A SUPERTELE DE LULA
Os próximos dias serão longos, estressantes e inesquecíveis para um seleto grupo de empresários, executivos e advogados brasileiros. Uma turma de trinta pessoas estará às voltas com o detalhamento de um negócio que criará uma superempresa de telecomunicações, resultado da compra da Brasil Telecom pela Oi (antiga Telemar). A nova empresa, que poderá ser batizada de Oi Brasil, terá números superlativos a apresentar. Será dona de 65% da telefonia fixa no país. Terá 43% do mercado total de banda larga. E 17% dos assinantes de telefonia celular. É o surgimento de um gigante de quase 30 bilhões de reais de faturamento anual. Muito mais que o da Vale ou o do grupo Pão de Açúcar, dois ícones entre as empresas de capital nacional.
A operação estava marcada para vir ao mundo em 2006, conforme mostrou uma reportagem de VEJA publicada em outubro daquele ano. O que a travou foi justamente a descoberta, pela revista, de que o lobby para mudar a legislação impeditiva foi tão violento que chegou a envolver o filho do presidente da República, Fábio Luís, o Lulinha, e seu amigo, Kalil Bittar. Antes disso, VEJA havia revelado que, em 2005, a Telemar (atual Oi) investira 5,2 milhões de reais na Gamecorp, uma produtora de TV e de jogos para celular que tem entre os seus sócios Lulinha e Bittar.
Quem aproximou a Telemar e a Gamecorp foi o consultor Antoninho Trevisan, amigo de Lula. Trevisan convenceu, inicialmente, Fersen Lambranho, do grupo GP, da boa oportunidade de investimento na empresa do filho do presidente. Lambranho levou a idéia aos sócios Carlos Jereissati e Sérgio Andrade e – bingo! – o negócio foi fechado num piscar de olhos.
Até agora, a Telemar/Oi investiu mais de 10 milhões de reais na Gamecorp. A produtora fechou no vermelho em 2005 e 2006. O balanço de 2007 ainda não é conhecido. Leia mais aqui
Fonte: Noblat
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