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CANÇÃO DO OUTONO

Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono
Ferem a minh’alma
Num langor de calma
E sono.

Sufocado, em ânsia,
Ai! quando à distância
Soa a hora,
Meu peito magoado

Relembra o passado
E chora.
Daqui, dali,
pelo Vento em atropelo
Seguido,
Vou de porta em porta,
Como a folha morta Batido…

Alphonsus de Guimaraens

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