Caixa 2 pagou sede do PT gaúcho, diz Zé Dirceu

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Trechos da reportagem de 12 páginas de Daniela Pinheiro sobre o ex-ministro José Dirceu publicada na edição da revista Piaui que chegou hoje às bancas no Rio e em São Paulo:

* “Disse que a construção da sede do PT, em Porto Alegre, ‘foi feita só com dinheiro de caixa dois. Era com mala de dinheiro’. Lembrou que quando foi feita a denúncia, que atingia em cheio o governo de Olívio Dutra, ‘a gente estava com eles, não os abandonamos em nenhum minuto’.

* Sobre as críticas de outras correntes do PT em relação ao mensalão: ‘Esse pessoal é assim. Chegava para o Delúbio e falava: ‘Delúbio, preciso de 1 milhão’. Como é que alguém vai arrumar esse dinheiro assim, de uma hora para outra?’, disse, referindo-se ao ex-tesoureiro do partido sob a acusação de ter montado o esquema irregular de financiamento de campanha. ‘Aí, quando não recebiam o dinheiro, diziam que estavam sendo preteridos porque eram de uma outra corrente, de uma outra ala, que a direção era autoritária. O pobre do Delúbio tinha que ir aos empresários conseguir doações. Aí, estoura o mensalão e esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala. O que não dizem é que a mala era para eles’.

* [Zé Dirceu] tem uma carteira de quinze bons clientes, a maioria deles estrangeiros, aos quais presta consultoria. Os brasileiros lhe pagam entre 20 e 30 mil reais. Deu como exemplo de cliente de peso o banco Azteca, do empresário mexicano Ricardo Salinas, que quer se estabelecer no Brasil (…). Outro cliente é o também mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, que planeja implantar no Brasil a televisão a cabo com mensalidade de 40 reais. ‘Mas não sou consultor dele no Brasil’, disse. ‘Como defendo coisas contrárias ao interesse dele aqui, temos um acerto informal de buscar negócios em outros países da América Latina’.”

Leia outros trechos no blog “E você com isso?”

Fonte: Noblat

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