Governistas obrigados a corar
“Quando o procurador Antonio Fernando descreve as relações entre pessoas e instituições privadas e públicas, recorrendo a perguntas malvadas e claras para ironizar o esquema, mesmo o mais crédulo governista é obrigado a corar. Os envolvidos e os seus torcedores martelam no respeito à “técnica jurídica”, como se fosse necessário lembrar isso ao Supremo e à opinião pública a toda hora. O exemplo mais evidente é o do ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, por onde todas as teias do mensalão passavam. Ou melhor, começavam e acabavam. Seu advogado, seus amigos, seus seguidores e seus colegas no governo nem se dão ao trabalho de defendê-lo de fato. Limitam-se a alegar falta de provas, a “lembrar” ao Supremo que não é uma casa política e a exigir respeito à “técnica jurídica”. Como se o que fez ou deixou de fazer não importasse”.
Eliane Cantanhêde, jornalista
OPINIÃO: Desde quando os amorais enrubescem, cara Eliane? Alguns – são muito poucos – desavisados, parecem surpresos e mesmo abalados ao tomar conhecimento do alcance da organização criminosa montada pelo Campo Majoritário do PT pelo processo que corre no STF ; entretanto, a grande maioria dos letrados deste país viu desde a denúncia de Jefferson, do que eram e foram capazes os janízaros do projeto de 20 anos de poder petista sob o comando do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. E é bom esclarecer que o julgamento no Supremo é jurídico, claro, mas também é político na medida em que implode o núcleo da corrupção montada no PT-governo. MIRANDA SÁ
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