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Chinaglia defende aumento da verba de gabinete de deputados

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu nesta quinta-feira às críticas ao aumento na verba de gabinete dos 513 deputados, que subiu dos atuais R$ 50,8 mil para R$ 60 mil. Na opinião de Chinaglia, aqueles que criticam o reajuste buscam a “platéia fácil” e devem defender publicamente a “demissão em massa” dos servidores.

“Ou você demite para fazer economia, ou não repõe as perdas para fazer suposta economia. É preciso então considerar se deve haver ou não Congresso porque, às vezes, tenho a impressão que estes que gostam do holofote fácil muitas vezes escolhem atacar o Congresso, que é elemento vital da democracia em qualquer país do mundo”, disse.

Chinaglia disse que tratou o reajuste com “normalidade”, uma vez que corrigiu os salários de funcionários não-concursados da Casa acima da inflação.
“Aquilo que é apenas a reposição de perdas, que é normal na vida de qualquer trabalhador, vira como se fosse um fato fora da normalidade.”

Segundo o deputado, os trabalhadores que “labutam no dia-a-dia” sabem que se faz “justiça” quando há a reposição de perdas da inflação após três anos sem reajustes. “Um aumento real de 2,9% em um período onde houve reajuste para todo o funcionalismo público federal, incluindo funcionários do TCU [Tribunal de Contas da União], Judiciário e dos próprios servidores concursados da Câmara e do Senado, eu acho que nós estamos fazendo justiça.”

O deputado ainda rebateu levantamento realizado pela ONG Contas Abertas que aponta a Câmara brasileira como uma das mais caras do mundo, após o reajuste. Segundo a entidade, com o aumento real de 2,9% da verba de gabinete, a conta desembolsada com cada parlamentar brasileiro passa a ser de aproximadamente R$ 114 mil mensalmente, ou R$ 1,4 milhão por ano.

A soma engloba o salário e a estrutura direta a que o parlamentar tem direito.”Outros de maneira esperta já apresentaram os gastos do Congresso, mas não dizem que outros Poderes Legislativos em todo o mundo não pagam, por exemplo, a aposentadoria. Aí acaba se comparando melancia com abacaxi”, disse Chinaglia.

Fonte: Gabriela Guerreiro da Folha Online

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