História – há 35 anos…

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08/04: 1973 – Um gênio que criou até o fim

Pablo Picasso morreu aos 91 anos, vitimado por um edema pulmonar. Estava em plena atividade, talvez em mais uma das suas muitas fases criativas, pintando temas de paisagens e crianças que comporiam os 201 quadros e desenhos a serem mostrados em junho, no Festival de Avignon.

Em idade avançada, sem ter sido velho um instante sequer. Na sua obra monumental incluem-se entre 13 e 14 mil pinturas e desenhos, 100 mil gravuras, 34 mil ilustrações de livros, e 300 esculturas e cerâmicas. Obteve dois grandes prêmios: o Carnegie Award (1930) e o Prêmio Lenin (1962). Picasso foi um grande artista, que encheu o século com suas cores e suas formas, suas pesquisas, suas audácias e sua personalidade viva. “Toda pessoa que mereça ser chamado de pintor deve produzir pelo menos um quadro e vários desenhos por dia” – repetia Picasso.

Discutido, criticado, combatido, Picasso foi o único artista vivo a entrar para o acervo do Museu do Louvre, o qual lhe abriu as portas quando completou 90 anos. Comunista militante, apoiou os combatentes que defendiam a República Espanhola, finalmente derrotada pelas tropas do General Franco na Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Picasso jurou que jamais pisaria o solo espanhol “enquanto lá existisse a ditadura franquista”.

E cumpriu o juramento, pois nunca retornou à Espanha. O seu grande mural Guernica, elaborado para condenar o bombardeio aéreo dessa pequena e indefesa cidade do País Vasco durante a Guerra Civil, tornou-se um ícone universal contra os horrores da guerra moderna.

Um dos grandes artistas do século XX, deixou uma imagem de irreverência e de vitalidade incontida, que se confundia numa lenda: a lenda de Picasso.

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