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HERÓIS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Quando o ideal desaparece, os civilizados erguem as mãos para o céu exclamando que morreu o próprio Deus” (Jean Izoulet)

O Partido dos Trabalhadores começou como um partido de novo tipo; mas, com origem camaleônica virou pelo fanatismo preguiçoso e obediente dos seus seguidores, uma seita cultuando a personalidade de Lula da Silva. E revelou-se agora uma organização criminosa que assiste o crepúsculo do seu “deus”.

Falsos profetas e heróis do PT estão presos por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; estão à espera na cadeia pelos outros ainda não julgados pelo tribunal da faxina.

Os heróis autênticos cultuados nas mitologias ocidentais antigas, greco-romana e nórdica, cumpriam missões onde os deuses não podiam atuar impedidos de interferir no destino dos mortais. Eram personalidades híbridas de homens e deuses superiores aos humanos em força, inteligência e velocidade, mas não eram imortais como os deuses.

Como disse alguém, os heróis adquiriam com as façanhas realizadas, ‘uma dimensão semidivina’. Ao contrário dos mitos universais, os ‘heróis’ da mitologia lulo-petista no Brasil limitaram seus feitos a roubos; nunca passaram de reles ladrões de ponto de ônibus, gângsteres assaltantes de bancos ou prevaricadores e corruptos passivos na administração pública.

O escritor escocês Thomas Carlyle, que escreveu “Os heróis, o culto dos heróis e o heroico na História”, abriu um leque de análises sobre literatura, política, religião e propôs para o estudo periódico da História Moderna três momentos revolucionários:

O primeiro veio com o protestantismo combatendo a soberania papal; depois, a revolta dos puritanos ingleses contra a soberania dos reis; e, por fim, a Revolução Francesa abolindo todas as espécies de soberania.

É de Carlyle o enaltecimento ao “Culto dos Heróis”. Para ele, este culto sempre existiu através dos tempos e, quando surge um herói, trata-se de “uma revelação singular”, pois que vem para reconhecer a igualdade entre os homens e para manter a Ordem.

Se Carlyle tivesse conhecido a bandeira brasileira republicana aplaudiria seu dístico “Ordem e Progresso”. Em respeito à Bandeira Nacional não podemos admitir como herói uma criatura da desordem. É impensável respeitar quem atue para se perpetuar no poder, para garantir a soberania totalitária de um partido e para enriquecer seus hierarcas através da fraude, da demagogia e do roubo?

Somente uma mente nascida com limitação anatômica cerebral ou intoxicada por uma ideologia distorcida pode comparar Hércules, Jasão, Orfeu, Perseu, Polux com Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, Silvinho e Vaccari…

A miopia político-ideológica dos lulo-petistas é apreciada vendo o seu desespero por perder os benefícios e vantagens que o governo corrupto lhes oferece. Por isso pregam a desordem e a dissolução da administração pública para impedir a governabilidade do sucessor de Dilma.

É escancarada a mobilização de sabujos black-blocs, pelegos da CUT, MST, MSST, UNE, UBES e tentáculos menos votados de entidades sovadas pelo dinheiro público para uma ação do heroísmo às avessas, a subversão da ordem pública.

Destoa na Mitologia greco-romana a figura de Dionísio ou Baco, também o filho de um deus. Em vez de se destacar como os heróis, a figura abjeta da sua embriaguez nos lembra Lula da Silva; e ao seu lado lembramos a monstruosa Quimera, metade mulher, metade jararaca, que o herói Belerofronte matou para resguardar a felicidade do povo.

Entre os heróis mitológicos, enalteço Jasão e os argonautas, comparando-o à pessoa do juiz Sergio moro e aos patriotas independentes da Polícia Federal e do Ministério Público. Estes não deixam a chama olímpica do ideal se apagar enfrentando os monstros que queriam dominar o País através da corrupção.

 

 

Fernando Pessoa – Antonio de Oliveira Salazar

Antonio de Oliveira Salazar.

Tres nomes em sequencia regular…

Antonio é Antonio.

Oliveira é uma arvore.

Salazar é só apelido.

Até aí está bem.

O que não faz sentido

É o sentido que tudo isto tem.

 

Este senhor Salazar

É feito de sal e azar.

Se um dia chove,

A agua dissolve

O sal,

E sob o céu

Fica só azar, é natural.

 

Oh, c’os diabos!

Parece que já choveu…

 

Coitadinho

Do tiraninho!

Não bebe vinho.

Nem sequer sozinho…

 

Bebe a verdade

E a liberdade,

E com tal agrado

Que já começam

A escassear no mercado.

 

Coitadinho

Do tiraninho!

O meu vizinho

Está na Guiné,

E o meu padrinho

No Limoeiro

Aqui ao pé,

Mas ninguém sabe porquê.

 

Mas, enfim, é

Certo e certeiro

Que isto consola

E nos dá fé:

Que o coitadinho

Do tiraninho

Não bebe vinho,

Nem até

Café.

