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Banco do Brasil favorece partidários
“Mantida em sigilo mesmo quando estava sendo investigada pela CPI dos Correios, a lista de beneficiados pelo patrocínio do Banco do Brasil mostra que nem de longe atende ao “compromisso social para preservação dos valores da cultura nacional”, como determinam as diretrizes do governo para a área de publicidade. Ao contrário, revela interesses tipicamente partidários ou privados.
A conclusão é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que decidiu pedir auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) nos patrocínios do BB e apresentar projeto de lei definindo como as entidades estatais devem distribuir recursos para essa finalidade. Entre os casos apontados por Dias está a destinação de R$ 500 mil ao 8º Congresso Nacional da CUT e de R$ 1,52 milhão para o Minas Tênis Clube de Belo Horizonte custear placas de sinalização da sede, ingressos para o jogo de futebol Brasil e Argentina, torneio interno de futebol society e uma festa de Natal.
Os dois casos são de 2003. Na época, a DNA do publicitário Marcos Valério – tido como um dos mentores do esquema do mensalão – era uma das agências que atendia ao BB. O Banco patrocinou ainda com R$ 2,5 milhões organizações não-governamentais que participaram das reuniões do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre”.
Rosa Costa e Gustavo Freire, jornalistas (de Brasília)
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