Artigo

HERÓI

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Antigamente canonizávamos nossos heróis. O método moderno é vulgarizá-los”. (Oscar Wilde)

A minha geração familiar recebeu dos avoengos as lições básicas de respeito à evolução natural que chamamos a Lei da Vida, sem qualquer tipo de coerção. Fluíam esses ensinamentos no rito de passagem de pais para filhos, sem que nos déssemos conta disso.

Eu, minha irmã e primos (mais de vinte) aprendemos em casa o amor pela Pátria e o orgulho pelos heróis que a construíram e nos legaram. Adoto por princípio até hoje estes ensinamentos, até por capricho; conheci muitos países e convivi com outros povos, e me convenci de que o que foi bom para os ancestrais será para as próximas gerações.

Cresceu, porém, no século passado, a visão negativista de que Pátria e herói são coisas abstratas; e como esta ideia insensata veio embrulhada junto à utopia do coletivismo e da igualdade, num pacote envolvido de papel celofane colorido enfeitado de fitas, convenceu a fração social dos medíocres alguns até dom títulos acadêmicos!

Estes pobres de espírito, seguidores da banalização da Pátria e dos heróis, fazem de tudo para o triunfo desta idiotice: polarizam a política entre direita e esquerda, dividem a sociedade entre brancos e negros, atiçam rivalidades religiosas, incentivam o desrespeito às leis e até mudam o significado das palavras…

O desvirtuamento da língua que Rui Barbosa tanto criticava mostrando-o como sinal da degeneração de uma nação ouvimos de suas bocas e lemos nos seus escritos.

“Herói” é uma pessoa audaciosa, corajosa, destemida, notável, ousada, valente…  O verbete dicionarizado é um substantivo masculino, com versão feminina, “heroína”. Sua origem é grega, “heros”, que adotada no Latim por Virgílio, é Hërös.

Vem de tempos muito antigos a veneração e o respeito aos heróis. As diversas mitologias reverenciam os heróis como um mortal divinizado por ser filho de um deus ou uma deusa com um ser humano. Era considerado um semideus.

Transmitida através dos séculos a referência aos heróis, criou-se nos corações e mentes dos brasileiros nascidos de pai e mãe, não de chocadeira, a memória e o culto dos nossos heróis, a partir dos tiveram um papel fundamental na nossa formação, o branco, o índio e o negro representados por André Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Henrique Dias, resistentes ao domínio das Companhia das Índias Ocidentais.

São também inesquecíveis as heroínas Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora, Branca Dias, Dandara dos Palmares, Joana Angélica, Maria Quitéria e Nísia Floresta. Guardamos na memória Cândido Rondon, Caxias, Frei Caneca, Osório e Tiradentes…

Estes heróis e estas heroínas dedicaram-se a defender a integridade territorial do Brasil e o interesse nacional, mantendo a ética, a decência e a moral, palavras que não constam dos manuais do lulopetismo, transformador de assaltantes do erário em heróis do PT e seus puxadinhos.

Os tempos modernos trouxeram novas definições protagônicas de heróis na literatura, no teatro, no cinema; dos quadrinhos surgiram super-heróis, personagens fictícios, e dos desenhos animados, heróis animais…

Mas nos entristece ver que há brasileiros – felizmente um grupo cada vez mais diminuto – que deturpa o verdadeiro conceito de herói, infamando-o e desonrando-o ao cultuar como tal o corrupto Lula da Silva condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Esta ignomínia nos leva a Castro Alves, no seu “Navio Negreiro” – “(…)é infâmia demais! … Da etérea plaga / Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! / Andrada! Arranca esse pendão dos ares! / Colombo! Fecha a porta dos teus mares! ”

 

 

 

O VOTO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandsasa@uol.com.br)

“O voto só é perfeitamente democrático se for livre e racional, o que supõe uma igualdade tendencial da informação e do poder econômico e social dos eleitores e dos elegíveis” (Francisco Sá Carneiro)

Mal saídos do regime militar autoritário, os brasileiros recebemos de um congresso eleito ao sabor emocional dos políticos oportunistas, uma Constituição feita nas coxas, contaminada pelo vírus populista inoculado por grupos de pressão. Nela foi adotado o “sufrágio universal”.

Sonhava-se em escantear o sufrágio restrito, os senadores biônicos e o bipartidarismo estabelecidos de cima para baixo para dar uma aparência de democracia ao regime militar; então deram direito de voto aos cidadãos a partir dos dezesseis anos de idade.

A palavra sufrágio é um substantivo masculino originário do latim “suffragium”, que literalmente significa “voto”. É o direito público de votar e ser votado, de acordo com a Constituição Federal; o voto é a maneira de exercê-lo, e o seu procedimento chama-se escrutínio.