 

Fernando Pessoa

Bocage – Quer ver uma perdiz chocar um rato

Quer ver uma perdiz chocar um rato,

Quer ensinar a um burro anatomia,

Exterminar de Goa a senhoria,

Ouvir miar um cão, ladrar um gato;

Quer ir pescar um tubarão no mato,

Namorar nos serralhos da Turquia,

Escaldar uma perna em água fria,

Ver um cobra castiçar co’um pato;

Quer ir num dia de Surrate a Roma,

Lograr saúde sem comer dois anos,

Salvar-se por milagre de Mafoma;

Quer despir a bazófia aos Castelhanos,

Das penas infernais fazer a soma,

Quem procura amizade em vis gafanos.

Bocage – Camões, grande Camões, quão semelhante

Camões, grande Camões, quão semelhante

Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!

Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,

Arrostar co’o sacrílego gigante.

Como tu, junto ao Ganges sussurante,

Da penúria cruel no horror me vejo.

Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,

Também carpindo estou, saudoso amante.

Ludíbrio, como tu, da Sorte dura

Meu fim demando ao Céu, pela certeza

De que só terei paz na sepultura.

Modelo meu tu és, mas . . . oh, tristeza! . . .

Se te imito nos transes da Ventura,

Não te imito nos dons da Natureza.

O DIABO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a ideia de fundar uma igreja” (Machado de Assis – ‘A Igreja do Diabo’)

Quando candidata à reeleição em 2014, Dilma conjurou o Diabo para ganhar a campanha, os bispos católicos não ligaram, porque se antecederam transformando a CNBB em sindicato. Suas eminências certamente folhearam os manuscritos beneditinos e viram a invocação de Dilma com naturalidade, como Goethe inspirando-se no folclore alemão para escrever o poema trágico “Fausto”.

Fazer um acordo com o Diabo, como fez Fausto, leva a todos os males humanos; mas no caso de Goethe, seu personagem teve forças para resistir à sedução da bruxa na festa da Noite de Santa Valburga; coisa que Dilma, na sua fraqueza, não conseguiu fazer: entregou-se e cumpriu uma das máximas de Goethe: “Onde há cobiças, é natural o errar”.

Um ‘negócio com o Diabo’, ‘pacto com o Diabo’ ou ‘Barganha Faustiana’, é uma aspiração dos cobiçosos, motivo de ambição e desejos irrefreáveis, que levam intelectuais e artistas que venderem suas consciências para entrar na Lei Rounet…

O Demônio tem muitos nomes, já citei três: Diabo, Mefistófeles e Demônio. No linguajar brasileiro ainda temos belzebu, canhoto, capeta, coisa ruim, demo, encardido, satanás tição, tinhoso… E, na penumbra dos conventos e das catedrais, ‘Ele’ aparece citado por Ezequiel e Isaias: “Lúcifer”, o anjo que se revoltou contra Deus e foi expulso do ‘Céu’.

Na História Antiga temos citações do enfrentamento de Lúcifer com Deus; seu nome vem palavra da hebraica “helel”, que significa brilho. Esta designação se refere à beleza do Anjo e pode ser traduzida como “estrela da manhã”.

O Príncipe das Trevas poderia muito bem conciliar com Eduardo Cunha ou Lula da Silva, mas não se rebaixaria em compor com Dilma. Este que emparceirou com ela é apenas um diabrete que veio para satanizar o Brasil – e a ela própria, que passou de ‘Gerentona’ para personificar a incompetência; e de conselheira presidencial virou uma subalterna de Lula, inábil e leniente com a corrupção.

O Demônio tem uma imagem descrita de várias maneiras, das prédicas de Martin Lutero ao teatro de Gil Vicente; mas a figura do comparsa satânico de Dilma é uma figura vermelha com chifres de veado e cascos de bode e um enorme rabo peludo. E fede a enxofre queimado.

Na grande cauda, o Espírito das Trevas arrasta consigo a corrupção lulo-petista dos aloprados, sanguessugas, do Mensalão e Petrolão, das investigações da Lava Jato, dos hierarcas petistas na cadeia, do sítio e do tríplex, e do impeachment…

As diabruras também mexeram com a vida da gente. Foi o Pai da Mentira quem inventou o ‘politicamente correto’ cobrando à décima-segunda geração dos brasileiros por uma escravatura que já existia na Europa antes da descoberta do Brasil, praticada e negociada pelos sobas africanos negros.

Na Era Petista o Tinhoso não inventou o Rock como cantou Raul Seixas, mas criou a dança dos alvos políticos como assistimos a gangue bolivariana no Senado criticando os deputados que votaram no impeachment por Deus, família e filhos, mas aplaudiu um professor da UFRJ que foi lá defender Dilma, fazendo juras de amor para a mulher pela tevê…

O Capeta trouxe o castigo a cavalo: A cena que fica gravada do último governo do PT não será a mobilização terrorista do general Stédille e do sargento Boulos, mas a bunda da mulher do ministro do Turismo, como atrativo para os que vêm para as Olimpíadas.

