Lula trata CPI como ‘roleta russa’ e tonteia rivais
A velha sacada de Churchill –a democracia é o pior regime imaginável com exceção de todos os outros— ganhou no Congresso uma versão companheiro-corporativa: até um simulacro de CPI é preferível a todas as suas alternativas. Com exceção, claro, de uma CPI de verdade.
Ameaçado por uma CPI oposicionista, Lula e seus operadores políticos foram à boca da cena no papel de “malucos”. Doidos assim, entre aspas. Depois de uma reunião no Planalto, Romero Jucá, o líder de Lula, apresentou no Senado, ele próprio um pedido de CPI.
Em sua maluquice estudada, Jucá teve o cuidado de arrastar para o centro das apurações a gestão FHC. A oposição subiu no caixote. “O pedido de CPI do governo não tem fato determinado”, gritaram alguns. “Para que a investigação seja séria, a CPI tem que ser mista”, berraram outros.
Nesta segunda-feira (11), num instante em que a oposição buscava apoio para furar o balão da CPI chapa branca, Jucá, em nova combinação com o Planalto, decidiu reunir-se com o deputado tucano Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI mista dos cartões. Em seguida, Jucá liberou deputados e senadores governistas para apor suas assinaturas no pedido de investigação do PSDB.
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Fonte: Josias de Souza
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