Apesar do nome pomposo “sufrágio universal” ele se reduz ao direito de voto quando se trata de eleições políticas e em qualquer tipo de votação ter a participação dos aptos legalmente a votar sem distinção de etnia, sexo, crença ou classe social.

Parece uma beleza, mas no Brasil representa apenas o antepasto do banquete onde são convivas os militantes dos partidos formados na chamada redemocratização, sem uma definição ideológica, com programas semelhantes.

Para o povo, não significa absolutamente nada, pela dificuldade de cumprir as regras feitas no “arrumadinho legal” de conservadores e liberais e direita e esquerda, misturadas para se manterem no poder.

Então, temos um arremedo de Democracia com uns cidadãos mais iguais do que os outros, e uma fachada de República que deveria ser composta de três poderes iguais, independentes e separados, mas tem um Judiciário capenga, com seus membros indicados pelo Executivo e referendados por um Legislativo submisso…

Isto exposto no contexto do sufrágio e do voto, lembro uma frase de George Orwell, o genial autor de “1984” e “A Revolução dos Bichos”, que gosto muito e vivo divulgando: “Um povo que elege corruptos, impostores, ladrões e traidores, não é vítima. É cúmplice! ”

Então dou um mergulho na realidade brasileira para expressar a minha aversão pela chamada “redemocratização” que foi, sem dúvida, a deterioração do tecido político nacional e o maior exemplo disto foram as candidaturas presidenciais por eleição direta de Collor e de Lula.

Passados anos sem democracia, a “democracia” que apareceu foi a promoção de indivíduos e partidos descompromissados com os reais interesses do povo brasileiro, aproveitando-se do poder para auferir benesses, como os malfadados “foro privilegiado”, “auxílio moradia”, “cartões corporativos” e “isenções do imposto de renda”.

Para alicerçar a legalidade fajuta de tais privilégios, fortaleceram as corporações, multiplicaram os sindicatos, inventaram “bolsas” disto e daquilo, aparelharam os órgãos de governo, enfim, facilitaram todos os tipos de assalto ao Erário.

Para piorar a situação, tivemos catorze anos de PT-governo e ainda nos resta um “puxadinho” dissidente. Neste período a corrupção foi institucionalizada, a representação popular gangrenou e as cúpulas dos poderes republicanos trocaram o respeito e a credibilidade pela prevaricação.

Com o lulopetismo veio a urna eletrônica bolivariana cuja pré-disposição à fraude, leva-nos a pensar com Paul Charles Bourget que escreveu: “O sufrágio universal, a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças”.

O MURO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga” (George Orwell)

O Muro é um marco para separar ou proteger propriedades sejam públicas ou privadas, como um tipo de parede de estrutura alicerçada e sólida. Há vários tipos de muro, mas os mais usados são os muros de arrimo nos conglomerados urbanos e os muros de pedra solta nas regiões agrárias.

Dicionarizado, o verbete muro é um substantivo masculino significando obras de alvenaria que separa terrenos contíguos; sua etimologia é latina, múrus, e sua vasta sinonímia abrange abrigo, cerca, defesa, muralha, murado, proteção, tapume, etc.

Os muros recordam alegrias, romantismo e tristezas. Lembro-me da minha infância querida quando participando de um bando de crianças subindo nos muros para colher abios, goiabas e mangas; o romantismo leva-me a Cecília Meireles: “Pelos muros do seu peito/ durante inúteis vigílias/ desenhei meus sonhos de hera”.

Da literatura, extraímos a coletânea de contos “O Muro”, do intelectual e filósofo Jean Paul Sartre publicada em 1939, tendo como cenário a guerra civil espanhola. Sartre enfoca individualidades espantadas e hesitantes às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

A narrativa d’O Muro precedeu o controverso existencialismo, defendido por Sartre sob forte influência do pensamento de Kierkegaard. Seu livro “O Existencialismo é um Humanismo” estabeleceu uma forte discussão sobre o sentido da vida através da liberdade incondicional e a responsabilidade pessoal.

Hoje, o Existencialismo está esquecido nos círculos acadêmicos brasileiros, que pela sua baixa formação se preocupam mais com o “golpe do impeachment” que derrubou a incompetente e corrupta Dilma Rousseff da presidência da República.

Pouco s’ importa a “Universidade da Pátria Educadora” com a inclusão da realidade concreta dos indivíduos por suas ações e forma de viver a vida… Para que lembrar o pensamento filosófico se a falta de educação, o desapego pela ética e a ideologia superada do stalinismo enchem os balões com o gás da utopia?