O psicanalista Jung, que justificou o estereótipo maligno do Demônio para realçar o bem de Deus, tem o diagnóstico de exorcismo para Presidente, cujas maldades nos últimos dias no poder são diabólicas. A expulsão de Lúcifer do reino de Deus se repete no campo político do Brasil, onde o Deus é a Constituição que expulsa Dilma. Amém.

 

Augusto dos Anjos – Soneto

A praça estava cheia. O condenado

Transpunha nobremente o cadafalso,

Puro de crime, isento de pecado,

Vítima augusta de indelével falso.

 

E na atitude do Crucificado,

O olhar azul pregado n’amplidão,

Pude rever naquele desgraçado

O drama lutuoso da Paixão.

 

Quando do algoz cruento o braço alçado

Se dispunha a vibrar sem compaixão

O golpe na cabeça do culpado

 

Ele, o algoz – o criminoso – então,

Caiu na praça como fulminado

A soluçar: perdão, perdão, perdão!

Augusto dos Anjos – A fome e o amor

A um monstro

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!

Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!

Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois

Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

400 anos da morte de William Shakespeare

Soneto 92 ~

Faz teu pior pra mim te afastares,
Enquanto eu viva tu és sempre meu,
Não há mais vida se tu não ficares,
Pois ela vive desse amor que é teu.

Por que hei de temer grande traição
Se tem fim minha vida com a menor;
De vida abençoada eu sou, então,
Por não estar preso ao teu cruel humor.
Tua mente inconstante não me afeta,
Minha vida é ligada à tua sorte;
Como é feliz o fato que decreta

Que sou feliz no amor, feliz na morte!
Porém que graça escapa de temer?
Podes ser falso e eu sequer saber.

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ÉTICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Uma ética e uma filosofia são muito importantes na criação de uma atmosfera mental adequada” (Aldous Huxley)

Fico muito triste ao confessar que após ter acumulado mais de 70 anos de experiência direta, acho que está difícil viver atualmente no Brasil; mas ir para onde? Como? E mesmo que pudesse, acho um absurdo, sem necessidade ou ser obrigado morar fora da minha Pátria. Já ensaiei isto, passando um tempo na Europa, onde a saudade me dominava, sofrendo até por falta de suor…

Assumo, porém, o direito de reclamar. A falta de conduta ética entre os brasileiros, induzida pelos agentes políticos, é uma epidemia que se espalha por todos seguimentos sociais que veem no comportamento das altas esferas do poder, um exemplo a ser seguido.

Os desvios, os erros, vacilações e até mesmo as ações corruptas de um governo constituído por uma associação política arrogante e totalitária se refletem sobre as massas estimulando a violência e o banditismo.

Um governo e o partido dominante não têm Ética – a palavra destinada a medir o procedimento humano nos seus atos pessoais e públicos – produzem o que assistimos e o que nos revolta. Por que é a ética que imprime o equilíbrio e o bom funcionamento social em defesa da cidadania.

A palavra vem do grego antigo ‘ethos’ (caráter, modo de ser de uma pessoa), usada por Aristóteles, discípulo de Platão, no conceito filosófico destinado ao estudo do comportamento humano, sua disciplina, motivação, distorção e seus reflexos na sociedade.

Na apreciação da Filosofia moderna, a Ética é uma ciência cujos princípios revelam os valores morais de uma sociedade e seus seguimentos. Por isto, cria exclusividades destinadas a classes sociais e modos de produção criando, por exemplo, ética educacional, ética esportiva, ética empresarial, ética jornalística, ética médica, ética profissional (trabalho), ética na política, etc.

É aí que a porca torce o rabo… Os princípios que norteiam a Ética não podem ser impostos pela lei. Devem nascer da formação cultural, da educação doméstica e escolar e, de certa maneira, das noções de justiça social.

A adoção da Ética no regime republicano e na democracia adotada pela consciência e disciplina individual das cidadãs e dos cidadãos, deve guiar-se pelas virtudes cardiais, prudência, justiça, coragem e temperança.

A ética política pressupõe um Estado forte que não permita o descumprimento da lei, que pratique, exija e mantenha a defesa da coisa pública, o que infelizmente não corresponde no Brasil aos seus governantes.

Será dificílimo implantar tal comportamento numa realidade antiética, oposta aos ideais de moralidade e de obediência às leis. O sistema de governo tem à frente a presidente Dilma, cínica, incompetente e mentirosa, manipulada por um pelego ilusionista, amoral e desonesto.

Por ressonância magnética o que se vê no governo do PT é a desonestidade dos pelegos campeando e o resultado que é transmitido mundo afora é a mulher de um ministro pelada, mostrando que para o lulo-petismo, além de dólares na cueca, vemos também a bunda de fora…  Diante disso, 93% dos brasileiros inconformados com este estado de coisas, querem dar um fim ao sistema lulo-petista através do impeachment de Dilma Rousseff.

Esta exigência patriótica tem relação com o sonho de construir uma supraestrutura imanente das aspirações nacionais, libertando-nos da sinistra e degradada Era Petista trazendo aquela ‘atmosfera mental adequada’ para nosso desenvolvimento civilizatório e econômico.

 

 

 

 

400 anos da morte de William Shakespeare

Soneto 18 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

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