Comentário (III)
O caso Gracie e as culpas
Robson Gracie, o pai de Ryan Gracie, tem razão. Há coisas que costumam acontecer só no Brasil. Um rapaz fortão, notório criador de caso, armado com uma faca, rouba um carro, bate o veículo, tenta roubar uma moto, arruma briga, é imobilizado por 30 pessoas e acaba preso. Muito bem. Qual é a obrigação da polícia? Segundo a família Gracie, é encaminhá-lo para um hospital. Não é, não. Nem que ele fosse campeão mundial de Moral e Civismo e famoso por distribuir rosas em vez de sopapos.
Ryan morreu na cadeia, e agora será preciso saber por quê. A família acusa o médico que o atendeu por causa de medicamentos que lhe foram ministrados e diz que a Polícia foi negligente. O tratamento que os familiares lhe dispensam na morte talvez explique o seu comportamento em vida — não me refiro a sua atividade no ringue.
Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro
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