O “Muro” e o “Existencialismo” iluminaram o palco internacional quando a Segunda Guerra Mundial terminou e não conquistou a paz. Foi apenas o fim de uma Era e o começo da tensão entre as poderosas potências que derrotaram o III Reich e desnudaram os crimes do nazi-fascismo.

Então nasceu outro “muro”, o “Muro de Berlim”, uma muralha construída pela URSS separando a capital alemã, Berlim, entre a Alemanha Democrática e a Alemanha Comunista. Foi o símbolo da divisão do mundo e mostrou o temor do stalinismo em permitir a livre escolha entre o capitalismo e o comunismo.

O Muro de Berlim foi construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Diversas tentativas de fuga para o ocidente provocaram a morte de 80 pessoas, 112 feridos e milhares aprisionados.

Na década de 1980, quando o regime comunista se esgotou, levando a URSS à falência, surgiram dos dois lados de Berlim movimentos pela derrubada do muro; e um dia, populares com marretas e outras ferramentas o derrubaram. Sob seus escombros ficou enterrada a ideologia totalitária soviética, que as viúvas de Stálin insistem em ressuscitar nos países atrasados.

Os herdeiros da implosão natural do centralismo, da indivisão do poder, da destruição do pensamento individual, da extinção da família tradicional e do policialismo inquisitorial, agrupam-se no Brasil em torno do PT e seus puxadinhos, querendo trasladar a ditadura venezuelana dita “socialista” para o Brasil.

Desprezo os que seguem esta ideologia deturpada do bolivarianismo que reina na Venezuela, a “ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros”.  Fazem-no por má fé ou ignorância e abomino-os lembrando Sartre: “Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos”.

 

 

 

GREVE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Vejo o direito à greve essencial numa democracia e, por isso mesmo, contesto a sua banalização” (Miguel Sousa Tavares)

Impressiona-me a convocação de uma greve por juízes. Para mal, uma verdadeira execração, não se trata de um movimento a favor da Justiça, mas em favor de privilégios corporativos que os beneficia.

Enquanto os dicionários registram o verbete “greve” como substantivo feminino, exprimindo a recusa coletiva do trabalho exigindo o cumprimento dos direitos trabalhistas, melhoria de condições de produção, para evitar a perda de benefícios e até para obter novos benefícios.

A História capitula que a palavra vem do francês grève, relacionada à Place de Grève, em Paris, que, próxima ao porto do Rio Sena, era o local onde se reuniam estivadores e trabalhadores para discutir as condições de trabalho, como também de desempregados.

Inspirados por anarco-sindicalistas, ali nasceram os movimentos reivindicatórios de paralização do trabalho, aguardando o atendimento total ou parcial dos patrões, que se não viesse, eram interrompidos para evitar punições.

É evidente que a cessação do cumprimento da Justiça não se enquadra na definição nem na história das greves pelo mundo afora. Até por que os magistrados e afins fazem parte da elite bem remunerada do funcionalismo público.

Quando estudante de Direito, ouvi uma piada da turma de esquerda (não era essa esquerda populista de hoje) que punha na boca do líder soviético Wladimir Lênin a frase “Advogados, nem os do partido…”. E se registrava que ele, Lênin, era advogado…

No Brasil cartorial, desde sempre, arrasta os grilhões do bacharelismo e a magistratura sempre foi privilegiada. No Império e na República a administração pública sempre criou vagas para advogados, como um estribo de bonde, onde há sempre lugar para mais um…

Voltando à greve dos juízes, lembro que nunca passou pela cabeça pelo menos de um deles, fazer greve nos governos narcopopulistas do PT e seus puxadinhos. A ausência dessas paralizações se estendia também a todo movimento sindical, que cumpriu a uma antiga determinação doutrinária.

Veja-se que a ocorrência de greves sempre foi e ainda é desconhecida nos países comunistas, principalmente os que vivem sob regime ditatorial. Está nos manuais do Partido a proibição, amenizada pela novilíngua “se fizerem greves, os trabalhadores o farão contra si mesmos”. Isto está escrito, com todas as letras, no “Dicionário do Pensamento Marxista” de Bottomore.

Para que servem, então, os sindicatos no sistema comunista? Nós vimos com tristeza e revolta o que ocorreu nos governos lulopetistas: essas entidades se multiplicaram por 10 mil para servirem aos pelegos de caça-níqueis e trampolins eleitorais, desde que cumprissem as tarefas do PT.

A reforma trabalhista recente, felizmente, acabou com a famigerada contribuição fascista para os sindicatos, cortando a subvenção que atendia aos privilégios dos grupelhos que dominam o movimento sindical.

