Irmãos Grimm: (“A Bela Adormecida”, “A gata borralheira” e “Branca de Neve”) e Perrault: (“Chapeuzinho Vermelho”); enriquecendo a imaginação compõe a literatura infantil evocando o belo, o puro, a verdade e o proverbial ensinamento da honestidade.

Fábulas como “O Lobo e o Cordeiro” nos levam a combater o totalitarismo, a arrogância e o domínio da mediocridade que se afiguram na recente versão escatológica do lulo-petismo para “Os Três Porquinhos”, Cícero, Heitor e Prático, cujo lirismo e ingênua metáfora, estão sendo maculados.

Na sua extrema insensibilidade (e ignorância), Dilma personalizou-os com as figuras execráveis de Lula, Aloizio Mercadante e Rui Falcão; Três variantes patológicas do peleguismo narco-populista, da traição nacional e da irresponsável institucionalização da corrupção administrativa.

Os suínos dilmistas têm uma classificação mais política do que veterinária; são os porcos humanizados descritos na “Revolução dos Bichos” de Orwell, e, como tais, não podem ser respeitados pelos letrados, defensores da família e patriotas.

O Brasil não pode continuar a ser emporcalhado (no mal sentido) por quem desdenha a Pátria, a cultura e as tradições, com o desprezo por tudo isso que é a marca do PT-governo. Que voltem a fuçar a lama e comer o lixo dos sindicatos pelegos, de onde nunca deveriam ter saído!

 

 

SEITA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O mestre disse: Pode-se induzir o povo a seguir uma causa, mas não a compreendê-la.” (Confúcio)

Dizem que as crises políticas, econômicas e sociais são uma espécie de adubo que favorece a germinação de idéias transcendentais. Pelo sim ou pelo não, o certo é que se multiplicam no mundo do aquecimento global o ressurgimento de crenças em forças sobrenaturais pelo mundo afora.

Assistimos várias tentativas midiáticas de ressuscitar o paganismo, ilustrado pela bruxaria, o surgimento de um califado moderno – estado islâmico – de xiitismo extremado (perdoem a redundância), pela multiplicação das tendências evangélicas e a revolução que o papa Francisco vem fazendo no Vaticano, já batizada de “Primavera Católica”.

Desde a reforma protestante, é o fato mais marcante da historicidade cristã o reconhecimento de Francisco pela existência dos padres casados, dos casais divorciados e dos homossexuais. Tão marcante este fato quanto a revoltado faraó Amenófis IV contra o politeísmo e oficialização do culto monoteísta no Egito.

Para Amenófis, o único deus reconhecido seria Aton, simbolizado pela radiação do círculo solar e assim, o faraó reformou-se a si próprio, trocando seu nome para Akhenaton (“aquele que adora a Aton”).

Há, porém, uma diferença entre religião e seita. Vamos ao dicionário: Religião – “Substantivo feminino, qualquer filiação a um sistema de pensamento ou crença, que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc. – Modo de pensar ou de agir”; Seita – define-se no Aurelão como “Substantivo feminino, doutrina ou sistema que diverge da orientação geral, e é seguido por muitos”

Às vezes as duas se confundem. Os antigos povos do continente americano, astecas, incas e maias, tinham religiões que exigiam sacrifícios humanos. Os incas praticavam o infanticídio de primogênitos recém nascidos para oferecê-los ao deus Viracocha e no Brasil moderno, o ex-presidente Collor, segundo a sua ex-mulher Rosane, contratava os serviços de uma feiticeira, Maria Cecília (hoje pastora de um culto evangélico) para uma seita com rituais satânicos.

Um tuiteiro, Paulo Eduardo Martins, saiu-se outro dia com uma interessante colocação, escrevendo que “O PT é uma espécie de religião bizarra. Tem profetas, dogmas, tem fiéis, tem dízimo. Não tem santos, não tem Deus, mas tem um monte de diabos dispostos a construir um inferno”.

Em vez de usar “religião bizarra”, Paulo deveria ter se referido a “seita”, que dispensaria o adjetivo; no mais, está certíssimo. A seita petê tem um falso profeta, Lula da Silva, e o sacristão palaciano, Gilberto Carvalho que segundo o noticiário dos jornais testemunhou o primeiro sacrifício humano do PT, a imolação de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.

Sacerdotisas, mais para bruxas, infestam o ministério do tabernáculo instalado no Palácio do Planalto e aseita da estrela vermelha tem também sacerdotes, distinguindo-se entre eles ofrade dominicano de codinome Frei Betto, pregador do extravagante socialismo bolivariano, agora colhendo assinaturas para transformar a democracia em ditadura do proletariado.

