A fartura do Estado ‘raquítico’

Comentários desativados em A fartura do Estado ‘raquítico’
Compartilhar

“O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tem razão. O trem da alegria que ameaça efetivar 260 mil trabalhadores não concursados nos espaços da administração pública federal arrastará outras levas para mamar nas tetas do Estado. Mais de um milhão de pessoas, segundo estimativas, terão os mesmos direitos. Ufa! Até que enfim, um representante do governo Lula se dá conta de que a efetivação de um contingente desse tamanho será o estouro da boiada no curral federal. O estrago, é claro, não ocorreria de imediato, mas na esteira das pensões e aposentadorias futuras, cuja conta já alcança 12% do PIB. Mas o Estado é “raquítico”, avisa o novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Agüenta muita gordura. Além disso, dinheiro brota como erva daninha nos cofres federais. Mesmo sem a CPMF, a bocarra da Receita, em relação ao primeiro semestre do ano passado, agarrou um naco de R$ 2,8 bilhões a mais. Como encaixar o temor do ministro do Planejamento no corpo caquético do Estado desenhado pelo economista da PUC de Campinas?”

Gaudêncio Torquato, jornalista e professor titular da USP (gautor@gtmarketing.com.br)

OPINIÃO: O professor Gaudêncio penetra no âmago da questão desse projeto imoral do aproveitamento de parasitas aparelhados na administração pública, sem obedecer às regras estabelecidas pela Constituição. Regularizar a situação de quem entrou no serviço público sem concurso, ilegalmente, é uma bofetada na cara das novas gerações brasileiras, saídas das universidades e das escolas técnica e desempregadas. Ceder o espaço que deveria ser dos jovens profissionais, é um crime tanto ou quanto pior do que o mensalão, os dossiês fraudulentos, a quebra de sigilo de cidadãos indefesos e a proteção de parentes e compadres, ilicitudes banais do PT-governo. No caso dos impostos e taxas, está sem a correção de uma vírgula no texto… MIRANDA SÁ

Os comentários estão fechados.