Comentário (IV)
A quadrilha
“Uma quadrilha formada para a prática de peculato, falsidade ideológica, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, gestão fraudulenta está à solta no Brasil. A firmeza e a coragem do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao dizer que o comportamento dos denunciados nos crimes supracitados é típico do submundo do crime, nos deixaram mais esperançosos num futuro melhor. Lamentamos a ausência de um deputado ou senador com coragem suficiente para repetir no Congresso Nacional as palavras do deputado francês Maximin Isnard, que no ano de 1791 disse aos congressistas franceses: “Nós nos encontramos entre o dever e a traição, entre a coragem e a covardia, entre a estima e o desprezo. Nós reconhecemos que eles são culpados e, se não os punirmos, é porque sejam príncipes? É a longa impunidade dos grandes criminosos que transforma o povo em carrasco… Eu lhes digo que é preciso vigiar. As nações que dormem, ainda que por um instante, acordam acorrentadas… Se queremos ser livres, é necessário que só a lei governe…”
Leônidas Marques (leo_vr@terra.com.br)
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