Uma das facções dedicada ao lulo-petismo é a ONG Educafro, que se propõe a ajudar negros saídos das escolas públicas a chegar à universidade, mas na verdade só realiza a doutrinação racista de jogar negros contra brancos, na tática fascista de dividir para dominar.

A Educafro tem como diretor executivo Frei David Santos, seguidor de Frei Beto, cuja prédica catequética é ameaçar estudantes com multas e perda da bolsa se não conseguirem assinaturas em prol do plebiscito fascistóide proposto por Dilma. Foram gravadas palavras suas: “É para nossa Entidade, ofensivo, que você deixe a missão para a última hora e opte pela multa de R$ 300,00”.

As missas negras da seita PT consagram a ida de crianças brasileiras para a Venezuela estudar o catecismo da Pátria Grande, que nega a Pátria Brasileira e institui uma capital em Havana.

A seita ou “religião bizarra” petista atuou nas últimas eleições chantageando beneficiários de bolsas em todo País dizendo que Marina e Aécio acabariam com o Bolsa-Família. Seus sacerdotes, depois, foram receber o viático do Petrolão, pelo culto ao diabo invocado publicamente por Dilma…

MEDALHAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Da última vez em que estive em Sampa, visitei a feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto. Chamou-me a atenção uma banca que expunha à venda uma grande quantidade de comendas, divisas, insígnias e medalhas.

Eram peças de todo tipo de metal, do ferro ao ouro, fitas, faixas e cintas de cores diversas; interessando-me por uma roseta de crochê para uso na lapela, perguntei qual a origem, e o vendedor disse-me que patenteava uma medalha do mérito da marinha boliviana…

A História das medalhas vem de longe. Foram usadas desde a Mesopotâmia ao Antigo Egito, e ressurgiram do Ocidente, associadas às cruzadas e à Reconquista cristã da Península Ibérica, segundo a tese da doutora Camila Borges da Silva. Napoleão, um gênio da organização militar, serviu-se delas para estimular o desempenho dos seus lugares tenentes.

As comendas chegaram ao Brasil com Pedro Álvares Cabral, que era cavaleiro da Ordem de Cristo. E as nossas primeiras medalhas datam de 1809, gravadas pela corte portuguesa emigrada; mas a sua concessão exclusivamente nacional veio a partir da Guerra do Paraguai, adotadas pelo Exército e a Marinha.

No Império, existiram poucas Ordens e a distribuição de medalhas pelo imperador era restrita a personalidades de real valor. Comendadores e condecorados foram Caxias, Cândido Mendes, Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa e Saldanha da Gama.

Surgiram na República critérios descentralizados para outorgar essa honraria. Não era para qualquer um; com uma ou outra exceção, os dignitários distinguiam-se na abnegação pela coisa pública, no heroísmo e no patriotismo. Uma coisa era certa: o estigma do favoritismo, da falsidade ideológica e da corrupção não maculava os nobilitados.

A importância das medalhas hoje em dia, é ridículo. Banalizaram-se com a distribuição desregrada em concursos de beleza, torneios esportivos, exposições, efemérides cívicas e religiosas, ONGs fajutas, etc. etc. etc. e botem etc. nisso!

O insensato festival de medalhas também alcançou os círculos oficiais. Desviou-se da habilitação pessoal para a adulação e a troca de favores. No caso das medalhas de mérito, principalmente militares, é impressionante o desprezo pelo merecimento, abalando a confiança dos doadores.

Seria entediante repetir que tudo neste País piorou recentemente. Bastam as ilustrações que temos no noticiário da imprensa: A FAB condecorou a senhora Marisa Letícia Lula da Silva com a Medalha do Mérito Santos-Dumont, homenagem que dispensa comentários; e o guerrilheiro fujão José Genoíno, delator da Guerrilha do Araguaia na década de 70, exibe a Ordem do Mérito Militar.

As medalhas do Pacificador foram distribuídas largamente, alcançando os ex-deputados João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto e Roberto Jefferson, condenados na Ação Penal 470, o famoso “Mensalão”. E o chefe daquela lambança criminosa, José Dirceu, recebeu o título de comendador.

Dá vergonha constatar que todas as distinções aos mensaleiros se mantêm apesar das punições desabonadoras sofridas por atentados contra o Erário, as instituições e a sociedade. A preservação dessas comendas, portanto, desobedece aos princípios que regem as doações.

É “estarrecedor” listarmos os condecorados da República dos Pelegos, o chefe Lula da Silva, o PT e os petistas, ministros, o Congresso Nacional, setores do Poder Judiciário e generais colaboracionistas. Tais revelações imprimem a convicção de que este regime precisa ser derrubado para recuperarmos a honra e a glória do Brasil.