No caso que nos chama atenção atualmente, a greve dos juízes, faremos uma alerta estendida aos advogados que controlam a OAB. comprometidos partidariamente: Não apequenem a Justiça; os primeiros obrigam-se a respeitá-la; quanto aos outros, preservem-na como a galinha dos ovos de ouro…

 

PESO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A verdade é algo que tem efetivamente muito peso… se colocada n’água afunda, enquanto a ignorância boia” (Emílio de Meneses)

O peso entra nos estudos científicos como protagonista da Lei da Gravitação Universal de Newton, mas é menos levado a sério do que o pesadelo das mulheres e dos obesos, fonte de renda de charlatães de dietas…

Dicionários registram o verbete “peso” como substantivo masculino, definindo a força exercida por um corpo sobre qualquer superfície que se oponha à sua queda; na Física, é a força exercida sobre um corpo pela atração gravitacional da Terra.

É variada a sinonímia de peso. Carga, força e gravidade referindo-se a tudo que faz pressão; politicamente reflete autoridade, crédito, influência, poder e prestígio. Usado na Saúde, é enjoo, indisposição, mal-estar e náuseas e faz parte das superstições, representando azar, atribulação, desdita, fatalidade e má sorte. Substantivando o verbo “pesar”, dá “tristeza”.

Muitos países de influência espanhola batizaram as moedas nacionais de peso, como encontramos na Argentina, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, Filipinas, México e Uruguai.

No Esporte são os halteres, que usam as unidades de peso adotadas pelo Sistema Internacional de Unidades, cujo padrão é o quilograma, fracionado por gramas, antigamente escrevia-se “kilograma”, com “K”, e ainda conserva o símbolo deste, “kg”.

Na linguagem jornalística o “peso” entra sempre como “força”. Como está em moda combater-se as notícias falsas, pesa, por exemplo, na imprensa e nas redes sociais as “fake news”. É pesada esta doença no corpo da informação.

As “fake news” viralizam mundo afora. O bando de Obama-Clinton, incentivado por Soros, inimigo de Trump, bombardeou a campanha eleitoral dos EUA pesadamente. Porém, por se desmoralizarem com a rapidez com que se impõem, as notícias falsas vêm perdendo as forças entre as pessoas bem informadas.

A princípio enganaram muita gente, com títulos sensacionalistas e dados alarmantes, agindo e se propagando como uma espécie de vírus. Um analista da mídia explica que a crença nas “fake news” obedece ao fenômeno psicológico chamado “viés da confirmação”, isto é, sustenta a crença já existente na pessoa que lhe dá crédito.

Os agentes do “socialismo bolivariano” que aparecem boiando no mar da corrupção, como o PT e seus puxadinhos, repetem falsidades usando a velha tática stalinista de distorcer a verdade em proveito próprio.

Mudam o sentido da realidade em defesa do seu chefe Lula da Silva. Vêm repetindo como um mantra de que não há provas para sua condenação… Entretanto, 83% dos brasileiros sabem que Lula é culpado e foi condenado pela sua deseducação e desinformação, que para seus cultuadores é um “charme”.

Entretanto, por ser mal-educado e desinformado, corrompeu-se alucinado pelo poder e sua atuação junto a empreiteiras justifica a sentença atribuída pelo juiz Sérgio Moro, referendada e ampliada por unanimidade na 2ª Instância.

Não deve pagar somente pelo que se viu neste primeiro processo. Vem de longe o peso da sua culpa, desde o tempo em que estimulava e traía greves sindicais, e era informante do Dops de São Paulo.

Não se pode esquecer também que Lula acumulou uma fortuna, superior a R$ 30 milhões e suspeitosamente mais de US$ 50 milhões em paraísos fiscais e nas mãos de parceiros beneficiados por verbas do BNDES no Exterior.

Além disto, arrastou consigo os filhos e um sobrinho, envolvidos em tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As provas somam toneladas de peso…  Nos levam à Lei da Gravitação Universal de Newton: “Dois corpos atraem-se com força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade”. Esta atração vê-se nos corpos Lula e do PT, seu partido beneficiado com meio bilhão de reais em propinas e “caixa 2”.

