Míriam Leitão no Panorama Econômico
A Previ já perdeu R$ 15 bilhões com a queda da bolsa, mas continua com superávit. Todos os fundos perderam parte do que ganharam nos anos anteriores. Os bancos já apertaram o crédito para as empresas. Os juros vão reduzir o crescimento do ano que vem.
A queda das commodities reduz renda no país. Há vários canais pelos quais uma crise pode chegar ao Brasil, mesmo a economia estando bem. Quando o dia termina melhor do que começa, como ontem, aí mesmo é que é preciso lembrar que não existe país blindado contra crise global.
O economista Ilan Goldfajn acha que o Brasil precisa evitar cometer um velho erro: o da síndrome da “ilha de tranqüilidade”, de país blindado contra a crise. Foi esse o erro que o Brasil cometeu no fim dos anos 70.
Diante da segunda crise do petróleo, as alternativas eram: reduzir o crescimento, e ajustar a economia à nova realidade de baixa liquidez e pressão inflacionária, ou acelerar o crescimento. O país escolheu a segunda e colheu uma recessão no começo dos anos 80. —
Não dá para fingir que não tem crise. O país não pode cometer excessos como o crescimento do crédito a 30% e aumentos altos de gastos com funcionalismo — disse Ilan.
Leia na íntegra A crise e o Brasil
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