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AUMENTO DE IMPOSTOS

1 – Para cobrir o fim da CPMF, o PT-governo suspendeu novos concursos públicos. Só os já autorizados serão realizados. A informação é do ministro Paulo Bernardo. A previsão era de que preencher 56 mil vagas em 2008, mas apenas 12.646 novos servidores devem ser contratados. As 43.354 restantes terão de aguardar o equilíbrio das contas públicas. O ministro avisou também que os funcionários federais não deverão ter reajuste.
2 – O aumento da tributação sobre o sistema financeiro, parte das medidas do governo para compensar a perda de receita com o fim da CPMF, deve gerar arrecadação anual muito superior aos R$ 10 bilhões. O vice-presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABCC), Renato Oliva, avisou que o aumento de custos dos bancos será repassado aos clientes. O setor produtivo também reagiu às medidas. Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi um “presente” desnecessário e infeliz.
3 – A oposição pretende reagir ao aumento de impostos para compensar o fim da CPMF. O principal objetivo é derrubar a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos – estabelecida por medida provisória, o que exige aprovação do Congresso. O clima de guerra pode comprometer a votação do Orçamento e da MP que criou a TV Pública. Tucanos e membros do DEM reclamam que, para convencê-los a prorrogar a Desvinculação de Receitas da União (DRU), o Planalto se comprometeu a não elevar impostos.

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