PIPOCA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”                                                   (Autor desconhecido)

Outro dia uma das brilhantes inteligências das redes sociais foi pragmática ao lembrar que ainda restam outras seis investigações de denúncias contra Lula da Silva; escrevendo: “Lula parece panela de pipoca tirada do fogo. Ainda pipocam algumas…”

Quem tem a experiência de fazer pipoca sabe disso…  Ocorre até com as industrializadas próprias para micro-ondas que dispensam o utensílio que a finada Marisa Letícia mandou que os coxinhas enfiassem…

Os primeiros conquistadores que chegaram nas Américas encontraram a pipoca – que não conheciam – como um salgado à base de milho usado pelos índios tanto como comestível quanto para enfeitar os cabelos.

Pasmaram os europeus quando viram este produto dos grãos de milho e descreveram a pipoca, desconhecida na Europa, como um petisco em forma de flor servindo de alimento e adorno. Segundo pesquisas, ela surgiu na América há mais de dois mil anos; as sementes – de uma variedade especial do milho – foram encontradas por arqueólogos da Cordilheira dos Andes até o Estado norte-americano do Utah.

Os índios brasileiros sintetizaram a sua produção: os grãos são estourados em panela, no calor do fogo (explodem, quando aquecidos) ou atirados na brasa. Nos dias atuais o milho-pipoca (Zea mays everta) é levado ao micro-ondas numa embalagem especial.

O Dia da Pipoca no Brasil é comemorado no dia 11 de março. Já no Estados Unidos, a data escolhida pelo Popcorn Board é o dia 19 de janeiro. A pipoca é considerada o principal lanche e alimento símbolo do estado americano do Illinois, desde o ano de 2003.

Os dicionários portugueses classificam o verbete “Pipoca” como um brasileirismo, e realmente o é, pois deriva-se do Tupi Guarani pi (ra) – pele; poca – estalar; a pele rebentada.

O caroço de milho torrado e estourado, que virou acompanhante indispensável nos cinemas, é dicionarizado secamente como substantivo feminino designando “grão de milho rebentado pelo calor do fogo”. E ponto.

Quanto à gíria, multiplica-se a partir do verbo pipocar, usado no futebol como medo de dividir o lance, entre policiais e marginais como tiros de arma de fogo e entre sindicalistas, como uma forma de greve. Na Bahia, é acompanhar blocos sem comprar o abadá.

Temos o plural “pipocas”, que aparece como advérbio, nada: “não entendi pipocas do assunto”; e a figura do pipoqueiro, vendedor de pipocas querido das crianças na porta das escolas; ou jogador de futebol medroso; ou como registrou o jornalista, escritor, ator e dramaturgo Plínio Marcos, “pipoca”, bolsa de senhora, e “pipoqueiro”, punguista especializado em afanar bolsas de mulher.

Aparece, também, o masculino, “pipoco”, que quer dizer estampido e explosão, e, na política, como escândalo. Entre parlamentares registra-se também como hipérbole, “Fulano tem seguidores feito pipocas…”

“Pipoco”, escândalo na política, estoura nas descobertas que pipocam a toda hora, como a que recentemente envolveu o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, arrecadador de propinas que somam quase o dobro do dinheiro encontrado no bunker de outro baiano, Geddel Vieira…

Diz-se que quanto mais quente o fogo, mas rápido a pipoca estoura; entretanto, na panela (ou no pacote moderno para micro-ondas) aparece sempre um “piruá”, isto é, o milho que se recusa a estourar. Os “piruás” são como os cúmplices de Lula, que continuam o mesmo milho de sempre, não enfeitam cabelos e são indigeríveis…

 

 

JABUTICABA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

 “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa ”   (Jô Soares)

Pode ser Jaboticaba ou Jabuticaba; as duas formas estão corretas: jabuticaba, com “u” ou jaboticaba, com “o”. É o fruto de uma árvore da família das mirtáceas que se alastrava na Mata Atlântica e ainda hoje aparece com frequência nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Alguém inventou que o fruto da jabuticabeira era de exclusividade brasileira, e mesmo usando a expressão por ignorância, ela se espalhou tornando-se popular nos comentários políticos e até em salas de aula. Na verdade, somente uma das espécies, a “Myrciaria jaboticaba” chamada de jabuticaba-sabará, é brasileira.

As demais são encontradas no Uruguai, Paraguai, Argentina, fraldas dos Andes, Guianas e América Central, anulando a expressão xenófoba…. É somente nosso, sem dúvida, o pau-brasil (Paubrasilia echinata).

O Pau-brasil, com registros da época em que os franceses e portugueses aqui aportaram para leva-lo para Europa, grassava no Brasil, no litoral do Rio de Janeiro ao Amazonas. Em tupi-guarani era chamado de “ibirapitanga” onde “ybirá” significa “árvore” e “pitanga” é “encarnado”; os lusitanos, pela tinta rubra dela extraída, batizaram-na de pau-brasil e, com isto, deram o nome ao nosso País.

