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NOTICIÁRIO

1 – Congressistas reagiram com preocupação ou irritação à proposta do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de cortar emendas de parlamentares ao Orçamento para compensar a extinção da CPMF. “É uma escalada de ameaças”, disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia; e o Renato Casagrande (PSB), da base governista, afirmou que o Planalto precisa ser mais criativo nos cortes.
2 – Para compensar o rombo de R$ 40 bilhões gerado pelo fim da CPMF, o governo estuda o aumento de alíquotas de três tributos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). A receita adicional estimada é de R$ 12 bilhões, já descontada a parcela que o governo federal tem de transferir a Estados e municípios.
3 – A oposição ameaça derrubar a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo gastar livremente 20% das receitas de destinação obrigatória. A regra escapou da queda da CPMF, mas pode cair, caso o Planalto queira elevar tributos para compensar a perda dos R$ 40 bilhões do impostos.
4 – Direto da fonte: Pelas contas do economista Paulo Rabello de Castro, com o fim da CPMF a União economizará R$ 10 bilhões em transações de refinanciamento da própria dívida.
5 – A “preocupante” situação da economia mundial em 2008, com risco de 50% de recessão nos EUA, pode trazer uma desaceleração que reduzirá a taxa de crescimento do Brasil de 5% para 3%, prevê o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Ao contrário da aposta feita por economistas do governo, ele acredita que o aumento do consumo interno não será suficiente para compensar os efeitos da queda na demanda externa.
6 – A inflação brasileira, pelo IGP-10, chegou a 7,38% nos últimos 12 meses. Este mês, aumentou 1,59%, a maior alta desde fevereiro de 2003. Até o Bolsa Família faz o índice aumentar – o beneficiado incluiu em sua dieta o feijão, cujo preço subiu 75%. Já se admite: não há feijão para todos.
7 – Para doar R$ 6 milhões à Liga das Escolas de Samba, a Petrobras está negociando a publicidade da Cidade do Samba e quer mil ingressos no setor popular do Sambódromo.

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