A subversão de valores reinante é tão descabida que uma agente de trânsito, no exercício da função, que enfrentou a ilegalidade prepotente de um juiz, em vez de ganhar uma medalha, foi sentenciada a pagar uma multa ao contraventor, por decisão de um desembargador igualmente inabilitado para a função que exerce.

 

 

Brecht

O Analfabeto Político (Bertold Brecht)

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo

CULTURA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Após tomar conhecimento da “estarrecedora” opinião do ministro José Eduardo Cardozo (pasmem, ele é da Justiça!) afirmando que “A corrupção no Brasil é cultural”, senti-me na obrigação de relembrar e revisar antigos estudos sobre cultura.

A pesquisa sempre traz uma sensação agradável, agregando coisas novas ao conhecimento; é como a releitura de livros ou assistir filmes pela segunda vez, a terceira ou mais, oferecendo exposições originais e cenas singulares que antes passaram despercebidas.

Descobri agora, por exemplo, que “agricultura” precedeu à “cultura”.  A palavra provém do latim (cultus), e na velha Roma referia-se ao cultivo da terra e o gado, um conceito que se manteve na Europa durante toda Idade Média.

O século XVIII – conhecido como o Século das Luzes – foi o big-bang das mudanças, graças ao movimento enciclopedista, de antigas versões filosóficas, políticas, religiosas e da lingüística educacional e estrutural. As transformações começaram com o abandono do latim e a adoção das línguas nacionais na divulgação do saber.

Foi àquela época, que se constituíram e se fortaleceram os estados modernos; e também que a cultura, tal como conhecemos hoje, se destacou nos círculos letrados e passou a ser vista como expressão dos costumes e da erudição, das heranças nacionais e populares, da linguagem, dos mitos, das crenças religiosas, das festividades, dos alimentos, e até no que se convenciona chamar “comportamento educado”…

Este conjunto de expressões e condutas da sociedade mantém-se por práticas comuns, regras, normas, códigos e valores espirituais. Darcy Ribeiro registrou, por exemplo, entre os indígenas brasileiros o culto à honestidade, acima da autopreservação.

O princípio de pureza e dignidade dos nossos selvagens persistiu e se ratificou pelo respeito aos bens alheios e aos princípios da verdade. Isto, a despeito dos primeiros colonizadores brancos, degredados infratores portugueses, e da migração perversa dos escravos africanos, trazendo com eles ódio e revolta.

A qualidade de caráter dos brasileiros teve, sem dúvida, o amálgama da educação jesuíta. No Brasil, pela sua formação, a cultura não se apóia somente nos costumes populares, requer também erudição, noções de humanismo, informações científicas e conhecimentos adequados à realidade.

É claro que isto não convém ao pensamento dos eventuais ocupantes do poder;  para a pelegagem governamental estudar, pensar com a própria cabeça e defender princípios, é uma característica da “elite branca” – limitação indefinida e racista para nossa sociedade miscigenada. Trata-se da importação ideológica do “socialismo bolivariano” andino, onde regionalmente persistem desigualdades raciais, como não é o nosso caso.

O assassinato da cultura nacional é o divisor entre o oficialismo militante e os brasileiros alfabetizados, informados e pensantes. O lulo-petismo faz a louvação do analfabetismo, como conseqüência do culto à personalidade do apedeuta Lula da Silva. Assim, o apagão da inteligência passou a ser etiqueta da “Era Lula”, onde “quadro intelectual” é qualquer pelego de sindicato ou de “conselho popular”.

Dessa maneira, a ignorância e a falta de instrução dominam o aparelho de Estado. O Ministério da Cultura dedica vultosas verbas para desfiles de modas em Paris; e o maior feito cultural do Governo Dilma foi tornar a Capoeira patrimônio imaterial da humanidade… Bah!

Finalmente, chegamos ao conto do vigário de José Eduardo Cardozo: Para justificar os escândalos do Petrolão e da roubalheira institucional do PT-governo, o Ministro da Justiça (!?) ensina que os brasileiros crescem e aprendem em casa e na escola que roubar é natural; que milhões de brasileiros são corruptos, e que ser honesto é uma deformidade cultural…

Triste, é que Cardozão não está só. O mentor de tudo, Lula da Silva, faz a mesma pregação; e o mamulengo que ocupa o Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mobiliza a sua base política para impedir as investigações sobre a corrupção na Petrobras.

Felizmente, o Brasil civilizado não virou a lixeira moral como querem os lulo-petistas. Por isso, a resistência contra mais este crime de lesa-pátria, nivelando a Nação com os ladrões, o povo se agiganta e vai às ruas exigindo o fim da República dos Pelegos!

 

Caetano Veloso – Desde que o samba é samba

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