Em sua homenagem, o pau-brasil foi declarado patrimônio nacional em 1978, através da Lei nº 6.607, que estipulou o dia 3 de maio como a data oficial da árvore.

Também restrita ao Brasil, é a impunidade. Está solta quadrilha lulopetista chefiada por Lula, Dirceu e Dilma, que assaltou o Brasil e quase destruiu a Petrobras, que era a terceira empresa petrolífera do mundo e se reduziu na economia internacional.

Acrescentando mais uma meia dúzia de pelegos na alta hierarquia do PT, vale lembrar que este partido nascido de uma jogada do general Golbery aproveitando o pelego da Lula da Silva, surgiu proclamando-se a “esquerda ética” denunciando a corrupção.

O “partido de novo tipo” ficou apenas no discurso e na desmoralização dos poderes republicanos, igualando-se aos 300 picaretas do Legislativo, que denunciavam; aparelhando o Judiciário com fiéis companheiros; e transformando o Executivo numa bolsa de valores mediadora da cobrança de propinas.

Este é o desenho da árvore do pau-brasil da política, sem igual no concerto internacional…. Vemos que nos países que combateram a corrupção, nenhum presidente ou ex-presidente escapou do cutelo da Justiça, alguns tanto ou mais populares do que Lula.

Lembremos Carlos Menem, na Argentina; José Sócrates, em Portugal; Alberto Fujimori, no Peru; e Park Geun-hye, na Coreia do Sul; todos julgados e devidamente punidos pela prática de corrupção.

Aqui, Lula já foi condenado a 12 anos e um mês, e responde a mais seis processos, todos por corrupção e agravados pelo delito de terem sido praticados no exercício da presidência da República. Dilma, que fez o papel de fantoche dele na presidência, foi cúmplice da criminosa na compra da Refinaria de Pasadena e impichada “apenas” pelas pedaladas fiscais e mantendo criminosamente os direitos políticos.

Vê-se assim que a impunidade é coisa nossa, como o pau-brasil. As jabuticabas foram chupadas, com caroço e tudo, no Paraguai, com o ex-presidente Luís Macchi preso; com Menem apenado e os Kirchner sob investigações; e o guatemalteco Affonso Portillo condenado a cincos anos de prisão.

Muita gente ignora que o pau-brasil é preciosamente usado como arco de violino, que chega a custar US$ 10 mil! Está na hora de usá-lo para tocar a marcha fúnebre do lulopetismo, levando-o à cova da criminalidade.

 

CONDENADO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Denúncias precisam ser apuradas. Denunciados devem ser julgados. Os julgados e condenados devem cumprir a justa pena” (Dom Jaime Spengler)

Passados quase 80 anos, chega-me uma recordação da mais tenra infância: a minha avó, referindo-se a um bodegueiro que fora flagrado e preso por adulterar no peso (bons tempos aqueles!), disse: – “É um condenado! ”.

Perguntei-lhe o que era um “condenado” e ela disse que era por que o ladrão não escaparia do fogo do inferno; estava condenado pela justiça divina… Eu passei a usar a palavra como se fosse um palavrão para xingar os outros…

Nos dias de hoje acho que ninguém mais dá importância à condenação no fogo do inferno. O verbete “condenado” é adjetivo quando se considera arriscado, errado, inadequado e como substantivo, se usa em sentenças judiciais.

Prevalece na linguagem jurídica a “sentença condenatória”, a condenação em dinheiro. Na prática, a execução da decisão de um juiz.

Toda vez que falo em juízes, recordo Oswald de Andrade, notável escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro, que disse: “Proponho engenheiros em lugar de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das ideias”.

Realmente, as filigranas excepcionais que sempre aparecem para a alegria dos advogados chegam neste caso com dois tipos de sentença em nosso ordenamento, a sentença mandamental ou executiva e a sentença condenatória, esta última exigindo a intimação pessoal do Réu sob pena de nulidade do processo.

Condenados no nosso País são milhares, talvez milhões, e agora com o emergir da Operação Lava Jato, já atinge os criminosos de colarinho branco, que até então se punham acima da Lei. Passando em revista temos além de ex-senadores, governadores, promotores, tesoureiros de partidos, youtubers e até clubes de futebol, como o Corínthians.

Na lista, muitos poderosos, como José Maria Marín da CBF; Marcelo Miranda, governador de Goiás; Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara Federal; Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro; e, como as investigações queimam como fogo de monturo, teremos em breve casos incendiários de políticos com foro privilegiado…

O mais famoso entre os condenados da Lava Jato é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, o pelegão chefe de uma organização criminosa travestida de partido. Condenado pelo juiz Sérgio Moro, apelou para a 2ª instância, e na 4ª Região do Tribunal Federal teve a sentença mantida por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e ampliada para 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado.

Lula enriqueceu graças a propinas das empreiteiras que realizavam obras ou forneciam equipamentos para a Petrobras. Ocultava e dissimulava as vantagens imerecidas por ocupar a presidência da República.

Está tudo provado e corre dentro da legalidade, desde as investigações da Polícia Federal, do levantamento comprobatório do Ministério Público e da sentença na Primeira Instância. Não podemos esquecer que ainda responde a outros processos, envolvendo seus filhos e um sobrinho.

Com Lula preso, assistiremos a derrocada do Partido dos Trabalhadores, que enganou o povo brasileiro apresentando-se como defensor da ética e intolerante com a corrupção; transformando-se depois numa seita de fanáticos que cultuam bandidos como heróis e usurpam até enredos de carnaval.

No Rio, território que foi dominado pelo lulopetista Sérgio Cabral, assistimos a escola de samba Paraiso do Tuiti realçando a figura vampiresca do presidente Temer para esconder a barbárie criada no Rio pelos sócios solidários do PT.

Na Bíblia está escrito:  “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado”. Assim, eu não tenho a menor dúvida, os sicários de Lula estão condenados ao fogo do inferno…

 

INDIO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Precisamos usar nossa flecha da sabedoria com o arco da esperança e reconquistarmos o que éramos…” (India Anara)

Mal encerradas as festividades carnavalescas, senti-me obrigado a escrever este artigo, por duas razões especiais. Há uma infinidade delas, para nós que somos – pelo menos a maioria dos brasileiros – orgulhosos descendentes dos indígenas que os descobridores encontraram aqui.

Sob a minha lupa – que aumenta consideravelmente os fatos sociais – vi a primeira razão com revolta, quando um idiota, dito “aculturado”, investiu contra o uso como fantasia, no carnaval, da indumentária e apetrechos silvícolas presentes na nossa memória.

Com exceções respeitáveis não é incomum assistirmos em demonstrações reivindicatórias e até políticas, manifestantes tribais de calça blue jeans, com relógios de marca e falando ao Iphone.

E nos serviços públicos, e nas universidades, encontramos representantes de várias etnias brasílicas. Não são poucos os colaboradores de pastorais católicas e missões pastorais evangélicas. Para mim, isto é bom; não sei se o é para a turma do “politicamente correto”…

Temos também conhecimento de que em certas reservas indígenas paga-se pedágio para transitar, propinas na exploração de garimpos e o desmatamento predador para o comércio de madeiras de lei.

Tais contravenções se chocam com o brio heroico de um descendente indígena, o marechal Cândido Rondon, que desbravou os sertões brasileiros levando linhas telegráficas pela Amazônia até então inexplorada; e de Nunes Pereira, também indígena, antropólogo, etnólogo e ictiólogo renomado no mundo inteiro. E o mais perfeito dicionário de língua tupi é do indigenista Gonçalves Dias.

Do poeta maranhense da saudade, por demais reverenciado, não é preciso nos estender. Os livros de Nunes Pereira, falam por si. Quanto ao marechal Rondon, cumpre-nos registrar que levou 40 anos explorando o sertão brasileiro, por mais de 100 mil quilômetros, equivalentes a 2,5 voltas ao redor da Terra. Entre seus títulos, destacam-se a candidatura ao Prêmio Nobel, e o de ser chamado pelos indígenas como “Grande Chefe”.

Destas personalidades, destoa o proibidor das fantasias de índio no carnaval, almejando os 15 minutos de fama. Ele não conhece sequer a história do seu povo ao querer silenciar o maracá e os tambores populares, negando a herança que temos das festividades alegres, com ruidosas danças coletivas dos corpos pintados, dos cocares multicoloridos, dos colares e das pulseiras…

Certamente influenciado pelas mentes perversas de uma ideologia distorcida, o patrulheiro desconhece a divisão social das nações pré-cabralianas, com seus nobres, soldados e escravos, e, tampouco lembra que seus ancestrais eram antropófagos…

Formado na escola do “politicamente correto”, o ignorante neo-censor comete o mesmo erro daqueles que cobram a dívida dos brasileiros pela escravidão negra, omitindo que os grandes traficantes de escravos eram os próprios negros, intermediados por britânicos, espanhóis e portugueses.

Por falta de cuidados ou desatenção, indígenas “aculturados” são capazes de adorar Tupã, que os jesuítas impuseram como “um deus único” do povo brasílico…  Esta farsa em busca de conversões foi desmentida por J.F. Monterroyo Mascarenhas no seu livro “Os Orizes Conquistados”; para ele, religião indígena era antropomórfica.

Caetés, Guaicurus e Tamoios com suas subdivisões, adoravam a coruja como deus, pelos benefícios que recebiam desta ave sagrada, inimiga das cobras que lhes tirava a vida.

Antiga deidade das selvas, a coruja é vista hoje como mau agouro, quando na verdade, o mau agouro está na doutrinação fraudulenta de alguns professores que seguem a doutrina apedeuta narcopopulista do “quanto pior melhor”.

Os doutrinadores lulopetistas, para roubar mais, pensam em fazer o que Renato Russo alertou: “O Brasil vai ficar rico quando vender todas as almas dos nossos índios em um leilão”.

A NATUREZA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (Lavoisier)

O milagre da vida nos apresenta uma forma de existência cuja origem e fim obedecem às leis da Natureza. Entretanto, a Natureza não é levada a sério na História das Religiões.

Do antigo Egito, da Índia e da Mesopotâmia vieram as fábulas incorporadas ao livro sagrado dos judeus e dos cristãos, a Bíblia. O livro traz como explicação para a vida e para os seres vivos, a criação do mundo por Deus em seis dias; e, no terceiro dia, formou as plantas; no quinto, os peixes e os pássaros; no sexto, os animais; e por fim os seres humanos: Adão moldado em argila e vivificado com um sopro; da sua costela, veio Eva.

A ciência moderna nos prova que essa concepção mística para a origem da vida não passa de uma lenda cujo simplismo é substituído pela comprovação científica laboratorial; entretanto, arrastou-se por séculos do mesmo modo como o geocentrismo criado pelo astrônomo grego Ptolomeu, no século II d.C., e imposto aos cristãos pelo papado como uma verdade divina.

Quem tentou apontar a falsidade deste modelo, pagou caro. A obra de Copérnico foi condenada pela Inquisição e Giordano Bruno foi morto na fogueira ao apoiar o heliocentrismo.

Um dos mais importantes estudiosos da astronomia, Galileu Galilei, comprovou o heliocentrismo com base em observações; porém foi obrigado a retratar-se perante a Igreja para não ser condenado à morte.

O termo “Natureza” refere-se aos fenômenos do mundo físico e à vida em geral; e, embora não incluindo os artefatos produzidos pelo homem, tem através deles a explicação dos seus fenômenos.

A Natureza se vinga dos que tentam impor-lhe condicionamentos com a promulgação de leis…  Apareceu no Brasil recentemente uma lei esticando a adolescência até os trinta anos, atropelando a Biologia para atender facções extremistas e possivelmente também ao Mercado.

Os cientistas, todavia, apresentam estudos que desmentem legisladores despreparados, coagidos ou comprados, os mesmos que não dão importância social à culpabilidade de crianças e adolescentes nos crimes cometidos por eles.

Um estudo publicado pela Universidade de Stanford, “As Sete Idades do Homem”, traz uma série antológica de consagrados estudiosos, organizada pelos professores Robert R. Sears e S. Shirley Feldman.

As exposições sobre a “adolescência” (de 12 a 18 anos) e o “adulto jovem” (de 18 a 30 anos) descrevem o desenvolvimento corporal, a formação da personalidade e a capacidade física e mental dos indivíduos.

No tocante à “adolescência”, o estudo reconhece a sua maturidade física e o crescimento intelectual e emocional. Citada, a “Teoria da Personalidade” de Erikson expõe a busca da identidade pela autonomia comportamental, o isolamento dos adultos e forte relacionamento com colegas da mesma idade. A inteligência chega ao auge em torno dos 16 anos, tanto para meninos como para meninas.

O “adulto jovem” é aquele que já completou todo o ciclo físico e mental. Entre os 18 e 30 anos o indivíduo chega ao estado de plenitude mais elevado. Foi superada a dependência anterior da adolescência e atinge o equilíbrio emocional em relação ao sexo.

Aprofundando estas questões, vê-se a necessidade de se dar mais seriedade aos limites cíveis ou penais. O “adulto jovem” já não é um adolescente e este não é um irresponsável atoleimado, incapaz de distinguir um comportamento sadio de uma ação criminosa.

Felizmente os brasileiros acordaram para a questão da maioridade penal, com pesquisas que indicam 84% favoráveis à redução de 18 para 16 anos. Eu defendo a abstração da idade e a condenação pela natureza do crime.

Para os que ainda não despertaram para a realidade, declaro meu apoio a Victor Hugo: “É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve”.